Pitacos

A crise dos 25 anos e a festa com os amigos em São Paulo

“Mesmo quando o tempo pede um pouco mais de calma/ Até quando o corpo pede um pouco mais de alma / A vida não para”. E, assim como a canção de Lenine, a vida corre tão rápida que nos joga num piscar de olhos para 20, 30, 40, 50, 100 anos. Sem avisar, sem preparar, sem perguntar se queremos mesmo fazer parte de universos tão distintos e cheios de estereótipos.

Embora complete hoje, dia 30 de setembro, 25 anos, ainda sinto o cheiro de terra das brincadeiras de criança, trago na ponta da língua as falas do filme O Rei Leão, a imagem dos recortes de fanzine e até sinto o gosto do bolo preparado pela minha avó. Eu estava lá ontem, feliz, tranquilo e, hoje, me sinto catapultado sem pena para a realidade dos adultos.

Sei que a reflexão vai ser minimizada com a vinda das outras décadas, mas é importante refletirmos sobre “aqueeeela” pergunta que recebemos na infância: O que queremos ser? O que queremos para a nossa vida? E, mais, como está a nossa vida, o que somos e o que queremos batalhar para o futuro?

Admito que nessas semanas fiquei um pouco depressivo com tais questionamentos. Percebi que nessa caminhada tropecei muitas vezes, falei demais, magoei e deixei-me magoar com pessoas que não valiam a pena e até perdi alguns empregos e “amizades” por não saber jogar o jogo. Mas ok, tudo bem, com muita gente é assim.

O que eu não queria de forma alguma era me ver dentro do temível movimento de inércia (vide o livro sobre a geração Y, da minha amiga jornalista Melissa de Miranda), cujos passos são poucos pensados, cujas ações são meras repetições, cujos medos impedem mudanças. Ufa!  

Desse mal – o medo da mudança - eu acredito que estou livre. Com grande sorriso no rosto e satisfeito com o meu ¼ de vida, pego a bicleta da vida, coloco o Alex e o Marlon na garupa e pedalo rumo a felicidade. Obrigado a todos os amigos que me acompanham, aos novos e aos que foram na minha festinha de aniversário, no Mono Club, em São Paulo. Abaixo, as fotos:


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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