Entrevista

'Discurso da Lea T pode prejudicar cirurgia para transexuais', diz produtora trans Bárbara Aires; confira entrevista completa

Medo. É este o sentimento da produtora Bárbara Aires, transexual que ganhou visibilidade na mídia por trabalhar no programa Amor & Sexo, da TV Globo, após traçar um ano de sucesso e prêmios. 

Considerando o momento de sua vida uma “virada positiva e inesperada”, ela sente receio dos próximos passos, mas garante que está muito mais amadurecida para aproveitar as oportunidades – até mesmo como atriz.

“Quando era mais nova, me iludi com o mundo da prostituição e dos filmes. Achava que ia ganhar sempre bem e que poderia gastar tudo no mesmo dia. Mas a realidade não é essa e não tenho vocação para esta profissão”, diz ela, com exclusividade ao NLucon, antes de posar para nossas lentes.

Com personalidade forte e energia de sobra, Bárbara não desdenha do passado – “toda minha escola e aprendizado foi nas ruas” – e busca o seu lugar ao sol. Ela, que está confirmada para a mais nova temporada do Amor & Sexo, quer ser a primeira atriz transexual contratada da emissora e estrelar uma novela em horário nobre.

De um menino de rua a uma personalidade digna de prêmios, Bárbara pode de fato surpreender... Abaixo, uma sincera entrevista, realizada no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Falamos sobre os assuntos que permearam as discussões nas últimas semanas, família, cirurgia de redesignação sexual (mudança de sexo) e futuro.

- Depois dos prêmios e de toda repercussão positiva em cima da visibilidade no Amor & Sexo, o que pretende fazer este ano?

Sempre sonhei ser atriz, mas pelas circunstâncias deixei de acreditar neste sonho. Ano passado, por estar nos bastidores da Globo e receber alguns convites, ascendeu novamente essa vontade. Agora, quero dar continuidade nestes projetos e iniciar um curso de teatro no dia 4 de março. Também farei um cursinho pré-vestibular para entrar em uma faculdade e um curso de inglês. Quero me qualificar porque a profissão de atriz exige um contínuo aprendizado. Sempre penso que beleza e juventude passam, conhecimento não.
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- A maioria das trans que ganham visibilidade diz ou esconde que nunca trabalhou com programas sexuais. Por que você fala e frisa sobre isso nas entrevistas?

Quero servir de referência, dizer que trabalhar com prostituição não é demérito e que quem quiser sair consegue. É uma profissão digna, mas que não pode ser a falta de opção. Falo porque é uma realidade e porque foi a minha escola de vida. Tudo o que sei, minha visão, análise sobre as pessoas, veio da prostituição. E digo: é uma experiência mais positiva e produtiva que destrutiva. Foi através dela que me sustentei durante cinco anos, fiz minhas plásticas... Dei sorte porque nunca fui violentada e nem me tornei alcoólatra e viciada em nenhum tipo de química.

- Quando deu um "start" e você descobriu que não queria mais trabalhar com programa?

Comecei a trabalhar em março de 2003 nas ruas e logo depois, quando descobri a internet, pensava que ia ficar famosa como a Bruna Surfistinha, pois fiz um blog e contava tudo o que acontecia comigo. Depois, os filmes pornôs me descobriram. Trabalhei em um ritmo intenso, até que em 2008 tive uma estafa emocional, psíquica e física. Chorava muito, não queria sair de casa, me sentia mal, não estava mais aguentando. Foi quando procurei um curso de cabeleireiro, pois falaram que eu seria mais aceita, pois eles geralmente aceitam mais o “viado”.

- E é verdade que as profissões feminilizantes – como os salões de beleza -  aceitam melhor a travesti?

Não foi uma realidade para mim. Os salões aceitam o “viado” desde que eles sejam gays masculinos, não sejam muito afetados e não haja discordância entre imagem e o nome real. O único salão que tenho na minha carteira de trabalho rasurou o nosso contrato depois do primeiro mês, sendo que tínhamos combinado três meses. Eu conversava, fazia o teste, ficava uma semana, era elogiada, mas na hora de contratar era dispensada. Quando falava que era travesti na conversa, nem para o teste era chamada. Depois do advento Lea T, isso deve ter mudado.

