Realidade

Travestis e transexuais afirmam sofrer preconceito de gays cis

Quem tem medo de travesti?
Discriminada entre os héteros cisgêneros, travestis e transexuais também enfrentam aversão vinda dos gays cisgêneros. Em depoimentos sinceros, elas revelam o preconceito
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Viviany Beleboni
Por Neto Lucon /revista Junior.

A pedagoga Janaina Lima (foto) perdeu todos os amigos gays cis assim que se assumiu travesti. Dentro da faculdade de psicologia, a transexual Bruna Souza enfrentou a chacota de colegas homossexuais cis nos intervalos e, tempos depois, decidiu parar com os estudos. Já durante um passeio, a estudante trans Lirous Fonseca, escutou de um gay cis: “Vai aprender ser homem, seu viado de merda”.  

Embora os casos acima provoquem estranheza, a transfobia dentro da comunidade LGBT – sim, provocadas por gays, lésbicas e bissexuais – é bastante comum na vida de uma trans. Basta flagrar algumas conversas, questionar os bordões pejorativos ou até mesmo perguntar quantas travestis fazem parte do seu círculo de amizades.

Em recente debate de uma colorida comunidade no Facebook, alguns gays rejeitaram a possibilidade de incluir travestis no grupo. “Não quero, elas mancham a nossa imagem”, escreveu um. “Ninguém precisa virar mulher para ficar com homem”, comentou outro. “Elas são bizarras, medonhas. Não quero ser associado a isso”, salientou o terceiro. “Já fui roubado por uma. Vocês viram aquela do Profissão Repórter? São umas bandidas”.

Com mesclas de desinformação, machismo, armário e medo, a sopa de letrinhas derramou-se ao chão. E o gay, de vítima, passa a carrasco, perpetuando o ciclo do desentendimento. É gay que tem preconceito contra travesti, é travesti que tem preconceito contra lésbica, é lésbica que não gosta de gay, tudo misturado. Não tem jeito: preconceito sempre gera preconceito.

Preconceito por tabela

“A primeira vez em que uma travesti ou transexual sente na pele a discriminação de sua própria comunidade é ao se assumir trans”, diz Janaina Lima, de 37 anos. É o momento em que ela deixa de ser integrante do grupo “homem homossexual” e passa a buscar a figura e identidade feminina. De acordo com a pedagoga, todos os seus amigos simplesmente desapareceram logo nas primeiras transformações. “Foi automático. Bastou eu me assumir travesti para que todos eles se afastassem”, conta. “Não sobrou um”.

A transexual Bárbara Aires, que trabalha na produção do programa “Amor & Sexo”, da Globo, concorda:  “Meu namorado não aceitou, os ex-namorados sumiram e os amigos não me atendiam. Quando me viam na balada ou na rua, fingiam que não me conheciam e alguns pediram até para eu não dirigir mais a palavra a eles. Vivenciei uma solidão muito grande e descobri desde cedo que o caminho para a inclusão seria muito mais difícil: o preconceito existe até mesmo de entre os LGBT”. 

De acordo com o sociólogo Tiago Duque, autor do livro “Montagens e Desmontagens”, o medo de homossexuais ao grupo trans aparece pelo estigmatiza que elas carregam e pelo receio de sofrerem preconceito por tabela. Afinal, a palavra “travesti” está repleta de estereótipos, tais como a prostituição, silicones, preconceito, falta de oportunidade e violência.

“Alguns gays conservadores se sentem provocados por todo o trânsito identitário das trans e, neste sentido, as discriminam. Como a maior parte das travestis ainda chama a atenção, quando caminham na rua, por serem diferentes e tidas até como esquisitas, muitos gays e lésbicas mais discretos, formatados em um contexto de conservadorismo e medo do estigma, preferem se afastar". 

