Entrevista

Entrevista: socialite Val Marchiori

"Me preocupo mais com a segurança dos meus
filhos. Se tiver medo de ser assaltada, eu
não vivo mais".
"Quero ser a socialite do mundo"

Neto Lucon, (Yahoo!)

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O que acha de gastar R$ 75 mil em compras numa única tarde? Contratar um cabeleireiro para ficar à sua disposição 24h? Ou então bancar apresentações num programa de TV? Esses são os dilemas da socialite Val Marchiori, conhecida em 2011 após uma polêmica entrevista à revista “Veja São Paulo” (Clique Aqui), que revelava suas estripulias financeiras.

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Hoje, Val já é celebridade. Tem um quadro fixo no programa “Amaury Jr.” (RedeTV), conquistou passe livre no SBT e iniciou as gravações do reality show “Mulheres Ricas”, produzido pela Band. “Existem outras socialites que falam mal de mim, mas sobrenome não é garantia de nada. Nem de elegância, nem de dinheiro”, afirmou.
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Em entrevista exclusiva ao Yahoo!, Val afirma ter um lado simples e diz que adora pisar com os pés descalços na terra de um sítio. “Jamais vou perder minhas origens”.


Depois da entrevista à “Veja SP”, surgiram notas dizendo que seu marido não gostou nem um pouco da exposição. O que ele está achando dessa sua trajetória em programas de tevê?
No principio, até eu fiquei chocada. Existem várias maneiras de interpretar o que falamos, e a revista distorceu muitas declarações. É verdade que ficamos um pouco estremecidos no começo, mas ele estava com toda a razão. É um grande empresário, tem medo da exposição, até porque estamos no Brasil e podemos ter algum problema de segurança. Mas depois, foi acalmando. Hoje ele sabe que esse é o meu trabalho e respeita bastante. Estamos numa boa.
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Depois da maré de críticas, o que destaca de positivo e negativo na fama?
O lado positivo é que pude mostrar a verdadeira Val. A Val que não dorme 24h com o maquiador, não gasta tudo aquilo todos os dias. Mas tudo isso foi por causa da revista. É inegável que eles me deram toda essa exposição, que eu não tinha. Das coisas ruins, destaco as brigas com a família. Senti uma grande preocupação deles comigo, já que muitas pessoas não entendem que a mídia aumenta muito. Muita gente me olhava e pensava: “essa mulher é louca” (risos). Mas com meu jeito de levar a vida, está dando tudo certo e hoje estou bem mais tranquila.
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Assim como sua família se preocupava, você não tem receio de ser assaltada com tanta ostentação de dinheiro?
Todo mundo me pergunta isso (risos). Gente, se eu tiver medo, eu não vivo mais. Só tenho receio pelas crianças, que eu me preocupo e zelo muito pelas seguranças delas. Mas se ficar com medo disso, de sair de casa, do que vão dizer, vou acabar ficando neurótica. Em São Paulo, a gente tem medo até de ir à esquina, é por isso que prefiro levar uma vida mais tranquila.
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Você está gravando o reality show “Mulheres Ricas”, produzido pela Band. Adianta alguma coisa para a gente, já que o programa vai ser exibido só em 2012...
Serão cinco mulheres de glamour, que mostram seu cotidiano e como são de verdade. Em alguns dias gravamos juntas e, em outros, separadas. Hoje mesmo estarei indo a Angra com a Débora Rodrigues e a Brunete Fraccaroli. Elas vão ficar hospedadas na minha casa, e será bem interessante. É um programa cujo formato faz sucesso nos Estados Unidos e na Espanha. E as Cuatro Cabezas (produtora argentina responsável também pelo “CQC”) tem muito cuidado com a nossa imagem, a maneira como aborda determinados assuntos. As pessoas vão adorar.
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O que você pensa sobre a Débora Rodrigues, uma ex-sem-terra que hoje é socialite?
Entrevista foi home do site "Yahoo!"
Vou conhecê-la hoje, então não tenho uma opinião formada sobre quem é ela. Mas sabendo do histórico de vida, sabendo de tudo o que ela já passou e vendo o que ela é hoje em dia, posso dizer que é uma pessoa admirável. Uma ex-sem-terra que conquistou tudo o que tem, não tenho nada contra, não. Ao contrário, acho admirável.
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Você também teve uma infância humilde. Quando a Val resgata as origens?
Eu sou simples, tenho origem pobre e não tenho vergonha disso, pois conquistei meu espaço. Apesar de muita gente não acreditar, a Val cozinha, faz churrasco, espaguete, cuida das crianças, vai ao sítio comer leitoa recheada da avó. Adoro ir ao sítio, ver meu pai, andar descalça. Já tive até meu nome do Serasa (risos). O melhor que a gente tem são as nossas origens e a nossa essência, e isso eu não quero perder nunca.
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Você participou do Programa do Ratinho (SBT) e também está na Band, que é uma emissora popular. Você quer se tornar a socialite do povão?
Eu quero ser a socialite do mundo (risos). Mas se for do povão, classe A, B, C, D, E, são todos seres humanos, merecem meu respeito e carinho. Tenho o maior orgulho de ser uma pessoa conhecida, popular. Muitos adoram, muitos criticam, mas tudo bem: vivemos em um país democrático.
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E o que você pretende aprontar em 2012?
Tenho um grande problema para resolver. Tenho três grandes projetos: com a Band, com o SBT e com a própria RedeTv!. Então será um bom problema. Ano que vem – Hello – a Deus pertence (risos).

(Clique aqui e veja a entrevista no Yahoo!)



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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