Pitacos

A crítica da crítica virtual

Teló, ex-bbb, Caio Castro e Elza: para os internautas, o importante é criticar

A internet, sobretudo as redes sociais, promove diariamente um movimento curioso entre seus usuários. Quando um assunto ganha repercussão nacional – de um cachorrinho assassinado a um possível estupro no Big Brother – as opiniões não param. É a democracia, ok, mas detalhe: a aprovação ou rejeição de um assunto se modifica dependendo do momento em que é lida ou da aprovação ou rejeição da massa. Sem contar que a minoria lê um texto até o final. 

Reparem, na internet todos querem demonstrar que são inteligentes, descolados, conscientes e diferentes da população mediana. É só ver os prints de pessoas gozando outras no “Facebook”, principalmente daquelas que ainda “estão” no ultrapassado “Orkut”. E nas criticas que fazem sobre qualquer (isso mesmo, QUALQUER) assunto. Por outro lado, ninguém quer carregar a fama de ranzinza, mala, antipatriota e preconceituoso.

Veja: é tendência falar que é contra reality shows, Calipso, Michel Teló, tevê aberta... Demonstrar como são superiores e estão longe de tamanha “bizarrice”. Mas quando a massa começa a criticar, ah, outro grupo (que não acompanhou a primeira reflexão) se vê obrigado a discordar e afirmar que estão “pegando pesado”. Longe disso, vem aqueles que só observam a discussão no fim do dia, com o suco já no copo, e se limitam a dizer cheios de sabedoria: “preguiça de falar sobre este assunto”.

Comecei a reparar neste movimento nos comentários das notas que escrevo para o site “Yahoo!” há um ano. Em uma entrevista com Elza Soares – diga-se, uma das mais importantes da minha carreira – fui bombardeado com dezenas de críticas. E o conteúdo das reclamações nem era sobre a entrevista. Era sobre, pasmem!, sobre a idade e plásticas da cantora, assuntos que nem abordei.

Em uma opinião, uma jovem refere-se a Elza como “velha caquética”, outra diz que ela deve se “aposentar”, houve até aqueles que torceram por sua morte e a chamaram de “favelada”. Porém, de um horário para o outro, quando um grupo começou a ver os comentários do primeiro, o movimento foi o de criticar quem criticava a artista.  

“Quanto preconceito! Se ela sente bem fazendo as plásticas e namorando gente mais nova, problema dela e de quem quer namorá-la. Brasileiro é um povo muito preconceituoso, aff”, disse um. “Feliz de quem consegue ser velho, pois a outra opção é a morte..”, disse outro.

Volto a dizer: apesar de admirar Elza, o assunto da entrevista nem era plástica, beleza ou relacionamento. Era sobre uma cirurgia na coluna e novos trabalhosprofissionais (veja aqui).

Críticas sobre entrevista com a Elza Soares

Outro exemplo ocorreu no fim de 2011. A revista “Quem” publicou uma entrevista com o galã da novela “Fina Estampa” (Rede Globo), Caio Castro. Nela, constatamos que o ator fez um comentário que demonstra certo preconceito internalizado – “melhor ser pegador que veado, né?” – e divulgamos. Na repercussão, vi uma massa criticar o ator pela manhã e outra massa declarando à tarde que “estavam passando dos limites”. E, à noite, outra (que não participou da discussão) já estava de saco cheio do assunto. 

Isso sem contar a polêmica promovida pela revista “Época”, no início de 2012. Ela trouxe o cantor Michel Teló na capa, dizendo que ele e o seu sufocador “Ai, se eu te pego” representam os valores da cultura brasileira. A chamada foi suficiente para que todos criticassem o cantor – garanto que muita gente nem leu a revista.

Após apelarem e compararem o valor cultural de Elis Regina, Clara Nunes e Cássia Eller (porque nunca a vivíssima Elza Soares?), houve a manifestação de quem achou injusto crucificar Teló, um mero cantor sertanejo que, assim como os hits “Macarena” e “Ragatanga”, estava apenas conquistando seu espaço mundo afora.

Crítica sobre Caio Castro
Crítica sobre Michel Teló, no site da Época
Agora, o “Big Brother Brasil” trouxe a polêmica de que um participante teria “estuprado” uma menina que dormia no programa. Na manhã de segunda-feira, internautas proclamavam a eliminação do participante e repudiavam a omissão da Globo. Porém, durante a noite, quando o participante foi expulso do programa (sem justificativa clara pelo apresentador Pedro Bial), a moda não era mais criticar o já apedrejado ex-bbb. Era falar mal do programa, da edição, de Boninho e da própria menina, que seria uma “dorminhoca”, “exibida” e “bêbada”.