"Hoje, ao contrário dos movimentos das gerações passadas, não se valoriza mais o escândalo para a reivindicação pelos seus direitos. As pessoas querem passar despercebidas pelo ‘bom mocismo’, pelo padrão”, afirma.
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Ao se assumirem trans, Bárbara e Janaina dizem que os amigos gay desapareceram

Agressão verbal e moral

Em Florianópolis, a estudante de serviço social Lirous K'yo Fonseca Ávila, de 30 anos, caminhava ao lado de colegas quando escutou um xingamento vindo de um carro: “Vai virar homem, seu viado de merda”. Ao virar-se, percebeu que a ofensa vinha de um gay efeminado, que frequentava vários ambientes em comum. “Ele tentou se esconder, mas eu vi quem era. Fiquei surpresa e muito envergonhada, pois muitos que estava lá pensavam que eu fosse biologicamente mulher”, lamenta ela, que acredita, todavia, que os gays não assumidos são os maiores transfóbicos.

O mesmo ocorreu com a carioca Bruna, de 22 anos, que nos intervalos da faculdade de psicologia, no Rio de Janeiro, sofreu com os apontamentos de gays. “Assumidos e enrustidos olhavam para a minha direção, apontavam, davam risada e faziam fofoca. Nunca foram simpáticos comigo, ao contrário, incentivavam os olhares dos demais”, argumenta ela, que chegou a abandonar os estudos.

 “Noto que isso ocorre porque eles sentem que, por nossa diferença ser mais visível, somos as responsáveis por eles sofrerem preconceito. Pensam que a gente não precisava ser mulher para ser gay, como se ser gay e ser transexual estivesse dentro da mesma categoria e como se um fosse melhor que o outro”.

 ENTENDA:  As travestis e transexuais estão dentro da categoria de identidade de gênero, formada por pessoas que nasceram com o sexo biológico diferente do gênero (feminino ou masculino) que se identificam. Já os gays, lésbicas e bissexuais, fazem parte da categoria de sexualidade, que correspondem ao grupo de pessoas com quem se deseja manter relação sexual. São, por definições e necessidades de comportamentos, diferentes.  Mas, isso não significa que gays não tenham identidade de gênero também a ser conquistada, ou que a sexualidade das travestis não tem relação com a luta pelo reconhecimento de orientações sexuais diversas //
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Lirous foi ofendida na rua por um gay

A bandeira está na pele

Enquanto gays, lésbicas e bissexuais precisam de um comportamento diferente para serem coagidos – um beijaço, a saída do armário, trejeitos... - as travestis e transexuais carregam a bandeira de luta no próprio corpo.  “Não é preciso fazer nada para incomodar quem está à volta”, afirma Janaina. “A própria existência gera desconforto, apontamento, chacota. Um gay, por exemplo, não vai ser alvo se estiver simplesmente calado, ‘disfarçando’, em um canto. Nós, sim”, explica.  E, como se não bastasse todo o cenário agressivo com que são submetidas, muitas travestis enfrentam a chacota e o preconceito de gays por trabalharem no ramo do sexo.

No centro de São Paulo, a garota de programa Sophia Vannucci, de 28 anos, revela que diversas vezes viu gays “fazerem turnê” em seus pontos. “Sabe aquela coisa ‘Simba Safari’? É assim que muitos fazem antes de ir para a balada. Passam de carro várias vezes, mexem com a gente, tiram foto... Outro dia, passou um e gritou ‘penosa’ e tacou uma latinha. Quando ele passou de volta, quebrei o vidro dele com o meu salto”.

Ela afirma que, de certa maneira, reproduziu um estereótipo negativo, mas faz questão de salientar que o comportamento do grupo trans não pode ser generalizado. “Quem viu o salto voando, deve ter me achado agressiva, mas não dá para dizer que todas as travestis são barraqueiras. Existe gente de todos os tipos, independente de ser uma garota de programa ou uma executiva. Quem acha que toda travesti ou pessoa é ‘alguma coisa’ está limitando a própria observação sobre o mundo”.  

