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Gato da Chilli Pepper, Bruno Camargo revela segredos da carreira de stripper, assédio gay e sonhos


O corpo moreno é brasa e deleite em cima do palco. Com olhos sedutores, faísca movimentos sensuais na batida do som eletrônico e, aos poucos, substitui as peças do uniforme de bombeiro pela vibrante e cobiçada pele. O alvo sorriso distrai os olhos gulosos e a sunga finalmente se esvai, deixando o sexo escondido nas arestas dos dedos suados. O corpo se vira, revela o bumbum e se despede do momento de intimidade visual, prazer e sedução com a plateia.

Bruno Camargo, 26 anos, é stripper, gogoboy e Gato da Chilli Pepper - a maior sauna de São Paulo. Há um ano, a arte de seduzir fisgou o até então professor de educação física e o fez descobrir um dom, uma profissão e a vocação para concursos no ramo. Atualmente, ele dança nas principais casas GLS de São Paulo e também no tradicionalíssimo Clube das Mulheres, voltado para o público hétero. Lá, ele interpreta Christian Grey, do livro 50 Tons de Cinza e utiliza inclusive acessórios.

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Em entrevista e ensaios exclusivos ao NLucon, Bruno tira a roupa e conta detalhes da profissão, assédio gay e sonhos. Ele afirma que almeja seguir os passos de Channing Tatum e se tornar um stripper que deu certo na carreira de ator. Vale lembrar que recentemente o sedutor protagonizou um vídeo quente para a sauna [clique no banner acima do título e assista], em que atravessa o espaço, flerta com outros gatos e fica completamente nu - para o delírio dos fãs e o desespero da namorada. Confira:


- Você carrega títulos que visam a sensualidade e a beleza. Quando começou a sua história nos concursos?

Comecei participando do Mister Model Metropolitano, em 2008. Embora nunca tivesse gostado de concursos e o meu foco eram as coisas de adolescente - jogar bola, balada... - todo mundo falava: "Você tem uma presença, vai lá". Participei e fiquei em quarto lugar. Não estava bem, não sabia desfilar, era bem leigo nos concursos, mas sabia que dava para fazer a diferença. O [produtor] Claudio Fernandes apareceu e perguntou se eu não gostaria de fazer umas fotos e de trabalhar melhor a minha imagem. Aceitei e tudo começou a desencadear. Logo surgiu o primeiro catálogo que fiz para uma grife espanhola, daí conheci o [estilista] Walério Araújo, desfilei no Fashion Week...

- Você não começou como gogoboy e stripper, então? Foi como modelo...

Eu dançava até em bailes de 15 anos, fazia todo aquele ritual de dança com a aniversariante [risos]. Também fiz feiras e a cada trabalho surgia outro contato e fui ficando mais conhecido. 

- Conta como passou de modelo para gogoboy? 

Foi ao acaso, no dia 20 de setembro de 2012. Estava morando em Salvador, na Bahia, e recebi um in box de um produtor no Facebook, informando que haveria um concurso nacional de stripper e perguntando se eu tinha interesse em participar. Ele me já me conhecia e achava que eu tinha capacidade para concorrer. Mas não sabia como era a situação de tirar a roupa profissionalmente, tinha até curiosidade, mas não tinha vontade de fazer.

As capas da G. Detalhe: a primeira
ele assinava como Bruno de Cursino
- Antes do concurso, você nunca havia feito strip-tease? 

Nada, nem particular! Vim com a cara e a coragem para participar do concurso, que reunia os 20 melhores strippers de São Paulo. Apesar da inexperiência  fui passando as etapas, fui passando as eliminatórias e, quando vi, já estava na final do concurso. Acho que deu certo porque elaborei os números com criatividade, me vesti de bombeiro e montei todo um cenário para passar para o público a verdade... 

Com isso, os nomes mais conceituados já me respeitavam, pois muitos já foram eliminados e eu estava na final. Resultado: ganhei o concurso e a minha carreira deslanchou. Em um ano fiz strip-tease nas maiores casas de São Paulo e em todo o Brasil, posei para a G Magazineo [foto ao lado] e foi aquele boom. 

- Como é se despir na frente de um monte de gente? Mudou muito da primeira vez para agora?

Ah, mudou muita coisa. Na primeira vez, eu estava dançando no palco com uma leg preta e o produtor falou baixinho: "Agora você tira a calça". E eu não entendi: "O quê?". E ele: "Tira a calçã, você tem que tirar a calça agora". Com uma vergonha extrema, eu tentei tirar na batida da música e foi aquele show meio monótono, meio parado... [risos]. 