- De alguma maneira, a Fernanda Lima foi responsável por sua contratação na Globo? 
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Ela é muito participativa no ‘Amor & Sexo’. Tanto que está presente na criação do roteiro, pautas, tudo. Quando ela não pode estar, o Ricardo Waddington transmite para ela. Sei que ela participou da minha contratação, por isso, para mim, Fernanda Lima é sinônimo de oportunidades na minha vida. Além de ser muito educada e simpática.  

- Das outras meninas que concorreram a votação do NLucon, para quem você torceu?

Para a própria Lea. Ela é a grande referência que nós temos, é o grande destaque e só não está no nível da Gisele [Bündchen]. Ela é exclusiva Givenchy, portanto o trabalho e o peso do nome dela ultrapassa qualquer aparição pontual que tivemos na mídia em 2012. 

- Por falar em Lea, em recente entrevista do Fantástico ela diz que não aconselharia a readequação sexual [a mudança de sexo] para ninguém. O que você pensa sobre isso, já que almeja se submeter a essa cirurgia?

Entendo o direito dela de sentir, ter o próprio pensamento e a sua individualidade, mas falta consciência do peso que ela tem. A Lea é uma referência para as trans e nós vivemos em um país mesquinho, que amanhã ou depois pode dar uma deferência negativa para um pedido de retificação de registro cívil de nome e sexo e até interpelar contra uma cirurgia só porque porque Lea disse que não aconselharia. Ela passa uma impressão de arrependimento e infelicidade, mas não vou deixar de fazer porque ela falou isso. Concordo com o fato de ela dizer que nunca seremos 100%, porque a sociedade nunca vai nos ver como mulher. Já trabalhei isso na minha cabeça e tenho a consciência de que sou uma mulher transexual. E que não há nenhum demérito na palavra transexual.  

- O grande problema não ocorre porque muitas “travestis” que se consideram “transexuais” andam fazendo essa cirurgia?
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Com certeza, uma travesti não pode fazer essa operação, pois terá problema. Vai sentir falta do que gosta, vai perder a identidade como pessoa e o próprio prazer. É por isso que sempre me pergunto: Gosto do meu pênis? Gosto que vejam que eu tenho pênis? Gosto de ser acariciada e fazer o papel de ativa? Se alguma dessas perguntas for positiva, é necessário repensar a cirurgia. Quanto ao prazer pós-cirurgia, é a mesma coisa para uma mulher: às vezes elas demoram 30 anos para chegar ao orgasmo. Vai depender do homem, de mim e do tesão que haver na hora.

- A cirurgia é fundamental para a sua felicidade?

Para a minha felicidade é, porque não me sinto bem com o espelho, não fico confortável quando estou com um rapaz, é como se eu estivesse com o sapato do lado errado. Não fiz ainda por questões financeiras [custa cerca de 9 mil dólares na Tailândia, além da hospedagem e viagem] e por não ver médicos de ponta no Brasil. Mas soube que uma amiga fez a cirurgia aqui e saiu com uma semana. Vou acompanhar o processo de recuperação...   

- Mudando um pouco de assunto... O Silas Malafaia foi entrevistado por Marília Gabriela e entre as várias declarações chegou a comparar homossexuais a bandidos. O que fazer com estes fundamentalistas religiosos?

Fazer o que a Marília fez: debater a altura, com respeito e inteligência. Até então ele não havia sido entrevistado por ninguém que tivesse inteligência suficiente para bater de igual, que defendesse a causa e que estivesse argumentada. Marília pesquisou, foi atrás de estudos, para estar segura daquilo que está falando. Sobre ele, duvido que Deus vá conceber que esse tipo de pessoa vá para o paraíso e que eu vá para o inferno. Mas não acho que dá para fazer nada com o preconceito dos adultos, pego sempre na questão das crianças, na educação da nova geração. Acho engraçado quando ele fala da genética e que se trata de uma escolha, pois nasci em um contexto hétero, de um pai da década de 30. Se fosse escolher ser hétero – olha, eu sou branca, tenho olho azul, loira – eu seria presidente de uma empresa.
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- Geralmente, o discurso de uma trans vem cercado de experiências de preconceito. Você sofre preconceito em quais momentos? 

Como tenho uma “passabilidade” muito grande, ou seja, como grande parte das pessoas não percebe que eu sou trans, não escuto piadinha e nunca sofri agressão física. O preconceito mais marcante é o “não” no emprego. Isso sempre me doeu, pois eu era dispensada não pela minha capacidade profissional, mas pela minha vestimenta. Já sobre a questão familiar, acho que a vida me ensinou e me preparou antes para não se aceita por eles...

