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Fotógrafo retrata pessoas com os rótulos e os julgamentos que carregam na testa


Quantos rótulos e julgamentos são colocados na cabeça das pessoas diariamente? Quantos deles correspondem de fato à realidade? E quantos trazem desconforto ao julgado? O fotógrafo norte-americano Steve Rosenfield pensou em todos os apontamentos que as pessoas fazem sem conhecer o indivíduo, levando em conta apenas a aparência física, e fotografou a série What I Be Project.

Nas imagens, os participantes aparecem com os apontamentos que marcaram as suas vidas na pele. Um homem com barba e de aparência árabe diz que o título de “terrorista” o persegue. Outro alega levar o rótulo “A criança que ninguém quis”. Há ainda uma mulher que diz carregar a referência “emocional” e um homem transexual que alega “não ser o seu sexo”.

De acordo com o site oficial da exposição, Steve informa que pedia para que os participantes completassem a frase: “Eu não sou meu/minha...” e se surpreendeu com a variedade de respostas e reflexões - entre elas, “Eu não sou meu aborto”, “Eu não sou a minha etnia”. Depois, pediu para que cada um expusesse o julgamento que o perseguia em alguma parte do corpo e escrevesse sobre os seus fantasmas.

“Comecei na esperança de abrir os canais de comunicação e fazer com que as pessoas aceitem a diversidade com a mente e o coração aberto”, defendeu. “Eu encorajo cada espectador a olhar para cada imagem e colocar-se na pele dos indivíduos. Ao permitir sentir o que eles sentem, você pode perceber algo que nunca notou antes”.

Confira e responda: Qual é o [pré-]julgamento que te persegue?  

"Eu falho": 
"Bipolar"
/ "Sexualidade" / "Tímido"
"A criança que ninguém quis"
Oh, você é um músico? 
"Como um menino"
"Emocional" / "Saudade"
"Voz de homem, formas de criança"
"Gordo"
"Beleza marcada"


"Eu não sou a minha sexualidade"

"Eu não sou a minha masculinidade"

"Eu não sou a minha preferência"

Trans diz: "Eu não sou o que minhas plásticas sugerem"

"Homem ou mulher": "Eu não sou o meu sexo"

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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