Pitacos

Após dois anos,Neto Lucon volta à JUNIOR e coloca dedo na ferida: a transfobia no universo gay

Depois de 2 anos (e para a surpresa de muitos!), volto à revista Junior com um texto importante: Quem tem medo de travesti?, que fala sobre o preconceito que os gays (sim, os gays!) disseminam contra o grupo trans, formado por travestis e transexuais.

O convite, vindo do editor em outubro deste ano, me surpreendeu. E, feliz com a oportunidade de escrever sobre o assunto, dei duro para promover uma discussão aprofundada, com o depoimento de especialistas e trans das mais diversas áreas profissionais.

Na publicação, abordo a origem do preconceito, casos chocantes de homofobia internalizada, preconceito entre as categorias e uma reflexão sobre os benefícios de se livrar das amarras da intolerância.

Para os que me conhecem, é sabido que voltar à Junior – falando justamente sobre transfobia e sendo matéria de capa - significa muita coisa. É, acima de tudo, um desabafo, um espelho, um vômito de luz frente às publicações GLS, que raramente observam com respeito o grupo mais açoitado da comunidade.

Além disso, Laerte (SIM, uma trans!) está na capa, com um auto-retrato. A única vez que consegui chegar perto disso foi quando convenci o ator Paulinho Vilhena a encarnar a roqueira trans Hedwig na capa da edição 23.

Ainda não vi como está a revista, mas já aconselho a correr para a banca e comprar a sua! É histórica!

               Todas as publicações da Junior em que participei

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

3 comentários:

Anônimo disse...

Neto, não poderia haver pergunta mais oportuna e polêmica do que essa que dá título à matéria. A iniciativa da revista em pautar um grupo historicamente esquecido dentro do segmento foi louvável.

FB disse...

Neto, não poderia haver pergunta mais oportuna e polêmica do que essa que dá título à matéria. A iniciativa da revista em pautar um grupo historicamente esquecido dentro do segmento foi louvável.

Anônimo disse...

Só quem sofre na pele o preconceito não deveria reproduzir, mas fazemos justamente o contrario, quanto, mais sofremos, mas oprimimos o outro!

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