- Você afirma que foi uma criança moradora de rua. Como foi essa experiência?
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Dos cinco aos 12 anos, morei praticamente na rua, de me cobrir com papelão, com jornal, de não dormir com medo de ser roubada, de tomar banho na represa do Guarapiranga. Dei sorte porque como era uma criança bonita, tinha cara de criança rica, muita gente me levava para casa. Daí eu passava dois, três dias na casa de um, passava mais uns dias na casa de outro... O SOS Criança chegou a me levar para casa algumas vezes e depois acabei indo para a Casa Abrigo, quando me deram como carente abandonado aos 12 anos.

- Mas, se você tinha casa, pai e mãe, por qual motivo ficava na rua?

Quando tinha cinco anos, meu pai começou a me agredir. Tanto que na primeira vez que saí de casa, ele me bateu tanto, tanto, tanto que minhas duas nádegas ficaram cor de uva. Em outra, me deu um chute e me deixou com uma falha na sobrancelha e em outra me jogou por cima de garrafas de vidro. Não sei o motivo, mas sou a sétima filha dele e a única que é branca e de olho claro. Então, ele tinha certeza de que eu não era filha dele e isso teria ficado mais evidente ao nascer outro irmão que era igual aos outros - de pele morena, olhos escuros. Além de tudo, tinha essa questão trans, que já me deixava diferente. Eu gostava de roupa de mulher e só brincava de boneca. Minha mãe era omissa e submissa, sempre ia chorando para o quarto e não fazia nada para me defender. Hoje, eu perdoo meu pai – já fui muito arrogante anteriormente, um gay deslumbrado e poc poc - mas não temos contato.
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- Do que você tem saudade? 

Tenho saudade da minha época de gay, porque sempre tinha companhia para sair em balada, que sempre era cercada de amigos. Como gay, era mais aceita, as pessoas queriam ficar comigo. Hoje, tenho muitos conhecidos por causa da militância, mas pouquíssimos amigos. A vida de uma trans é muito solitária, é você e você mesmo ou no máximo outra pessoa.

- Perguntei para a Nany People se ela gostaria de ter nascido mulher e ela disse que não. Você gostaria de ter nascido mulher?

Eu gostaria, não vou mentir. Eu tenho alma feminina, tenho cérebro feminino, seria mais fácil.

- Mas teríamos outra Bárbara hoje...

Outra. Hoje, eu seria uma veterinária, filhinha do papai, não estaria aqui. Mas não me arrependo da minha história e não queria fazer outra [pausa para pensar]. Por tudo o que eu já vivi, não sei de onde tiro forças. Já pensei em me matar várias vezes, já entrei no mar, fiquei com água no peito, me afoguei e voltei para casa toda ensopada. As pessoas nos veem maquiada e pensam que somos felizes, mas não somos. A vida é uma luta diária.

- Embora tenha visto o fenômeno Roberta Close, suas referências de feminilidade são a trans Natasha Dummond e a apresentadora Angélica. Por quê?

Roberta que me perdoe, mas ela não foi mesmo a minha inspiração. Eu assistia Silvio Santos aos domingos com a minha família – nos dias em que passava em casa – e não tirava os olhos dos shows de transformista. A Natasha era uma das estrelas e fazia um número de carnaval. Foi ali que fiquei fascinada por ela. Quando tinha 12 anos, me montava para sair na noite e conheci a Natasha na Praça da República. Fiquei ainda mais encantada com a beleza daquela mulher – branquinha, cabelos pretos, olhos azuis, rosto lindo – e pensei: “Como alguém que já foi homem como eu poderia ficar uma mulher tão linda?”. Foi a luz: “Gente, eu posso ser assim”. Encontrei ela na banda Fuxico e ela mandou um tchauzinho para mim.
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- E a Angélica?