Plaquinhas mudam a todo o momento
Para se ter uma ideia, até mesmo aquele pobre yorkshire assassinado pela enfermeira enfrentou esse curioso momento. Enquanto a maioria estava indignada com os maus tratos, outros criticavam quem criticava a enfermeira, “afinal existem crianças sendo violentadas todos os dias e ninguém faz nada”. Como se pudéssemos nos indignar por um assunto apenas. E como se todos os defensores virtuais fizessem alguma ação.

Aliás, quando mobilizam alguma campanha na rede, como a plaquinha “Essa pessoa pensa no meio ambiente”, vem outra (que não participou da ideia) e coloca “Essa pessoa não acha que uma plaquinha vá ajudar o meio ambiente”. Teve plaquinha para Lula se tratar no SUS, contra quem organizou este movimento. Contra o Belo Monte, quem criticou... Que saco!

É claro que opiniões e reflexões são necessárias para construir pensamentos maduros e progressistas. Porém, o grande problema é quando a crítica surge com o único intuito de criticar. Sem reflexão, sem aprofundamento no assunto, só para firmar sua imagem na internet e demonstrar o quanto você é o máximo. 
.
Afinal, criticar, criticar, criticar, criticar é o mesmo que desdenhar de “Ai, se eu te Pego” e ouvir “If I Catch You”. Pense nisso!

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

20 comentários:

o Humberto disse...

Perfeito, Neto. E se precisar comentar de novo, repito: perfeito.

Obs: Li até o fim.

Abraço.

Marculino disse...

Olha, eu concordo em partes Neto... nem todo mundo critica por criticar... existe uma leva de assuntos que eu me omito justamente por não conhecer o assunto, não ter assistido e por não me afetar diretamente... mas quando eu comento ou promovo a discussão é por que realmente me incomodou... fui uma das pessoas que queria até a morte da enfermeira do Yorkshire, fui um dos que defendeu Michel Teló por realmente achar que o cara só estava fazendo o trabalho dele e realmente por achar que ele estava muito bem no papel de representante da cultura popular do Brasil, fui um dos que criticou o BBB estuprador... não pedi a saída dele do programa, pedi para que ele fosse preso mesmo... e agora eu entrei em defesa do Pe Lanza do Restart que levou uma pedrada num show... não por gostar do grupo, mas por achar a atitude desrespeitosa e violenta...

Mas é fato, as pessoas gostam de render as polêmicas, pois eu reproduzi o video do rapaz do canal do youtube Pirulla25 que fala da PEC 99-2011 que afeta diretamente a vida de todo mundo, e eu não recebi um curtir, um comentário sequer... e isso dá uma frustração por que mostra que as pessoas além de não serem politizadas, não dão a mínima para coisas que colocamos como "muito importante".

Eu acho sim que tem gente que gosta de polemizar por polemizar, mas tem pessoas - como eu - que realmente usam a ferramenta da rede social para divulgar, criticar e denunciar.

beijos

Rodrigo disse...

Concordo plenamente com o ponto de vista do texto. Hoje na rede, ou mais precisamente, no facebook, o que se vê são críticas sem qualquer fundamento, ou opinião formada, apenas com o simples desejo de mostrar, de serem vistos, notados, ou até mesmo para evidenciar que dentro de cada perfil, há um ser de personalidade, com ponto de vista intelectual. É uma pena, mas cada vez mais pessoas entram nessa onda avassaladora sem se dar conta de que escrever coisas em vão, denota apenas, uma falta de aproveitamento do tempo pessoal do indivíduo, dificuldades em se relacionar, que impurra as pessoas a passarem mais tempo na internet e menos em atividades como ler um livro, conversar com amigos, sair... enfim.
Parabéns Neto Lucon!

Renata Valente disse...

Concordo, as críticas têm que ter fundamentos, eu mesma fiquei boba de ver como criticaram o moço, do BBB,nos comentarios pedi cuidado, não devemos julgar as pessoas assim, todos trabalhamos, todos temos familias, amigos, etc.., e toda moeda têm dois lados, julgar e condenar faz parte da nossa cultura, acho muita hipocrisia, ainda mais sabendo que não foi crime, foi uma atitude que ja vinha tendo na casa, abraços, beijos, agarramentos do casal.. você disse tudo, acho que se a lingua tivesse osso, a sociedade viveria engessada...

