Entrevista

Milene Pavorô, do Programa do Ratinho, diz: "Já ganhei muito dinheiro do Silvio Santos"

"Meu sonho é comprar uma pastelaria".
Por Neto Lucon

Foi jeito espontâneo, a simplicidade e o sotaque caipira da dançarina Milene Uehara que chamaram a atenção de Ratinho e, vejam só, Silvio Santos no SBT.

Depois de aproveitar bem as oportunidades no programa dominical do patrão, e animar os bastidores da emissora, não demorou muito para que a bela morena deixasse o corpo de balé da emissora e ganhasse um novo trabalho.

Hoje, Milene recebe o sobrenome “Pavorô”, é humorista e divide a bancada do Jornal Rational comCarlos Massa, no Programa do Ratinho. “O Ratinho diz que chamei atenção depois que me viu fazendo o povo dar risada os bastidores. Dias depois, me colocou para ler os e-mails e acabou dando certo”, declara.

Em entrevista exclusiva ao Virgula Famosos, ela diz se sofreu com o ciúme das demais bailarinas e revela o seu maior sonho. 

(Virgula Famosos): Silvio Santos tira sarro de todos os convidados e você era quem ele mais pegava no pé do corpo de balé. Isso te incomodava?
Imagina, não incomodava. Ele me chamava de gordinha e ao mesmo tempo eu brincava com ele. Um dia ele falava que eu estava gordinha, no outro que emagreci, teve programa que ele falou que minhas pernas estavam muito grossas. É tudo brincadeira e ele é o Silvio Santos, o maior ícone da televisão brasileira, não precisa falar mais nada.

Como era a sua relação com as demais bailarinas, já que era a queridinha do Silvio?
Na verdade, o que acontecia é que às vezes eu respondia as perguntas dos quadros, acertava e ganhava o dinheiro dele. E eram 50 reais cada vez. Isso começou a aumentar a cada programa e consequentemente as brincadeiras também. Posso dizer que já ganhei bastante dinheiro do Silvio Santos. Sobre as meninas, sempre me dei bem como todo mundo, então acho que elas ficavam bastante contentes comigo. 

"No começo, senti que elas estavam um pouco estranhas comigo.
Mas elas é que estavam achando que eu estava diferente. Hoje, encontro
com todas e a amizade é a mesma"
Mas ninguém ficou com ciúmes?
Você sabe que no começo eu senti que elas estavam um pouco estranhas comigo. Mas elas é que estavam achando que eu estava diferente, sabe aquela coisa? Depois, foram se acostumando, viram que eu estava igual ao que sempre fui e que a única diferença é que não estava dançando só com elas. Hoje em dia, eu encontro com todas e a amizade é a mesma.

Vejo que seu jeito no programa é o mesmo da vida real. Afinal, a Milene Pavorô é um personagem?
Começou pelo meu jeito, pelo jeito de eu falar com esse sotaque, de eu ser espontânea, gostar de dar risada, mas depois acabou virando um personagem. Hoje, eu ponho a florzinha aqui [no busto] para o Programa do Ratinho (risos). Foi tranquilo porque eu sempre gostei de contar piada. O Ratinho diz que me viu divertindo os bastidores e que isso chamou a atenção dele. Dias depois, me colocou para ler os e-mails e acabou dando certo.

Como é o Ratinho longe das câmeras?
Ratinho é mais legal ainda do que é na televisão. Porque na televisão ele briga, ele xinga, mas fora de lá ele é um amigão.

Recentemente a Valentina Francavilla - sua colega de elenco - posou nua para a Playboy. Você toparia sair nua nas páginas de uma revista? 
Ah, isso não passa pela minha cabeça, não. Eu acho muito bonito, legal, mas para mim, não, não tenho vontade. Nunca fiz nem ensaio sensual, não é isso que eu quero passar para as pessoas. Gosto mesmo é da coisa do humor. 

Qual é o seu maior sonho?
O meu sonho é abrir uma pastelaria (risos). É sério isso: um dia vou abrir e você vai lá comer o pastel. Profissionalmente, estou curtindo e realizada por trabalhar no Ratinho. Quero continuar “pavorando” lá com ele!


         VEJA VÍDEO COM MILENE PAVORÔ

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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