Testosterona

Raridade! Confira os homens que sensualizaram na Playboy


Quem leu o título acima certamente achou no mínimo estranho. Afinal, a revista Playboy, que acaba de completar 38 anos no Brasil, não é responsável por desnudar belas e famosas mulheres? Com certeza e sem nenhuma exceção, mas em alguns raríssimos momentos as coelhinhas toparam dividir a atenção, as fotos e a sensualidade com alguns modelos homens, que por sua vez deixaram escapar ao menos uma bundinha.

Joana Prado, Priscila Pires e Cleo Pires foram algumas das que dividiram a cena, mas nada que mereça muita comemoração. Focada em seu objetivo - mulheres, mulheres, mulheres - a Playboy jamais deu destaque a um homem desnudo – e não há problema nisso, pois não é o perfil editorial, assim como não é costume da G e da Junior incluírem mulheres em ensaios sensuais.

Quem era gay e por ventura comprava a revista na adolescência, seja para esconder a homossexualidade ou ver as reportagens [sim, elas e as entrevistas são ótimas] ou os ensaios luxuosos das divas, como Claudia Raia, Christiane Torloni e Vera Fischer, tinha que se contentar com as campanhas publicitárias de roupa íntima, perfumes e editoriais de moda. De fato, elas eram bem quentes.

Em 1998, o jogador Edmundo apareceu de cueca Zorba em dose tripla. O ator Beto Simas estrelou para a Maju. Nos anos 2000, Marcos Pasquim esteve molhado para a Boticário. Já na revista de Joana Prado, em 2000, uma propaganda de um site feminino chamou atenção de qualquer machão. Um homem bronzeado aparece nu, com o bumbum de fora, ao lado de um teste: “Pô, quem colocou um homem nu nesta revista?” ou “Uau, um homem nu nesta revista”.

Nem preciso dizer a opção marcada, né? 
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OS ENSAIOS E AS MIGALHAS

ewA história da Playboy no Brasil começou em 1975 com homens e mulheres na capa – inclusive a publicação chamava-se “Homem”, por conta da censura da época, que julgava o nome Playboy muito pornográfico [nem pelos pubianos tinha]. Os belos modelos, tal como o icônico Wolf em 1975, apareciam apenas de terno, gravata, beijando e tirando uma casquinha das musas. 

Porém, com a exceção do herói Fantasma, que por sinal estampou um ensaio de gosto duvidoso [para não dizer brega], nenhum modelo esteve no recheio da publicação.

A primeira aparição de uma bundinha masculina esteve na edição de abril de 2001, com a Proibida do Funk [Ex-Enfermeira]. Dentro de um baile, a musa Ariane Latuf é clicada por Valério Trabanco e dança ao lado de homens e mulheres. Em uma foto, ela puxa a sunga de um modelo negro [que está de quatro] para aplicar uma injeção. A bela revela o bumbum durinho do gato, em uma página inteira. Coisa rápida, singela, mas capitada!

Outro ensaio que deixou muitos homens felizes foi a terceira Playboy de Joana Prado, em abril de 2002. Conforme a chamada da capa diz: “Joana vira a Casa de cabeça pra baixo [com uma mãozinha de Vitor Belfort]”. Sim, o lutador e a ex-Feiticeira que estavam confinados na Casa dos Artistas, estamparam um ensaio lado a lado. É claro que todo o foco ficou na loira, mas a pegada de Vitor foi explorada aos montes. 

Como Joana também estava com músculos bem salientes, a imaginação viajou...
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Proibida aplica injeção no bumbum do modelo. Coisa rápida, mas capitada!
Pegada de Vitor chamou muita atenção
Na edição de 35 anos de aniversário da revista, a atriz Cleo Pires exigiu que dois homens estivessem ao seu lado no ensaio, em 2010. E os escolhidos foram os modelos Anton Vasconcellos e Santi Waine, que apareceram de cueca e fizeram até conchinha na artista. Uma foto que não rolou, de acordo com os meninos, é a que apareciam ensaboando Cleo em uma banheira. Mas ela rejeitou a ideia por conta do namorado...

Anton e Santi tiveram mais 15 minutos de fama, quando o site Ego fez um ensaio exclusivo só com os dois e trouxe declarações. "O clima era ótimo. Cleo estava muito à vontade, ficava nua entre os cliques. A produtora que saía correndo para cobri-la com um roupão. Ela até mandou a gente relaxar. Acho que estávamos mais nervosos que ela", diz Anton. 

De todas as pequenas proporções masculinas, a Playboy da ex-BBB Priscila Pires, em 2009, foi a que mais surpreendeu na propaganda. Foram nada mais nada menos que 10 homens desnudos, que serviram de cenário para a ex-sister. Do resultado, deu para ver apenas uma bundinha – sendo meia em cada foto. E uma imagem em que ela é levantada por todos os modelos. 

Dá uma conferida abaixo:
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Priscila Pires se entrega a homens no ensaio de 2009
Cleo Pires tira a roupa dos modelos no ensaio da Playboy
Sendo assim, a Playboy brasileira ainda castiga a nudez masculina, mas não a esnoba completamente. O popô de homem [quase sempre] ainda intimida, confronta, provoca [como Edmundo], é visto com maus olhos. Talvez por flexibilizar a sexualidade ou trazer os traumas da comparação. Mas, mesmo quando coadjuvante, dá um toque interativo e, por que não, flexível aos ensaios. Abre novas possibilidades e olhares.

Vale lembrar que a Playboy norte-americana, muito mais bem humorada, já contou com 10 famosos homens na capa, atuando como o"nome de peso" para divulgar anônimas nuas. Humoradas e divertidas, elas trouxeram Genne Simmons, Leslie Nielson, Donald Trump, Steve Martin e o galã Burt Reynolds. O último foi o gatinho do Bruno Mars, em 2010. 

Será que algum dia aqui no Brasil, pelo menos teremos alguma capa com a turma do Pânico, com José Mayer, Neymar ou MC Naldo? A ideia foi lançada!

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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