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Famosos gritam 'Muda Brasil' e protestam contra violência policial

Miguel Rômulo, Ingra Liberato, Paulinho Vilhena e Yasmin Brunet

Paulinho Vilhena, Thaila Ayala, Carmo Dalla Vecchia, Miguel Rômulo e outros famosos se mobilizaram nas redes sociais para se solidarizar com as pessoas que estiveram nas manifestações do 0,20 centavos, em São Paulo, e foram agredidas por policiais. Eles publicaram fotos em que aparecem com o olho roxo e escreveram as hashtags “muda Brasil” e “dói em todos nós”.

As imagens fazem parte do protesto fotográfico Doi em Todos Nós, de Yuri Sardenberg, e tem como referência a repórter Giuliana Vallone, do jornal Folha de São Paulo. Sem sequer fazer parte do grupo de manifestantes, ela teve o olho atingido por uma bala de borracha pela polícia durante a manifestação.

Paulinho escreveu: “Essa foto faz parte de mais uma manifestação entre tantas que vem acontecendo em todo país. A violência e truculência com que os manifestantes vêm sendo abordados são mais uma forma de desrespeito ao cidadão brasileiro, não bastasse tudo que nos falta de direito, manifestar a insatisfação se tornou mais um medo para o brasileiro”.

O ator afirma que é uma “falsa ignorância” pensar que os protestos são apenas pelo aumento do transporte público. “É também, mas a grande verdade é que o brasileiro não aguenta mais o que está acontecendo. Nós queremos e merecemos ter orgulho de ser brasileiro”.

Thaila Ayala

Uma ditadura sem muros

 A modelo Yasmin Brunet concorda ao dizer que a causa ampliou-se e que, agora, é uma manifestação contra a ditadura, democracia inexistente, repressão, opressão, correntes, prisão sem muros, a roubalheira do governo, falta de saúde, educação e violência. “Nós somos brasileiros e não fugimos à luta”.

Ela ainda cita Aldous Huxley e faz os seus fãs refletirem: “A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão”.

Mayana Neiva, Carmo Dalla Vecchia e Fernanda Rodrigues 

Chega de impunidade

Já Thaila Ayala frisou que durante muito tempo passou “metendo o pau” na política e da falta de atitude da população. “Agora sinto repulsa de toda essa sujeira e maquiagem feita o tempo todo no nosso país. Tenho pena das pessoas que não tem informações, nada além dessas notícias deturpadas e que ainda acham que tudo isso é arruaçada por 20 centavos! Acorda, Brasil! Essa é a nossa chance de mudar, de crescermos, de brigarmos, por uma educação decente, saúde e segurança”.

A atriz também reivindicou “chega de impunidade, de mensalão, de políticos podres e ricos comprando iates com o dinheiro público”. “Chega de se calar, chega de aceitarmos tudo o que nos é imposto. Vamos às rumas, vamos às janelas, vamos às redes sociais, vamos gritar, vamos nos unir. Porque juntos conseguiremos ir mais longe [...] É a hora de lutarmos por um país livre, pelo direito da democracia, contra essa ditadura e essa opressão ridícula e vergonhosa”

Mais que apenas participar da seção fotográfica, ela confirmou a sua presença na manifestação do Rio de Janeiro: "Galera, hoje é nacional, vamos parar o Brasil! Entre no @vemprarua e descubra aí na sua cidade ou região onde vai acontecer o movimento! Juntos temos mais força! Eu estarei lá lutando por um Brasil mais digno, hoje na Candelária no Rio de Janeiro, a partir das 17h", publicou ela em seu Instagram.


A quinta manifestação ocorre nesta segunda-feira (17),  às 17h, no Largo da Batata, em São Paulo. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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