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João Miguel diz que Só Love, de O Canto da Sereia, foi dedicado à sua avó: 'Extraí o mais puro do feminino'

 

Prestes a protagonizar a série policial A Teia, da TV Globo, João Miguel relembrou o personagem Só Love, de O Canto da Sereia, e afirmou que foi emocionante rebolar e se feminilizar em Salvador. De acordo com o ator, o papel foi dedicado à sua avó, Pilar Serrano, que morreu durante as gravações da microssérie.
“Só Love foi um presente, pois mais que uma ‘bicha fã’, o personagem misturou a criança, a mulher, a bicha, foi lindo. Ele foi o devoto de uma artista e emocionou as pessoas. Foi emocionante para mim  também porque gravei em um período em que minha avó, uma das referências mais fortes da minha vida, foi-se embora, faleceu”, revelou.

Pela experiência e emoção da vida pessoal, João diz que conseguiu abstrair o que se tem de mais puro no universo feminino.

“Minha avó foi uma das primeiras a fazer comerciais ao vivo em Salvador dos anos 60, uma funcionária pública de um amor tão puro que me inspirou. É para ela que eu fiz esta personagem. Foi maravilhoso poder rebolar em plena Salvador, correr como uma mulher. Eu acredito muito que o ser humano nunca é uma coisa só. E dentro do meu ofício me permito existir de várias maneiras”.

Do público, ele afirmou receber um carinho enorme e responde, repetindo o nome do seu personagem, “Só Love”.

Vale lembrar que, na trama escrita originalmente por Nelson Mott, Só Love era tão fã da cantora Sereia, interpretada por Isis Valverde, que aceitou o pedido da artista em assassiná-la durante o trio elétrico de Salvador. Ela, que sofria de câncer terminal, não queria que o público a visse no fim da vida.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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