Barradas

O mundo da moda é gay. E depois de a transexual Lea T estourar fora do Brasil, as transexuais conseguiram emprego como modelos, certo? Não necessariamente. Depois do boom da top brasileira, algumas agências até chamaram algumas representantes – tais como Carol Marra, Felipa Tavares, Fabiana Oliveira e Fernanda Vermant– mas muitos obstáculos ainda existem.
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Fernanda e Felipa: "Há resistência dos gays que são bookers, stylists e modelos"

“Há muita resistência dos próprios gays que são bookers, stylists, modelos... Houve casos em que as bookers mulheres gostaram de mim, mas depois o gay barrava”, afirma Fernanda Vermant, da agenda Magnet Models. Já Felipa, da 40 Graus, relembra o caso em que um modelo gay falou mal dela para um contratante. “Como a vontade dele era pegar a vaga e se passar por modelo trans, ele falou que eu não fotografava bem, que teria problemas comigo”, recorda ela, que lamenta falta de oportunidades e rivalidade entre iguais.

Ainda nas ruas, Sophia afirma que tentou trabalhar como cabeleireira e que procurou um conhecido cabelereiro de São Paulo para a oportunidade. “Achei que conseguiria fazer o bico, já que gosto de salão. Mas ele, que é praticamente uma trans, disse que infelizmente não seria possível porque eu iria espantar a freguesia”, contou.

 O mesmo aconteceu com a produtora Bárbara, que foi despedida de uma casa gay de São Paulo durante o seu período de hormonização. “Eu era barman da Loca aos domingos. Quando me assumi mulher, ia vestia de menino, mas na hora de ir embora ia de menina. Fiz isso por três domingos, até que no quarto a gerente me chamou, me pagou e me dispensou, dizendo que a ‘a casa não comportava pessoas como eu’. É surreal, eu sei, mas foi meu primeiro baque: ser despedida de uma casa gay por ser trans?”.

Competição e recalque

A professora Geanne Greccio, de 36, e Bruna levantam outra questão para a rejeição que sofrem: a inveja de vê-las ficarem com “homens de verdade”, aqueles cujo comportamento assemelha-se ao do padrão hétero. “Vem daquele gay que está de olho no coleguinha hétero e fica com raiva se ele topar alguma coisa apenas com a amiga travesti ou transexual”, explica Bruna.
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Geanne diz que a vida amorosa também sofre com preconceito

Segundo ela, um ex-amigo tentou revelar o segredo de sua transexualidade para um homem com quem estava começando a conversar. “Ele mandou mensagens do tipo: ‘Ah, mas o nome da Bruna é de homem. E o fato de ela tomar hormônios não faz diferente de nenhum gay, ela não tem vagina, nunca vai menstruar”, lembra. “Fiquei sabendo de tudo ao deparar com as conversas no computador dele”.

A modelo e dançarina Viviany Beleboni, de 25 anos, também diz que não é difícil ser alvo de risos e chacotas de gays quando é vista em encontros amorosos em locais alternativos. “Certa vez, notei que três gays ficavam rindo e apontando para nós. Quando fui ao banheiro, soube que eles chegaram até o meu parceiro e questionaram se ele sabia que eu sou travesti. Para minha sorte e a raiva deles, o menino disse que não, mas continuou comigo. Me senti desprotegida e triste pela própria comunidade”, lamenta.

Segundo Geanne, os preconceitos sobre a vida amorosa de uma trans ocorrem pelo fato de as pessoas não saberem como definir os seus parceiros. “Se ficamos com gays, elas estranham, dizem que estamos nos enganando. Se ficamos com héteros, dizem que ele não é hétero. Então, há uma confusão na própria reflexão sobre a questão e isso é repercutido entre os gays. Como não é explicado, definido, muitas vezes torna-se chacota”.

Transfobia é vertente do machismo

Embora os LGBTTs lutem pelo direito de serem diferentes, a reprodução das simbologias e pensamentos da sociedade sexista e heteronormativa acaba sendo uma forte referência. “Assim como o racismo é generalizado, a homofobia e a transfobia atingem a construção da sociedade como um todo e criam iniquidade até mesmo entre as pessoas que sofrem preconceito. É uma reprodução automática e um preconceito contra o gênero”, explica Pedro Paulo Bicalho, mestre em psicologia e coordenador da Comissão Nacional de Direito Humanos do Conselho Federal de Psicologia e professora da URFJ.
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"Gays foram comunicar affair que eu sou travesti", diz Vivi Beleboni

Assim como Bicalho, Janaina defende que a transfobia nada mais é que uma vertente do machismo. “A sociedade - binária e sexista - coloca o homem como o ser superior, aquele que detém o poder e dá à mulher o papel de submissa. Então, as pessoas não entendem o motivo de abrirmos mão ‘do papel de poder’ para assumir o ‘papel de ser inferior’”, diz. 