Com seis anos, fui ao Clube da Criança [Manchete], que era apresentado por ela, com uma excursão. Passei a admirá-la ali, porque ao contrário das outras apresentadoras, que eu também tinha ido aos programas, ela não ficava se maquiando no meio do palco no intervalo: Ela ia tirar foto e conversar com as crianças! Achei tão carinhoso e verdadeiro que passei a acompanha-la, comprar revistas, segui-la no aeroporto, vê-la em uma entrevista da Jovem Pan... Com o tempo, vi que ela sempre estava disposta a conversar com o fã, mesmo com a assessora apressando. E passei a identificar com aquilo que ela dizia. Minha maior frustração é não ter visto ela grávida nenhuma vez, mas espero um dia ser entrevistada por ela.

- Você acredita no amor?

Já fui muito romântica, tive vários namoradinhos e relacionamentos duradouros, mas amor para mim é utopia. Não acredito no amor na vida de uma trans. Os homens são covardes, não assumem nem o desejo por uma travesti ou transexual, quanto mais assumir um relacionamento, dizer que ama. Digo isso, daqueles que se propõe a nos levar ao cinema, mercado, teatro... Eles falam: “Ah, mas vocês querem isso da gente?”. Mas não é isso que toda pessoa espera de um relacionamento duradouro?  

- Sexo é primordial em um relacionamento?

Totalmente. Sou uma pessoa muito sexual, “foguenta”, gosto de fazer todo dia. Mas prefiro a união do amor com sexo. Sexo sem amor é vazio... Estou na casa dos milhares: fiz filmes, programas e ainda transei por amor. Tive um namorado que se vangloriava por ter ido para cama com mil e tantas mulheres, mas na época eu tinha saído com mais de 4 mil homens. Hoje, estou com mais de 7 mil e sei exatamente isso do que eu falo: amor é fundamental no sexo. 
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- O que podemos esperar de você daqui para frente?

Muita dedicação e trabalho. Apesar do medo, tenho muita coragem para ultrapassar barreiras e fazer história como atriz.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

30 comentários:

Bárbara Aires disse...

Genteeee, emocionadaaaa, quantos comentários lindos!!! Obrigadaaaa

Anônimo disse...

Essa lea T, nao estava preparada, eu me operei na Thailandia com DR SUPORN o melhor medico do mundo em adequaçao de sexo!!!!
Meninas procurem um bom cirurgiao!!! Fui orientada pela Dr Marta Torres
Estou muito feliz, me arrependo de nao poder ter feito antes ,quando era mais nova.
Bjs

Lisa Suiça.

thesabrinaroxx disse...

Pro Neto: Nossa Neto! Amei a entrevista com a Bárbara Aires! Ficou maravilhosa, sensível, inspiradora e muito reveladora... Parabéns!

Para a Bárbara:
Bárbara, Parabéns pela entrevista!!! Já estava te seguindo, agora sou sua fã declarada! Me identifiquei muito com vc... Ainda quero te ver muito pela TV! Será uma conquista de todas nós... E quando tiver a oportunidade, vou te tietar... :-)

Sabrina Roxx.

Anônimo disse...

barbara querida, se vc é trans pq tem fotos de ''dote'' no elite e cansou de comer mariconas, trans jamais se submete a isso

Bárbara Aires disse...

Sei separar o profissional do pessoal. Tanto que não escondi que fiz programas e filmes. Apenas não vou entrar em detalhes de atos com clientes, todo mundo sabe como uma trans ganha dinheiro nesse meio. Vc é médico? Psicólogo? Sabe da minha vida, o que eu passava ou o que não queria passar para me julgar? Bjoooo

Anônimo disse...

concordo. se você é transsexual e tem tanta vergonha do seu dote pq tem prazer p mostrar o pinto na net e transar com todo tipo de gente sendo ATIVA?!!! tem alguma coisa errada

Bárbara Aires disse...

Prazer em mostrar? Prazer em transar com todo tipo de gente sendo ativa? Realmente percebe-se ser alguém que me conhece muitooooo bem né? E tão corajosa que nem assina. Mas uma coisa eu posso dizer, vocês deviam parar de se preocupar com a vida dos outros e ficar julgamentos alheios que fogem o alcance de vocês. E deviam evoluir, mas ser transexual nada tem a ver com o estilo de vida que foi obrigada a ter, ou teve que ter... Quer dizer que as transexuais que são reprimidas pela sociedade, família, emprego, e acabam casando-se com mulher e tendo filhos deixam de ser transexual por causa disso? Quer dizer que as, hoje operadas, transexuais que foram pai um dia perdem sua credibilidade? Amores, vão se informar com psicólogos e psiquiatras sobre transexualidade e depois conversamos... Bjoooo

Fabio Maltez disse...