Dois Ursos disse...

Tucanaram o Lucon.
rsrsrsrs Brinks.
Mas me senti em uma espiral Progressiva infinita com seu texto.
Ah, desculpe a critica. Nem é critica. é um comentario.
Afinal, o que é CRÍTICA ?

Rubens Cruz disse...

Eu li até o fim e digo: me parece que você leva tanto ou mais a sério toda essa coisa irrelevante de rede social, quanto s pessoas que "critica". Considero as redes sociais apenas um modo de se fazer amizades/contatos, com um quê de catarse e diversão escrota, mesmo. Brasileiro via de regra é um 'gafanhoto', fazendo um uso errado e desmedido, e abandonando o terreno quando já não oferece mais nada de relevante. É o caso do Orkut. Seus argumentos são plausíveis, concordo com muitos deles - como o complexo de superioridade - mas sua indignação é tão legítima quanto à de quem se manifesta. Afinal, à que você se propõe sobre a serventia das redes sociais? E o fato de existirem imbecis e analfabetos funcionais, não oferece uma porta de escape para que uma pessoa realmente se ache intelectualmente superior à outra? E ainda assim, é só a opinião de merda dela, quem tem a envergadura moral para cagar regras?! Tudo não passa de uma questão de ponto de vista. Mas um fato permanece: quem leva rede social a sério, precisa urgentemente aprender mais sobre a serventia da world wide web. Abraço.

BEAR BLOGMAGAZINE disse...

Texto maravilhoso, é a sintonia que estamos no mundo agora. Todo mundo quer ser crítico e fazerem as coisas acontecerem, sem ao menos saber de fato o ocorrido. Não sou fã de Michael Teló e nem na musiquinha que agora tem versão inglesa, não concordo com a saída do BBB morenão, porque a mocinha não foi expulsa junto com ele? Apesar que não sou fanático por animais, mais quem deve julgar pela morte do cachorro é a justiça e não o público. E por fim, o ator apenas se expressou como todo mundo faria numa entrevista, existe sim liberdade de expressão. Qualquer coisa que podemos fazer é falado assim, é pornográfico, é homofóbico,é pedofila,é contraversão....Até assim não posso me expressar por aqui..

Diogo Filippo disse...

Texto bom, contextualiza de maneira interessante mais de um fenômeno interessante que acaba acontecendo no nosso dia-a-dia devido a facilidade que as redes sociais proporcionam de um grande número de pessoas interagir entre si. Minha opinião, as pessoas de fato gostam de se sentir (ou ao menos tentar se sentir) superiores a uns e outros expondo sua opinião acerca a informação de certos acontecimentos, geralmente bem polêmicos mas que nem sempre são o foco da matéria em questão. No entanto acho que não se pode generalizar.

Há sim aqueles que simplesmente falam qualquer abobrinha que tem na cabeça para se sentirem atualizados e "cool" (Como por exemplo as pessoas que criticaram o comportamento e ofenderam a Elza Soares apenas pela mesma não se encaixar em seus padrões do que seria socialmente aceitável), no entanto também há o tipo de pessoa que realmente expressa a opinião, mas também há aqueles que expõem sua opinião, que já foi esculpida a partir de uma série de informações. A partir desse segundo podem haver pessoas que talvez não tem tanta informação a respeito da situação, mas que tem um certo sentimento a respeito do assunto discutido, mas que tem certos sentimentos a respeito que acabam meio que fazendo as pazes com a argumentação sólida já apresentada, assim acabam colocando algo parecido endossando a opinião daquele que realmente pensou a respeito. A partir dai as pessoas vão se sentindo cada vez mais confortáveis em dividir opiniões parecidas o que gera um efeito dominó. Até surgir um do contra e o processo recomeçar. Até que no fim do dia todo mundo leu essa picuinha e está cansado de tanta gente falando a mesma coisa n vezes, e talvez por isso expressam sua "preguiça" (Coisa que acho que foi o que aconteceu com o Teló e o caso do Yorkshire).

Claro que o assunto simplesmente pode ser polêmico e inflamar a todos que leem a respeito, transformando a troca de idéias numa verdadeira guerra (Caso do Caio Castro).

