“Não aconselho mulheres traídas no Teste de Fidelidade a se separarem”, diz João Kleber; entenda

Neto Lucon (O Fuxico)

Articulado, polêmico e dono de bordões históricos, como o “para, para, para”, João Kléber volta a ser aposta da RedeTV!. O apresentador, que há três semanas voltou à emissora, após oito anos de ausência, dobrou a audiência do horário na noite de domingo (17), ao por no ar - sem divulgar - seu polêmico Teste de Fidelidade, antes exibido aos sábados.


Quem zapeou a tevê na noite do último domingo, se deparou com João disputando audiência com programas como o Pânico na Band e Silvio Santos, do SBT. Para a sua comemoração, a atração teve média de 2.4 pontos na faixa de horário e pico de 4.7.

Teste de Fidelidade vai ao ar inédito aos domingos, com reprise aos sábados. João se prepara também para comandar na RedeTV! um novo programa diário, das 9h30 ao meio dia. Haja fôlego!
Feliz com o resultado inicial da volta de seu programa ao Brasil, João Kleber afirma, em entrevista a O Fuxico, que o Teste de Fidelidade não pretende acabar com o casamento de ninguém e que tudo, apesar de ser 100% verdade [contrariando quem garante que é armação], não passa de entretenimento.
O Fuxico: Como é voltar à tevê brasileira depois de oito anos?  
João Kléber:  Estou muito contente, animado, realmente muito feliz. Eu acreditava que a minha volta fosse dar uma excelente repercussão, mas não imaginava que fosse tanto. Fizemos um teste aos domingos, sem avisar ninguém, e o programa agora vai se fixar neste horário. É uma prova de que o público brasileiro gosta do formato dos meus programas e que gosta do meu trabalho. Hoje, não falo somente para quem é fã, mas para outra geração, para jovens de 18, 15 anos, que estão conhecendo e gostando do programa, pela primeira vez.
OF: Por que as pessoas têm tanta curiosidade sobre a fidelidade ou traição dos outros?

JK: As pessoas são voyeurs por natureza, gostam de saber da vida alheia. Então, a traição é algo que está presente nas relações, é polêmica, gera dúvida e é o ponto crucial de alguns relacionamentos. `Será que vai ou não trair?`. É uma dúvida que todos têm sobre a sua própria vida e acaba espiando um pouquinho a vida do outro. Trazemos casais jovens, casados e com filhos, e isso aumenta ainda mais a curiosidade. `Será que o marido vai trair a esposa, mesmo com o filho?`”.
OF: Arrisca a falar por qual o motivo as pessoas traem?
JK: Não sei. Talvez seja pelo envolvimento com a nova parceira, insegurança, machismo... No programa, todos os homens têm alguma desculpa. Dizem que traíram porque estavam pensando no emprego, que qualquer homem cairia, que não são gays e que, por esse motivo, é claro que eles se renderiam à sedução da atriz. Todos encontram alguma justificativa e alguns até botam a culpa na esposa: `Você não queria me testar, então está aí`. Pessoalmente, eu acho que eles traem pelo envolvimento da sedutora, por não quererem perder a oportunidade... É isso. Acho que traem quando tem oportunidade...  
OF: Quem se inscreve, quer mesmo que o parceiro seja reprovado ou acredita que o marido será fiel?
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JK: Quem vai sempre tem alguma pulga atrás da orelha, mas eu só tenho contato com as esposas no palco. O que acontece antes, nos bastidores ou depois é uma questão do casal. O que eu noto é que elas não ficam tão furiosas com a traição em si, é mais quando os maridos elogiam a sedutora e apontam alguns defeitos delas. Teve um que falou: `nossa, se você fosse um carro seria um lamborghini. Já a minha mulher eu teria que procurar em um ferro-velho'. Nossa, elas ficam mais ofendidas e a gente fica impressionado porque a traição não fica em primeiro plano.
OF: Você acha que quem cai no teste de fidelidade merece perdão?
JK: Eu acho que merece perdão, principalmente se é casado. Sempre tento amenizar, aconselho a conversarem, falo que é muito complicado chutar uma relação dessa maneira. Digo que eles são novos e que estão chateados agora, mas que é para dialogar e tentar acertar os eixos. Eu já me casei três vezes e sou a favor do casamento sempre. Agora, o programa é de entretenimento e as pessoas é que resolvem participar. O problema é delas.
OF: Você cairia em um teste?
JK: Não sei, pois nunca traí nenhuma namorada ou mulher. É verdade: nunca fui infiel em um relacionamento sério, estando casado ou namorando. Nunca, de jeito nenhum. Agora, com uma ficante, com alguém que não é nada sério, talvez eu possa ter um envolvimento. Seria muito difícil também porque sou uma pessoa pública e isso seria vazado facilmente. Mas, independente disso, sou fiel por índole. Prezo a fidelidade em minha vida.
OF: No programa, você conta com a participação de uma plateia humorada e histórica. Tanto que tem de volta a Suzete, a senhora que sempre tem comentários ácidos. Como foi reencontrá-la?
JK: Quando voltei ao Brasil, a Suzete mandou um e-mail, dizendo que gostaria de participar de novo de um programa meu. Quando fiz o Teste, a convidei e ela realmente faz parte do folclore dos meus programas. O mais legal é que a participação da plateia está maior e que muita gente jovem está querendo participar também.
OF: O que diria para quem fala que o programa é armado?
JK: Fiz questão de mostrar os equipamentos e como é feita a gravação do teste para o telespectador no último programa. As seis câmeras tem alta qualidade de imagem e estão localizadas em pontos estratégicos. Algumas atrás do espelho e outras espalhadas. Eu digo que não é armado, mas se as pessoas acham que é, então deixa isso na cabeça de cada um.
OF: Poderia adiantar algum casal que tenha te surpreendido nesta nova temporada?
JK: Gravamos um caso, que não sei quando vai ser exibido, de um homem que foi fiel. Mas, apesar disso, aconteceu uma coisa muito louca, muito inesperada, que deixou todo mundo surpreso.
OF: E o que é?
JK: Ah, mas isso eu não vou contar, né? Tem que assistir ao programa aos domingos, às 21h, e as reprises aos sábados, 0h30. 



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