Então a Nany People não tem cérebro? Quanta arrogância...

Bárbara Aires disse...

Não entendi onde a Nany People se encaixa nessa conversa...

Fabio Maltez disse...

Não entendeu? Então leia a sua resposta quando questionada sobre a opinião da Nany people de não querer ter nascido mulher....

Marcos disse...

A Bárbara é a ativona da internet. Por que negar que gosta? A Lea T deve se importar muito com essa opinião.

Bárbara Aires disse...

Não Fábio, vc entendeu errado... O neto não deve ter complementado por não achar necessário, como eu disse que tenho alma feminina, eu disse que tenho cérebro feminino, maneira de pensar, não no sentido de ser inteligente ou algo do tipo. Admiro a Nany e é uma das pessoas mais inteligentes e cultas que conheci. Talvez seja necessário complementar a frase com o termo feminino após a frase para não criar esse mal entendido. O Neto tem tudo gravado. Espero ter esclarecido, bjoooo

Ana Tgirl disse...

Ganhadora de premios? Que premios que ela ganhou? Oscar do filme pornô?

Anônimo disse...

O que tem haver a lea T ficar frustrada com a cirurgia e retificação de nome? NENHUM JUIZ JULGA RETIFICAÇÃO DOCUMENTAL POR TRANSEXUAL DIZER QUE NÃO GOSTOU DA CIRURGIA, AVALIAÇÃO DE PERITOS MÉDICOS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E QUE DÃO EMBASAMENTO PARA ISSO, QUANDO NÃO GANHAM DE PRIMEIRA INSTÂNCIA..DESEMBAGADORES DÃO ESTE DIREITO. Ela está certíssima, uma vez que, muitas mentem falando sobre isso e o depoimento dela só veio ressaltar o caráter e a verdade que a Léa falou.
HIPOCRISIA É QUERER SER POLITICAMENTE CORRETO!!!!
IMAGINE A LEA DIZENDO QUE FOI ÓTIMO!!!
MILITANTE?

Bernardo Mairon disse...

Pelo menos a Lea T falou a verdade e não foi hipócrita: Todas se arrependem depois da cirurgia!

Fernanda (transexual) disse...

Esse é o mal! Ai invez de ficar feliz por estar no mercado de trabalho esta Barbara fica por aí se achando celebridade. Deveria parar de ficar falando abobrinhas por aí e tratar de fazer um pé de meia ou se espcializar em algo para que o tombo não seja tão dolorido quando a Globo mandar ela embora.

DR Strong disse...

sou psiquiatra e posso afirmar
transexuais genuínas e pré dispostas a CRS , repudiam o orgão genital que tem portanto essa Barbara com suas fotos de dote e carreira ativa nada mais é que mais uma travesti que quer operar, depois fica com depressão pq travesti e CRS não combinam. a desculpa de ser ativa pra nao morrer de fome não cola
já que muitas chegam até a se auto mutilarem pra não ver o penis que tem
enquanto essa Barbara cansou de montar em cima dos clientes passivos dela

Jeff Corgan disse...

Eu aposto que se a Barbara se operar ela fica maluca. Será um desperdício mutilar aquele mastro.

Bárbara Aires disse...

Não vou ficar discutindo, explicando e justificando nada. Eu sei de mim, tenho minhas consciência limpa e tranquila e quem me conhece sabe. Não vejo problema nenhum em gostar de ser ativa e se gostasse assumiria, até porque, é só pensar, é uma questão lógica, seria bem mais fácil para mim, mais barato e eu iria gostar de fazer programas e não iria buscar parar. Onde eu critiquei clientes? E eu não uso o termo citado para me referir a eles. E onde eu disse que eu já parei 100%? Em outra entrevista para o Neto eu mesma disse que assumo que fiz, faço... E no O Globo o título diz que eu LARGUEI AS RUAS, me fala onde eu tenho feito rua? Enfim, obrigada a todos pelos comentários!!! O senhor é o tempo da razão... Bjoooo

Anônimo disse...

parou de fazer programa? ta bom so basta ligar e marcar.

Bárbara Aires disse...

Povo realmente precisa aprender a ler... No meu comentário acima está bem claro, e o povo insiste em inventar, afff...

Paulo Botelho Neves disse...

