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Saiba quais atores ficaram marcados (e são até confundidos) com seus personagens


O sonho de todo ator é conseguir um grande papel que seja sucesso e que entre para a história da teledramaturgia. Porém, algumas vezes, o personagem é tão marcante, tão marcante, que supera qualquer outro trabalho - e até mesmo o nome do próprio artista. Confira abaixo alguns dos exemplos em que a fama do personagem superou a do artista. 


Marisa Orth – Magda
Foram seis anos do seriado “Sai de Baixo” (Rede Globo) e uma personagem que até hoje é lembrada. “Magda ainda é fortíssima, uma loucura. Uma novela dura um ano, oito meses, mas foram seis anos de sucesso do Sai de Baixo”, justificou a atriz em entrevista a Fernanda Young. Apesar da fama de burra, Magda é vista com carinho por Marisa, que afirma que foi o maior destaque de sua carreira. “A vida inteira, eu quis ser inteligente, estudei bastante para ser amada. E eu nunca fui tão amada quando eu fiz uma ameba”, brincou.

  

Beatriz Segall – Odete Roitman
Após interpretar a vilã mais famosa da televisão brasileira, a atriz de “Vale Tudo” (Rede Globo) não teve mais paz. “Odete me persegue até hoje”, afirmou Beatriz, que diz ser constantemente abordada desde 1988. “É um horror! Poxa vida! Cada um que pergunta ‘quem matou Odete Roitman?’ acha que está sendo muito original (risos). Se eu ganhasse notas de R$ 10 por cada vez que me perguntam, estaria milionária”, desabafou ao “Ego”. Ela continua: “É chato. Há pessoas que continuam me chamando de dona Odete”.


Mel Lisboa – Anita
Faz 10 anos que a minissérie “Presença de Anita” (Rede Globo) chegou ao fim, mas Mel Lisboa ainda é reconhecida pela personagem ninfeta que seduzia José Mayer. “O estigma da Anita ainda me persegue! Algumas pessoas não conseguem me enxergar de outra forma porque lembram e me vêem como aquela personagem”, afirmou em entrevista ao jornal “Extra”.


Ricardo Macchi – Cigano Igor
Primeiro e único papel importante que fez na televisão, o ator (que na época atuava como modelo) ficou marcado pela inexperiente atuação como protagonista da novela “Explode Coração”, em 1995. Tanto que neste ano o personagem foi lembrado – Ricardo topou participar por um cachê estimado em R$400 mil – de uma propaganda da Fiat ao lado do ator estadunidense Dustin Hoffman. Na internet, ele desabafou: “Isso é a maior prova do sucesso do meu primeiro personagem na TV em novelas. É mais uma grande conquista na minha vida. Continuem a me ridicularizar, atirem suas pedras! Sou sim o Cigano Igor com muito orgulho. O eterno cigano Igor”.



Larissa Maciel – Maysa
Até a atriz se confundiu durante a minissérie da Globo e passou a adotar algumas características da cantora que interpretou. “De vez em quando ainda olho no espelho e vejo a Maysa, mas depois passa”, afirmou em entrevista. Com uma personagem forte, Larissa sabe que muita gente associa seu trabalho ao dela, mas frisa: “Não tenho medo de ficar marcada, mas não sou um clone da Maysa. Sou uma atriz com 11 anos de carreira, tenho técnica e formação universitária. Maysa é uma personagem de caracterização e composição”. Está certa!


Solange Couto – Dona Jura
Engordando 18kg para interpretar a expansiva Dona Jura, da novela “O Clone” (Rede Globo), a atriz diz que muita gente ainda pensa que sua personalidade é parecida com a da personagem. “Todo mundo acha que a Jura predomina em minha vida. Até hoje, em todo lugar que eu chego, as pessoas dizem ‘olha aí’. Na verdade é até bom, porque muitas vezes eu não tenho coragem de reagir”, contou em entrevista. Não é brinquedo não.


Cacá Carvalho – Jamanta
Sucesso em “Torre de Babel” (Rede Globo), em 1998, o ator dificilmente se livrará do caricato Jamanta. Tanto que em 2005, na novela “Belíssima”, o personagem retomou o bordão “Jamanta não morreu” e reapareceu na trama. “O reconhecimento nas ruas é confuso. Não sou reconhecido por mim, mas por aquilo que eu sou visto. Às vezes eu esqueço e me lembram. Brasileiro tem memória”, afirmou em entrevista ao “Provocações” (Cultura).


Marcos Oliveira - Beiçola
Reconhecido nas ruas como Beiçola, o ator Marcos Oliveira conquistou o público com sua atuação na série “A Grande Família” (Rede Globo). Nem poderia ser diferente: são 10 anos interpretando o pasteleiro amigo de Lineu (Marco Nanini).


 Renata Sorrah – Heleninha Roitman e Nazaré Tedesco
Atriz com grandes personagens, Renata afirma que nada se compara a Heleninha Roitman, de “Vale Tudo” (1988), e Nazaré Tedesco, de “Senhora do Destino” (2004). Piadinhas e comentários são frequentes nas ruas, mas ela encara tudo como reconhecimento. “(Antes da Nazaré) era a Heleninha. É incrível como até hoje todo mundo fala da Heleninha”, afirmou a atriz, que ainda é chamada de “Naza” nas ruas. “Ficar marcada é fazer um personagem de sucesso”.


Marcos Frota – Tonho da Lua
A reprise de “Mulheres de Areia” (Rede Globo) deve refrescar ainda mais a referência do personagem. Até o ator reconhece a relevância em sua carreira: “Ele foi um divisor de águas. Glória Pires era a protagonista, mas foi o triângulo formado pelas personagens dela e pelo Tonho que levava a história”, disse ao site “Ego”. Ele também fala do carinho do público: “Experimentei uma relação que não é a do sucesso, é a do carinho. Às vezes você faz muito sucesso mas não chega no coração das pessoas”.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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