O psicólogo comenta que mesmo em outros grupos tais normais se aplicam. “Você pode ver que os gays mais femininos também sofrem mais preconceito que os masculinos. Quando o grupo percebe-se diferente, com dores diferentes, como é o caso na luta pelo gênero das travestis, ele tende a renegar o outro, como se a dor do outro fosse menor”.

Duque afirma que muitos gays confundem a atração que sentem por homens com a aversão a tudo o que é feminino. “Não sentir atração erótica por mulheres é uma coisa, não considerar legítimo o potencial e o valor das mulheres é outra. Muitos gays confundem, misturam, e acabam discriminando as mulheres e deslegitimando tudo o que é feminino. Como desprezam as mulheres, muitas vezes desprezam ainda mais as travestis, que negaram o masculino, que, para estes gays, é algo tão inferior quanto o feminino”.

Todos unidos?

As Paradas, as manifestações e os dizeres de gays, lésbicas, bissexuais e trans sempre falam sobre o amor e a desmistificação de preconceitos. Mas, para progredir nos direitos conquistados, é necessário um entendimento interno. Afinal, também há preconceito das travestis e transexuais com os gays, lésbicas e bissexuais e entre elas mesmas. Muitas transexuais, por exemplo, não gostam de ser confundidas com travestis.
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O sociólogo Tiago Duque e Renata Perón/ E o psicólogo Pedro Paulo Bicalho

Durante a 1ª Conferência LGBT em Brasília, Lirous  representou Santa Catarina, mas teve um problema. “No momento em que cada grupo escreveria um documento com reivindicações, leis, as travestis brigaram comigo porque eu não deveria estar lá, já que não fazia programa. As transexuais falavam que eu não deveria estar com elas, porque não era operada. E as mulheres não queriam, com o argumento de que eu não era mulher. Foi uma situação delicada, em que vi que a discórdia com o diferente continua”.

Duque afirma que os afastamentos não contribuem para o benefício dos grupos. “Quanto mais diferentes formos, melhor. A semelhança, a igualdade, precisa ser de direitos, não de estilos, corpos, estéticas, desejos, expectativas. Chegou a hora de criarmos comunidade mais solidárias, não tão identitárias. Não só por uma questão de sobrevivência, mas também para exercitarmos projetos de vidas mais felizes”. 

Segundo ele, as novas gerações trazem esperança. “Pelo trabalho que desenvolvi, vejo que as travestis e gays adolescentes se acolhem mais. Diferente das gerações mais antigas, hoje não se têm a ideia de que as travestis sejam as culpadas pelo preconceito que os gays sofrem e nem que os gays sejam menos corajosos do que as travestis. Certamente, serão mais felizes”.


(obs: dedico essa reportagem, que foi capa da revista Junior, a Claudia Wonder).

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

10 comentários:

Claudia Regina Linhares disse...

Gay com dor de cotovelo sempre teve e sempre vai ter. A inveja deles por não terem um homem de verdade ao lado deles é enorme e então xingam quem já tem.

Murilo Farias disse...

Acredito que há grande causa desse tal pré conceito vem dos próprios transexuais pelo fato de se tornarem "mulheres" se sentem superiores aos gays, cansei de ver trans tratarem gay com indiferença , só que todos nós precisamos entender que somos todos farinha do mesmo saco , independente de silicone ou não de montadas ou estilosos somos todos iguais não passamos de homens (mesmo que internamente) que gostamos de homens e pronto, deve-se apenas ter o respeito entre sim , porque de desrespeito já basta oque temos que aturar do restante da sociedade , unidos somos mais fortes!

Ricardo Aguieiras disse...

