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"Me garanto no rebolado", diz Priscila Reiis, finalista trans do concurso de Valesca Popozuda

A dançarina Priscila Reiis, de 22 anos, é a terceira finalista transexual do concurso promovido pela funkeira Valesca Popozuda. Carioca e frequentadora de bailes funk, ela diz que tem o estilo na veia e que seu diferencial é o rebolado.

“Gosto de funk, escuto diariamente e já fui a diversos shows da Valesca. Ela é uma diva gay, que está quebrando preconceitos no funk e mostrando que uma tramsexual pode aparecer na mídia com um trabalho, tendo uma profissão”, declarou com exclusividade ao NLucon.

De acordo com Priscilla, o funk é um estilo musical que contagia toda família. “Apesar das letras de duplo sentido, a batida faz todo mundo querer dançar, mexe contigo. Até hoje não fui a uma festa que tocou funk e as pessoas ficaram paradas”, declara.

PRECONCEITO
A dançarina diz que, apesar do episódio em que um casal gay foi agredido no show de Valesca em 2011, nunca sofreu preconceito dentro dos bailes funk. “Noto que algumas pessoas ficam olhando, comentando, mas nunca sofri preconceito direto”.

Segundo ela, a reação mais frequente é a de surpresa. “Muita gente se surpreende com o fato de eu ser transexual. Mas confesso que muitos que me conhecem nas festas nem sabem sobre meu passado, vão ficar sabendo só agora”, declara.

Ao comentar a relação com familiares, Priscila afirma que ainda é um pouco delicada. “Meus pais ainda estão na fase de compreensão. Amo minha família e foi minha mãe quem comentou que eu deveria me inscrever no concurso. A aceitação vai sendo com o tempo”.

PRÓXIMA FASE

Após a seleção de 10 finalistas, a próxima eliminatória será a da dança. “Eles querem saber quem dança bem funk e, neste quesito de rebolado, eu me garanto. Sou carioca, tenho funk na veia e conheço bem a batida”, defende. “Estou tranquila e espero que tudo dê certo”.

Na galeria abaixo, veja outras fotos de Priscila






About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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