O pior é ela achar que é onda ficar por aí dizendo que ainda faz programas sexuais e que não tem nada demais em ser puta. Ela vive em outro planeta. Isso em qualquer lugar do mundo é mal visto.

Paulo Botelho Neves disse...

O pior é ela achar que é onda ficar por aí dizendo que ainda faz programas sexuais e que não tem nada demais em ser puta. Ela vive em outro planeta. Isso em qualquer lugar do mundo é mal visto.

Maria Estela Bonfim disse...

Como assim faz programas sexuais? Ela é prostituta? Acho que não, a Globo não contrataria alguém assim.

Fernando tavares disse...

Maria Estella,
Jogue o nome: "Barbara kysivics" no google e verá quem ela é!

Bárbara Aires disse...

Não acho onda nenhuma. Mas a minha notoriedade se deu justamente por eu largar a prostituição nas ruas e ser ex atriz pornô e conseguir uma colocação no mercado formal, e isso nunca foi segredo em lugar nenhum, ao contrário, por isso fui matéria do O Globo, só lerem antes de falar sem saber. Em qualquer lugar do mundo não, existem lugares em que o ser humano é visto antes de qualquer coisa. Disse e repito, o problema não estar em ser prostituta, mas sim quando isso é a única opção e não a escolha. Falar da vida do outro sem conhecer é fácil, mas o tempo se encarrega de tudo. E a globo não só contrataria alguém assim, como me contratou, queiram ou não. É triste ver esse preconceito que mesmo conhecendo um pouco mais alguém que luta contra isso permanece em vocês.

Plínio Faustino disse...

Pare de ficar com essa que largou a prostituição e que virou santa! É só vasculhar a internet que se acha seu contato para programas! E também pare com essa de que a prostituição não é nada demais. É sim! A pessoa vender o corpo é uma coisa abominável. Único opção é ser prostituta? Isso é desculpa de pessoas que não tem garra e força de vontade para vencerem na vida e preferem a sacanagem. Se quiser ganhar dinheiro de maneira honesta garanto que arrumaria casas para fazer faxina ou outras coisas. A lanchonete Mc Donald's anda contratando muitos gays, contrariando esta lenda de que o mercado de trabalho é nulo para os homossexuais. É só correr atrás que as portas irão se abrir.

Paulo Botelho disse...

Parabéns pelas palavras Plínio! Só se prostitui quem quer! Se não quiser com certeza vai em busca de algo! E Bárbara, você ganhou notoriedade porque isso tudo tem a ver com a Globo, só por isso. Largar a prostituição (mesmo, de verdade...) e conseguir uma colocação no mercado formal não é nada de outro planeta, já que eu mesmo conheço pelo menos umas 4 travestis que trabalham normalmente longe da prostituição.

Bárbara Aires disse...

Sim, foi só porque é na globo, nunca disse ao contrário. Sim, sábias palavras do amigo. O mercado de trabalho acolhe bem os HOMOSSEXUAIS. Mas eu não sou homossexual, sou TRANSEXUAL. Tenho formação, fiz curso de cabeleireira e busquei trabalho fora do mercado do sexo antes de ceder a ele, inclusive com reportagem da record ilustrando isso, e não consegui colocação. Ainda é muito difícil, quase impossível, uma empresa privada contratar uma travesti ou transexual. Já disse, se gostasse da sacanagem eu assumiria e continuaria na vida de programas, e não estaria aqui conversando com vocês, pois nada disso teria acontecido. Mas como eu já disse, o tempo se encarrega de tudo e vocês ainda irão ver que estão errados a meu respeito.

Plinio Faustino disse...

Quanta baboseira e besteira!
Continuaria na vida de programas? E desde quando você parou?
Você é transexual?
E usa seu pênis para ter prazer e ganhar seu dinheiro?
Apesar de achar que é tudo a mesma coisa as que se dizem transexuais mesmo são aquelas que repudiam seu órgão e só o usam para as necessidades fisiológicas, o que não é bem o seu caso.
E pare de ficar falando que é impossível arrumar emprego! Você falou da declaração da Lea T e está dando uma pior ainda! Se uma trans que está tentando trabalhar dignamente ler isto vai pensar o que? Vai ficar derrotada e acabar caindo na pista para se vender para qualquer um como as fracas preguiçosas fazem.
Como disse: quem quer arruma um emprego longe do lixo da prostituição! É só não desistir!

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