Pop & Art

Entrevista Rafael Cortez

"O selinho foi uma piada e deu
muita audiência ao programa". 
“Esperava que Almodóvar me levasse para jantar depois do selinho”, brinca Rafael Cortez

Neto Lucon (revista Junior 22)

Reporter fala sobre as pautas sobre a comunidade gay, brincadeiras, preconceito e homossexualidade

Repórter mais charmoso e simpatizante do CQC, Rafael Cortez está sempre envolvido nas pautas referentes à comunidade LGBT. Com a sexualidade bem resolvida, ele não se intimida em brincar com a questão e até distribuir  selinhos em famosos do mesmo sexo. Em entrevista, Rafa fala sobre as brincadeiras, preconceito e declara que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

De todos os repórteres, geralmente é você quem faz reportagens voltadas ao público LGBT. Sente-se à vontade para falar com esse público?
Não sou direcionado exatamente a isso, mas já fiz pautas que acabaram culminando dentro do universo gay. Não tenho o menor problema em fazer as pautas e me sinto à vontade para fazê-las, como me sinto à vontade para fazer pautas de música, celebridades, política...

Sempre falam sobre “beijo gay” na tevê, mas esquecem que você já protagonizou alguns selinhos em famosos do mesmo sexo. O que você pensa sobre isso?
Procuro ir até onde acho possível. O lance dos selinhos foi uma piada. Gerou ibope. Não me levo tão a sério e não acho que isso tenha afetado minha masculinidade. Quanto ao beijo gay, não vejo problema. Não tenho preconceitos. Acho que se pessoas do mesmo sexo querem ficar juntas, elas tem pleno direito de ficar. Não sou gay, mas tenho amigos que são e isso não muda em nada a amizade, o carinho e o respeito que tenho por eles.

Como foi beijar o Almodóvar, por exemplo?
Foi uma piada! Uma brincadeira que rendeu muita mídia ao programa. Mas esperava ao menos que ele me levasse para jantar depois... Mas não aconteceu (risos). (Assista ao beijo aqui).

Depois da repercussão dos selinhos, você ficou irritado. O que rolou?
Uma coisa é piada, outra é encheção de saco. Não houve irritação da minha parte, mas sim uma obsessão do Tas em falar sobre o assunto. Piadas ficam velhas e, aí sim, sem graça. (Assista ao beijo de Rafael em Tas)

(Rafael Cortez em pautas LGBT.
Acima, ele no concurso "Mister
Brasil Gay 2009". Olha quem
estava lá trabalhando...)
Para se defender, você disse que existem repórteres mais gays que você lá dentro. Ser gay é uma ofensa, algo negativo?
Óbvio que não. Não é uma ofensa. Como já disse, não tenho o menor preconceito com opção sexual (sic), nem com opções religiosas ou com problemas quaisquer. Veja você, meu agente/empresário é gordo e, no entanto, é um grande amigo. E vai ficar certamente puto por eu ter dito isso dele aqui (risos).

Em outra matéria do programa, vocês perguntavam aos famosos: Se você fosse gay, assumiria? E você, Rafa, assumiria caso fosse gay?
 Se eu fosse gay não teria problemas em assumir. Tanto que nesse dia teve uma brincadeira do armário (disseram que o Rafael sairia do armário), eu topei e achei divertida.


Durante o concurso Mister Brasil Gay de2009 (assista aqui), você foi jurado e disse até que “pegaria o Mister Rio de Janeiro”. Explica melhor para a gente o que o carioca tem (ou tinha)?
Hahaha... tá vendo!?! Eu faço piadas! Não me levo a sério! O trabalho é esse, dar a notícia com bom humor. Não tinha nada demais, ao meu ver, foi uma piada! Como pegaria a Miss Brasil.

Depois da Argentina, o que pensa sobre o casamento gay no Brasil?
Sou a favor do amor. Se dois gays querem ficar juntos, ok, mandem ver.

E para finalizar, daria beijo em algum homem famoso?
Não, não daria. O que fiz no CQC foi pela matéria. Claro que não sou sem limites para fazer as matérias. Portanto não esperem que eu me atire do penhasco ou que fique pelado (risos).

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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