Novamente, essa é só minha opinião. Sua matéria está muito boa Neto e eu realmente acho que vc tem razão, no entanto acho que nunca é possível generalizar.

Abraço grande do seu fã :)

Diogo Filippo disse...

"no entanto também há o tipo de pessoa que realmente expressa a opinião, mas também há aqueles que expõem sua opinião, que já foi esculpida a partir de uma série de informações." - ignora a primeira oração, foi culpa do sono rs

RICARDO AGUIEIRAS disse...

Olha, normalmente me afino muito com suas ideias e textos. Mas essa é a MINHA forma de me expressar e vou continuar com ela. Vou continuar usando o facebook para denunciar o machismo - que anda de mãos dadas com a homofobia e com todos os preconceitos -, vou continuar falando do envelhecimento LGBT, vou protestar em todos os espaços e redes sociais que eu participar contra o que eu considero injustiça. E quem não curte, em menos de 10 segundos pode me excluir e bloquear, facilmente. Se o próprio facebook oferece tal recurso, por que não usá-lo? Como eu disse, apesar de eu ter lá perto de 3000 "amigos" - que não são amigos porra nenhuma, amizade é algo muito mais precioso que o que é oferecido pelas redes sociais virtuais - sabemos que só é possível interagir com, no máximo 150 pessoas. E eu não milito apenas nas redes sociais, sou visto nas ruas e em manifestações, participo de organizações e entidades de luta, faço o meu possível e estou, realmente, pouco ligando se me consideram um chato ou um saco. A vida é assim, não se pode agradar a todos. Obrigado,
Ricardo Aguieiras
aguieiras2002@yahoo.com.br

Neto Lucon disse...

Ricardo,
Obrigado pelo comentário!

Não existe problema algum em dar suas opiniões no Facebook ou redes sociais. Além de a internet ser para isso mesmo, eu sempre leio suas colocações e concordo. O que eu defendo no texto - e gostaria que você desse uma olhadinha melhor - é a questão da opinião sem fundamento, daqueles que só falam por falar, sem nenhuma reflexão, o que não é o seu caso. Volto a dizer, não é o seu caso. :)

Abraços!
Neto.

Neto Lucon disse...

Olá Humberto, tudo bem?

Obrigado por ter lido o texto inteiro...hehe... E também pelo elogio.
Grande abraço!

Neto Lucon disse...

Marcus,

O texto é apenas uma reflexão e auto-reflexão, afinal eu também utilizo o 'Facebook' e faço minhas críticas na rede. Mas será que sempre leio uma reportagem inteira antes de fazer minhas observações? Outras fontes? Dados históricos? O outro lado? Nem sempre... E o que fazer quando me deparo com essa questão levantada?

Minha intenção não é acusar e nem generalizar, é apenas refletir.
Quem bom que você refletiu sobre o assunto e considerou que seus argumentos são fundamentados! :D

Abração!

Neto Lucon disse...

Obrigado pela visita e reflexão, Rodrigo!
Grande abraço!

Neto Lucon disse...

Olá Renata,

Concordo contigo! O mais importante para as pessoas é falar, falar, falar, não importa sobre o que ou sobre quem. O julgamento no caso do "BBB" é um belo exemplo.

Grande abraço!

Neto Lucon disse...

Olá, Dois Ursos
Obrigado pelo comentário!

Ah! Sem problemas, o importante é falar, né? hehe.

Neto Lucon disse...

Olá Rubens Cruz,
Obrigado pelo comentário.

Não se trata da uma indignação, até porque eu mesmo uso a ferramenta. Mas de uma crítica de como usamos, uma reflexão, uma análise desse movimento que chove no molhado.

Abraços!

Neto Lucon disse...

Olá,

Obrigado pelo comentário. Acho, contudo, que embora faça uma reflexão sobre o que é falado na internet, não acho que devamos ficar quietos diante de assuntos do dia e muito menos achar natural que um ator fale baboseiras. A questão é o embasamento, entende? A crítica sem conteúdo.

Abraços!

Anderson Castro disse...