Hoje, vejo o lado artístico e profissional do strip. No momento, o ego sobe muito e  o fato de ter um monte de gente olhando provoca uma euforia e uma alegria muito grande. Além disso, é natural porque acho que  tirei mais roupa fazendo strip que para tomar banho [risos]. Têm dias que sete vezes. Estou em uma casa e vou pra outra, pra outra...

- O striptease que você faz é total, o famoso P.D.?

Não faço P.D [pau duro] porque penso que faz parte da sedução deixar as pessoas imaginarem um pouco. Para mim, o que dá interesse é justamente essa vontade de ver sem ver, de querer saber como é, de tentar ver algo escapar... É esse mistério que faz a pessoa gostar e querer saber um pouco mais de você, e é esse mistério que eu gosto de cultivar. No meu strip, eu só mostro a bunda e tampo a frente. 

- Qual é a sua relação com outros strippers? 

Muita gente fala de rivalidade, mas acho que consegui quebrar muito disso desde que comecei. Porque na verdade era uma rivalidade das casas e, quem dançava em uma, não poderia dançar na outra e também acabava não gostando do gogo da outra. Quando recebi dois convites de duas casas, falei que só dançaria se pudesse ter a liberdade de também dançar na concorrente em outro dia. No começo, relutaram, mas depois viram a intenção e aceitaram. Portanto, a relação com os outros profissionais é muito positiva. 

- Em sua opinião, quais são os elementos que fazem de uma pessoa sensual?

A sensualidade pode ser o conjunto de várias atitudes: o olhar, os gestos, a dança... Procuro agregar um pouco de cada coisa no show. Tento olhar e passar que realmente estou desejando o público, passar a sensualidade por meio da dança dança e inclusive escolher a música que vou dançar, o que é muito importante. Para você ter uma ideia, me preocupo até com o perfume que vou usar. Não é algo forçado, senão fica artificial, mas é uma preocupação com o público que vai me assistir.

Antonio Banderas e Richard Gere:
exemplos de sensualidade
- Beleza é sinônimo de sensualidade? 

Sensualidade não tem nada a ver com beleza. Tem gente que é bonita ao extremo e não tem sensualidade alguma e têm pessoas que não são tão belas e que são totalmente sensuais. Elas tem aquele famoso sexy-appeal, que faz a imaginação fluir e as coisas acontecerem. 

Os homens sensuais que eu considero sensuais, por exemplo, são o Richard Gere e o Antonio Banderas. Eles nem são tão bonitos, para falar a verdade, nem são tão novos, mas tem o sexy-appeal e a sensualidade aflorada que vão levar durante toda a vida. 

- Por falar em ícone de sensualidade, você tem despertado a libido de quem assiste aos vídeos da sauna Chilli Pepper. Como surgiu o título de Gato da Chilli Pepper? 

Fui eleito durante concurso que ocorreu no Largo do Arouche, com uma multidão assistindo. Fiz uma performance de bombeiro e o público gostou. Hoje, sou garoto propaganda da sauna e estou aqui, feliz da vida. Antes, eu havia ido em outras saunas para dançar, mas a estrutura da Chilli Pepper é outra. É uma sauna gigantesca, com uma estrutura de qualidade, com um público que chega a 2.000 homens. Vim aqui na Parada Gay para me apresentar e não dava nem para andar. É um lugar muito legal, gosto muito daqui e sei que faz muitos gays felizes. 

- E como foi gravar o vídeo em que você aparece nu? [clique link acima do título e assista!]

Foi polêmico, foi explícito, mas não tive nenhuma reação negativa, só positiva. Eu gostei porque, para um ator, não dá para limitar trabalho e, se sou destinado a fazer algo, vou fazer da melhor forma possível. As pessoas acharam excitante, então acho que a proposta foi cumprida. 

- O que aconteceu de mais curioso em uma apresentação?

Nossa, daria para escrever um livro [risos]. Existem pessoas que se empolgam, puxam a minha perna e me derrubam. Tem gente que puxa a sunga, tem gente que pega alguma peça como lembrança. Teve uma vez que eu fui recolher a roupa depois da apresentação e vi que faltou uma meia e, quando olhei para o público, vi um cara abanando a minha meia lá no meio da pista [risos]. Tem stripper que não gosta, faz cara feia, mas eu não tenho esse problema. Não vejo como desrespeito, mas como uma vontade da pessoa chegar mais perto, de ver como é.