É extremamente difícil para a gente, gay oprimido, se reconhecer como opressor. Mas somos! E gozamos das vantagens que o opressor tem. À medida em que há segmentos ainda mais marginalizados e discriminados , como o das e dos trans* e travestis, nós gays tendemos a discriminá-las, tristemente reproduzindo preconceitos e perpetuando ódios e dores. Como homem cis, terei vantagens ao disputar emprego com uma pessoa trrans* ou travesti, por exemplo. Como branco, tenho vantagens sobre negros e negras, a polícia vai primeiro achacar meu amigo negro, mesmo que eu, o branco , seja o criminoso. Como homem, ganharei mais que uma mulher no mesmo cargo... e por aí vai... sobre as citadas conferências LGBT, acho que não levam a nada, apenas brigas e gastos de dinheiro publico, partidarismos e os conchavos de sempre, as pessoas são educadas a exercerem uma única forma de política, a podre, vide o fato triste que nem vale a pena comentar que aconteceu na última conferência estadual de São Paulo, algo que envergonha qualquer pessoa minimamente humana e empática. Uma trans* foi provocada tanto por um "militante" partidarista, mas tanto durante os três dias, que acabou reagindo e respondendo com agressão física... Não vejo, hoje, apesar de ainda continuar lutando - uma contradição minha - , a possibilidade de um mundo sem preconceitos, são tantos que às vezes me pergunto por que ainda não enlouquecemos ou não tomamos duas caixas de rivotril com conhaque e dizemos adeus. Enfim, enquanto existir um resquício de esperança de mudança, a gente continua...
Ricardo Aguieiras
aguieirass2002@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Os dados oficiais do Brasil, a partir da denuncia feita por Travestis e Transexuais demonstram que pela ordem que mais agride as travestis e transexuais no Brasil são os clientes delas , os amantes e companheiros delas, bem como seus familiares. Basta ler a página 50 e ver as informações. Ao que nos consta amantes, namorados , clientes , familiares de Travestis e Transexuais na sua maioria são Heterossexuais. Portanto não entendi a gayfobia da matéria : http://www.sdh.gov.br/assuntos/lgbt/pdf/relatorio-violencia-homofobica-ano-2012

Anônimo disse...

Referente aos comentários de [nome foi excluído pela equipe do NLucon porque a mesma solicitou desvincular o nome ao grupo trans]

Héteros nem olham os gays....... Quem disse que os gays querem ser olhados pelos héteros. Com tanto homem gay bonito por aí. Você tá por fora meu amor!!!!!

. Agora nós trans nos sentimos mulheres e somos conquistadas por, por homens de verdade, os mesmo que desprezam gays. Quanto preconceito ?? Está querendo dizer que não tem valor um gay conquistar outro gay. Que só tem valor se se é conquistado por um hetero??? Que só os héteros são homens de verdade!!!! Independente de hétero – gays – travestis ou trans – Ser homem de verde é ser responsável – ser honesto- ser digno e principalmente não ser preconceituoso é fazer a diferença nesse mundo tão cheio de maldades.

Tudo isso é PURA INVEJA, gay não chama a atenção de ninguém, a não ser para serem zuados mesmo, nós trans femininas andamos na rua em vários lugares somos paqueradas que nem mulheres mesmo por isso as gays que tem preconceito com trans se cortam de inveja kkkkk. Sinceramente, sou gay e não vejo nenhuma vantagem em chamar a atenção de alguém. Isso denota um egocentrismo da parte absurdo. Vontade de aparecer, necessidade de ser vista, de ser reconhecida visivelmente. Referente o que voce salientou em ser paquerada como uma mulher. Esse seu comentário já mostra que voce não se sente uma mulher. Achei na minha cabeça que toda tras, rótulo o qual voce mesmo se diagnosticou se sentia de fato uma mulher. Outra coisa – referente o que voce falou de gay não chamar a atenção de ninguém. Não sei os lugares que voce frequenta. Mais só para o seu conhecimento- Em São Paulo existem vária boates legais com vários gays muito bonitos os quais se paqueram – ficam – namoram – etc.
Achei seus comentários tão preconceituosos. Sinceramente, não falei dos seus comentários para lhe ofender. Porém, creio que voce deveria refletir melhor sobre seus pensamentos. Ninguém é melhor do que niguém. Não quer dizer que aparecer – ser paquerada por um homem hetero se é melhor do um homem gay, etc. Isso é baixa auto estima. Cada um de nós heteros gays – lesbicas – tras – travestis é que sabemos a doce . No final todos somos pessoas com nossos defeitos e qualidades.
Por favor, não me leve a mau. Pois eu nem a conheço. Só acho que hoje em dia com todas essas redes sociais e também essa globalização avassaladora tem que ter cuidado com o que se posta. Em minha, opinião preconceito não leva a nada. Pois ao invés de unir separa. Traz peso ao invés de levas a. Devemos, sim sabermos convivermos com nossas adversidades , a fim de evoluirmos como seres humanos e espíritos.
Um abraço no seu coração,
Atenciosamente,
Maudonado