Olá Neto,
“É claro que opiniões e reflexões são necessárias para construir pensamentos maduros e progressistas. Porém, o grande problema é quando a crítica surge com o único intuito de criticar. Sem reflexão, sem aprofundamento no assunto, só para firmar sua imagem na internet e demonstrar o quanto você é o máximo.”
Esse trecho reflete bem o que penso também. Criticar por criticar, sem ter o conhecimento prévio sobre o assunto. É seguir o que a manada está dizendo.
Geralmente quando deixou meus comentários, não leio os comentários dos outros, pois quero dizer o que penso sobre o assunto abordado.
As pessoas ditas leigas, que se acham o suprassumo do ser máximo. Elas têm a mania de condenar a todos que não estão em conformidade com o que eles pensam. Aprendi na faculdade de Direito, que se tem um crime, haverá um suspeito, esse suspeito depois de levantada todas às provas, será acusado, depois passará a Réu e dependendo do julgamento será condenado ou absolvido. Porém os leigos, nem sabem se a pessoa é culpada ou não, já o consideram como culpados e os condenam, sem esperar o levantamento das provas. Eles se deixam levam por matérias sensacionalistas. E quando a inocência da pessoa é provada, ninguém vai lá e diz: desculpe-me, foi mal. Eles apenas esquecem a pessoa, que teve a sua vida devassada. Vide o caso do cara do BBB.
Antes de criticar, temos que ter conhecimento do que se estar falando e se ater aos fatos e não ficar divagando sobre assuntos que não foram abordados naquela situação.
Na situação do Lula, achei uma brincadeira de mau gosto e desnecessária. Para fazer a piadinha idiota, esqueceram-se da grave doença por qual ele está atravessando. Câncer não é brincadeira e que já teve ou teve algum caso próximo sabe que com isso, não se brinca. Mas o povo não está nem aí, querem é falar!
Durante o BBB, não aguentava os comentários e as fotos idiotas, dizendo que não gostava de BBB e que isso ou aquilo. Eu até escrevi no meu Facebook, que cada um assiste o que melhor lhe faz bem, e que dizer o que é bom e o que é ruim para o outro assisti, é um censura descabida. O que eu posso considerar como falta de cultura, ou outro pode não achar. E o que eu acho muito bonito, o outro pode achar horrível.
Ora bolas, vivemos numa democracia, devemos e temos o direito de viver a nossa democracia individual. Temos o direito de escolha, escolher a nossa religião, escolher o que vamos assistir na TV, escolher as nossas leituras e a que músicas iremos ouvir. E sem dúvida alguma temos o direito de escolher com quem ir para cama, seja homem ou mulher.
Tenho reparado que ultimamente vivemos uma ditadura de pensamentos idiotas, parece que o mundo avança, mas ao mesmo tempo ele sofre um retrocesso enorme. A nossa TV está pobre, porque os telespectadores estão pobres de cultura. Não podemos fazer nada, a TV é o reflexo que o público quer ver. Se colocar programa de boa qualidade no ar, a grande massa não gosta. As empresas de TV, vivem de lucros e precisam dessa grande massa e elas tem que agradar. No Brasil, hoje em dia, tenho acompanhado um certo puritanismo, onde não se pode mais aparecer mulher nua na TV, que não pode aparecer ninguém transando. É errado, é motivo de polêmica. Lembro-me que Tieta nos anos 80, em sua abertura, tinha Isadora Ribeiro nua. Hoje em dia nem pode pensar nisso. E nós estamos em 2012.

Anderson Castro disse...

Tenho visto a reclamação de alguns sobre novelas que trazem gays. Alguns dizem que estão de “saco cheio” e que a mídia quer os fazer aceitar por bem ou por mal. Como assim? Sempre existiram gays e devemos sim, falar sempre sobre o assunto, e nunca será exaustivo, pois as pessoas não tem a mentalidade para aceitar o diferente. Então se deve falar sempre, para aceitar o diferente como igual.
Tenho visto também críticas às novelas. Realmente eu não compreendo as pessoas. Quando a novela é bobinha e inocente. O povo vai lá e mete o pau, dizendo que é uma besteira. Quando a novela mostra-se um pouco realista, o povo mete o pau. Nunca estão satisfeitos com nada.
Em suma, o povo quer é mesmo falar, bem ou mal, quer é falar, sem ter noção nem do que estão falando. Aliás, elas nem sabem quem realmente elas são. Elas vivem dentro de um padrão que disseram que isso é o certo e esquecem-se delas mesmas. Não se aceitam e não aceitam o outro e o diferente que existe em cada um de nós.
Parabéns pelo belo texto e desculpe por me estender tanto assim.
Abraços e felicidades sempre!

Tecnologia do Blogger.