- Por conta dessa vontade de chegarem mais perto, você recebe muitas cantadas? 

Muitas, muitas. Tem gente que me convida para jantar e eu até brinco: "Tem que ser em um caro, hein?" [risos]. Daí o cara vê que não tem clima, corta e acaba virando meu amigo. Outro dia aconteceu uma situação interessante, em que um cara escreveu no Facebook: "Não gostei da sua sunga, você tem que trocar essa sunga". Ok, ok. Passou, eu fui dançar e, após o show, chegou uma caixinha para mim com um bilhete: "Seu presente: muda a sunga! Meu telefone é esse". Eu achei muito interessante, mandei uma mensagem agradecendo a sunga e o carinho. Foi engraçado.
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- Além dessas cantadas fofas, já recebeu proposta indecente? 

É um ponto importante para se tocar. Receber cantada é normal - tanto do público hétero quanto gay - mas existem pessoas que falam: "Pago mil reais para a gente sair". Isso, para mim, não é cantada, é desrespeito. Não é porque eu faço stripper, que sou gogoboy que sou garoto de programa. Nada contra quem faz, mas não é isso que acontece comigo. Mantenho sempre a postura de respeito para ser respeitado e geralmente as pessoas acabam me respeitando neste sentido também.

- Além de dançar em casas noturnas gays, você também faz parte da famosa casa Clube das Mulheres. O seu público maior é de mulher ou homem? 

É difícil falar porque trabalho nas maiores casas voltadas para mulheres e gays. Acho que pode ser 50% para cada, mas o mais importante é dizer que eu nunca escondo que trabalho para os dois públicos. As mulheres tem que me respeitar dessa maneira: gosto tanto dos meus fãs gays quanto dos héteros e quem quiser me seguir vai ter que conviver bem com as duas partes. 

- Qual é a pergunta que você mais escuta? 

Se sou gay. Na verdade, as pessoas nem perguntam, elas afirmam: "Você é gay, né?". Eu digo que não e até brinco. 

- E como é ser confundido com gay? 

Normal, não é ofensivo e não tenho preconceito nenhum. Acho que o fato de a pessoa perguntar vem mais do interesse de ela saber se há alguma oportunidade. Mas nunca fiz nem troca-troca na adolescência, que muita gente faz, pois a minha prima acelerou as experiências com o sexo oposto aos 12 anos. Mas, hoje, até as mulheres perguntam se eu sou gay, aliás, você acha que eu sou gay?

- Eu não acho nada [risos], sempre confio nas minhas fontes. Aliás, existe diferença de como as mulheres e os gays recebem as suas performances?

É totalmente oposto. O público gay - e olha que acho que muitas pessoas não vão acreditar - te respeita mais. Ele vai saber identificar no seu olhar até aonde você pode ir, mas a mulher não. Ela quer te arranhar, quer te machucar, ela quer mostrar alguma coisa para você para ver que ela está ali, que ela veio te ver... Mas, assim, eu sei entrar no público hétero e no público gay, sei que a mulher tem um jeito de agir e o homem tem outro. Eu respeito as duas partes, mas sinceramente o homem gay respeita muito mais...

-  Qual é a parte do seu corpo que mais elogiam?

Particularmente, gosto muito dos meus dentes e acho que eles são a minha marca. As pessoas geralmente elogiam o rosto, falam que meus olhos são bonitos. A mulher geralmente elogia o rosto e os gays elogiam as pernas...
Bruno encarna Christian Grey

- Agora, você ganhou um plus interpretando o Christian Grey, dos Cinquenta Tons de Cinza. Como surgiu a ideia desse personagem? 

Uma menina que eu nunca vi na vida falou que eu poderia passar por uma seleção do Clube das Mulheres para interpretar esse personagem. Conversei com o Foca [dono do Clube] e ele falou que eu poderia por um teste com outros sete meninos e eu passei. 

A repercussão está grande, principalmente pelo sucesso do livro e pelo fetiche que as pessoas, principalmente as mulheres, tem em torno dele, que é um cara sadomasoquista, milionário, dá presentes e sabe fazer sexo muito bem. Já li os três livros e fui vendo o que daria para montar: chicote, algema, mordaça, venda, óleo, vela... Faço para as mulheres, mas também já fiz para os gays. 