Anônimo disse...

AUHAUAHUAH.. Eu rio pra não chorar, porque eu sou trans e tenho um amigo que achava ser trans, mas era so travesti e dai ele se casou com outro amigo meu e a gente está sempre junto, mas o ultimo não entende a minha condição. E eu expliquei pra ele varias vezes e pro primeiro e não tem como entrar na cabeca dele e é estranho porque todos nos assumimos ao mesmo tempo e é a ultima pessoa que eu esperava que nao entendesse e tem que rir pra nao chorar porque doi.

Anônimo disse...

Parabéns por esse comentário cheio de preconceito. Vou descer ao teu nível: pelo menos os gays não sofrem com transtornos de personalidade igual vocês. Ah, pelo menos os gays tem mais chances de viver mais e também ter algo sério pro resto da vida, já que com trans em 98% dos casos o cara só quer sexo e nada além. Muito difícil ver um trans namorando porque ninguém quer.
Beijos

Anônimo disse...

Vocês todos se rebaixaram.. o importante é cada um ser feliz do jeito que é, uma trans é uma mulher sim! Pq não se nasce mulher, se torna!! As coisas não são tao fáceis como parece. E os gays chamam atenção sim! São super bem humorados (A Maioria) Educados E Companheiros.. Isso Já E O Suficiente Para Que Ele Seja Notado.. Somos Pessoas Racionais, A Dor De Nenhum Da Nossa Comunidade É Menor Ou Tem Menos Importância.. Juntemos As Mãos E Lutamos Juntos Por Um Lugar Melhor ParavTodos.. A Diferença Não É Um Erro E Muito Menos Uma Escolha.. É A Reflexão De Quem Realmente Somos

tuliany schneider disse...

Acho que preconceito tem sim e das duas partes,quanto se um amigo meu se afastar ou se afastou de mim é porque nunca foram meus amigos,na qual eu desconheço porque até hoje meus amigos gays continuam sendo meus amigos.Só acho que tanto os gays como as trans que tem esse tipo de preconceito deveriam se por um no lugar um do outro e ver que no final das contas os dois sofrem preconceitos e deixar de lado esse preconceito besta e ver que a pessoa que vc está tendo preconceito pode ser vc amanhã que estará no lugar dela,então pensem,antes de fazerem ou falarem algo que vai machucar alguém.É o que eu acho e pelo,omenos da minha parte ñ tenho nenhum tipo de preconceito nenhum com gay, imagina! e porque teria? no final estamos no mesmo barco.

Anônimo disse...

Texto bastante esclarecedor e produtivo, porém, com um "errozinho" de compreensão.

Sabemos que foi uma breve explicação sobre orientação sexual, mas, achei meio close errado:-

" Já os gays, lésbicas e bissexuais, fazem parte da categoria de sexualidade, que correspondem ao grupo de pessoas com quem se deseja manter relação sexual. "

Relação sexual????

Não assemelhem o gay, a lésbica e o bi somente ao SEXO/contato carnal. Isso é um tabu que fora da comunidade LGBT, é bastante explícito, então imagine se dentro também essa pseudo-ideologia seja ingressa e sólida?

Eu, construtivamente corrigiria:- "... manter laços de afeto, relação romântica/amorosa"

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