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Arisa em São Paulo

Eliad Cohen é atraente até com roupa
Com bigode, peito peludo, maquiagem e salto alto, o israelense Uriel Yekutiel, da festa “Arisa”, de Tel Aviv, chamava atenção na balada “The Society”, em São Paulo, nesta quinta-feira (10). Ao lado do modelo bonitão Eliad Cohen, que mesmo vestido era o homem mais atraente do espaço, ele sorria e tirava fotos com todos que se aproximavam.

A aglomeração em cima dos dois, principalmente de Eliad, era um pouco vergonhosa no segundo andar. Por não gostar da situação, preferi esperar esvaziar um pouco e, diante da companhia de um amigo fotógrafo, Gabriel Soares, me aproximei e pedi uma imagem; esta aqui acima.

Porém, embora muita gente se preocupasse apenas em registrar o momento com Eliad, eu também estava curioso para saber como seria a performance dos dois. Afinal, os vídeos que divulgavam as festas da boate “Post” são divertidíssimos, dançantes e bem produzidos. Então como seria a transferência disso tudo para o palco de uma balada brasileira? Principalmente em um lugar fino como a The Society.

Por volta da 1h, o DJ residente da Arisa, Yotam Papo, toma conta das pick-ups. O som traz músicas típicas do Oriente Médio (como a Simarik, do Tarkan) e conhecidas pelo público que acompanha os vídeos no Youtube (como a “Ma Asita Li” e “Ribat Bar Live”). Todos começam a dançar, a pista começa a esquentar. Mas cadê Uriel e Eliad?

Eles entram, falam meia dúzia de palavras, dançam um pouquinho e... Somem! Foram aparecer só três músicas depois, reproduzindo ao vivo as coreografias dos famosos vídeos. A referência é imediata, como na famosa cena da agressão de “Ma Asita Li” (vídeo que teve mais de meio milhão de acessos no Youtube, a maioria das visitas vindas do Brasil): todos riem, tentam cantar e aplaudem.

No palco, Uriel prova ser uma figura talentosa, com dublagem impecável e trejeitos pintosos. Uniu o temível carão ao impensado carisma, movido por alguns sorrisos e brincadeiras. Conseguiu até encontrar um ponto em comum entre a feminilidade de seu salto à masculinidade de seu peito peludo.

Eliad, por sua vez, conquista mais pela imagem de gostosão com dancinhas bobas – às vezes finge se alongar, lutar boxe e tenta desastrosamente balançar a cabeça como fazia o grupo Fat Family. Às vezes tira a camisa, mas volta a colocar ao notar que todos continuam vestidos. É o tipo de cara que sabe que é bonito, tem sex appeal, mas nem por isso é arrogante ou demonstra que se sente o tal. Ponto para ele!

Uriel une o carão ao carisma
Eliad sabe que é gostoso, mas não se acha
Mas, apesar da satisfação do público, algo não se encaixava muito bem... Eliad cobrava da plateia uma animação incomum para o espaço, vista geralmente em paradas gays, afters, The Week. Ele pulava, batia palma, pedia animação do público, mas a maioria permanecia estática, olhando para o bonitão, contida. Alguns mais alegres até dançavam loucamente em cima do queijo e derrubavam bebida em quem estava em baixo – sim, quase levei alguns banhos – mas eram exceções. 

Depois, outro bonitão surge. Uriel começa a despejar chocolate em calda no corpo dos garotos, todos se animam, mas a música simplesmente para... Silêncio, deu pane... E agora? Uriel mostra a língua, desconcertado, e Eliad pede palmas. Educada, a plateia aplaude e eles saem de cena.

Tudo bem, falhas acontecem. Porém, enquanto todos esperavam a retomada do show, eles voltam ao palco e fazem dancinhas tímidas que apenas acompanham o DJ. Muitos abandonam a pista, que só volta a chamar atenção quando Eliad diz: “I love you, São Paulo”. Ele estava finalizando a performance, que não chegou exatamente a um clímax.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi, como não consigo acessar seu email no perfil do blogspot, por isso estou aqui para elogiar seu tcc. Só li o relatório de capa rosa que foi o motivo deu ter pegado ele na biblioteca. Me chamou atenção uma capa rosa em meio a tantos de capa preta/cinza. Faço jornalismo na pucc, fim. (:

Neto Lucon disse...

Oi, tudo bem?
Que bom que gostou do TCC e da capa rosa. Meu e-mail é holtneto@gmail.com. Quando quiser, podemos trocar figurinhas! Abraços.
Neto.

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