- Você está namorando? O que a sua namorada pensa sobre o seu trabalho?

Sim, namoro e ela não tem nada contra o meu trabalho. Ela tem ciumes, como qualquer pessoa, mas ou ela me aceita dessa forma ou ela me aceita dessa forma. Para não cultivar o sentimento de ciúmes, procuro dizer para todos os lugares que eu vou: "Ah, tô na Chilli Pepper, tô em tal casa gay". As pessoas ainda tem o pensamento de que o strip é um ato proibido, pornográfico, mas no dicionário está escrito que ele é o ato de seduzir através da dança. Nós todos nascemos pelados e sou um stripper assumido. 

- Sexo em um relacionamento é fundamental? 

Sexo é 50% e amor é 50%. As coisas tem que ser encaixar. Ninguém consegue viver só com o amor ou só com o sexo. Com o tempo, o sexo vai melhorando. A quantidade dimini, mas o prazer aumenta. Entra outras coisas, como a cumplicidade, a confiança e outros elementos que deixam a relação mais gostosa. 

- Tem algo parecido com o Christian Grey?

Gosto de dominar...

- Como você se vê daqui a 20 anos? 

 [risos]. Eu gostaria de me ver milionário, andando de iate... Mas a realidade é outra e eu me empenho e me esforço ao máximo para ter uma vida confortável. Sei que a carreira de stripper, dançarino, gogo, tem um prazo de validade. Embora eu conheça gogos de 37 anos que estão ótimos de corpo e aparência, eu penso em algo maior, penso em fazer algo em televisão, penso em fazer algo a vida inteira. 

- Qual é o seu sonho? 

Infelizmente, é o lado financeiro. É ter a minha moradia, um carro bom e um salário mensalmente para me manter. Eu quero ter uma vida pacata, calma, trabalhar. Agora, quando falamos de carreira, o sonho é gigantesco: penso em novela das 21h. Quero ser conhecido mundialmente e me dedico no trabalho para isso acontecer. Não vou deixar por medo de não dar certo, vou tentar até onde conseguir.
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"Nós todos nascemos pelados e eu sou um stripper assumido"




About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

15 comentários:

Anônimo disse...

Essas fotos me deixarma com T! VOu procurar a G para terminar o trabalho!

Anônimo disse...

que budinha gostosaaaaaaaa pena que n eh gay!!!

Anônimo disse...

Não é GAY?!?!?!?!?!?!?!? Atá!

Anônimo disse...

Desculpe dizer, mas já fiquei com ele e é tudo isso que vocês estão vendo. Além de educado e cheiroso! Saudades!

Anônimo disse...

VC EH UM LINDO E SE FAZER UMA RINOSPLASTIA NO NARIZ VAI FICAR MAIS LINDO EH O Q TA FALTANDO EPNSA NISSO TUDO BEM BRUNO

Anônimo disse...

E la em casa!!!!!!!

Anônimo disse...

Ele disse que não é gay....kkkkkkk é uma piada....kkkkk

Anônimo disse...

Se ele não for gay...kkkkkk, acabei de virar hetero....

Anônimo disse...

Lindo e mto bom de cama... e não é gay, posso afirmar!!

Anônimo disse...

bonito moreno , mais ele disse que não é gay? putzz ta na cara dele e no jeito também´que é gay , maior cara de passivo ainda por cima , não sei pq mentir se já ta na cara que é! deixa de ser bobo bruno

Anônimo disse...

eu conheço ja tivemos um caso em segredo logico ele e bi mas e so ativo

Arthur Henrique disse...

Nossa admiro muito o trabalho dele, quero q tudo de bom venha acontecer em sua vinda, essa ftos e o vídeo Chili Pepper, são demais parabéns você merece todo sucesso.

Anônimo disse...

Só sei que ele é muito gato e sabe como seduzir qualquer um. Ele está de parabéns

Doracy Junior disse...

Eu sempre ADMIREI VC no programa da Eliana. Depois dessa entrevista tu ganhaste um FÃ PRA SEMPRE. K ADMIRA O LADO LINDO HUMANO K DEMONSTRASTE NESTA ENTREVISTA. TU TENS UM PRESENTE MUITO BOM E UM FUTURO EXYRAORDINÁRIO. VOU TORCER POR TEU SUCESSO E TUA FELUCIDADE SEMPRE. NÃO ESQUECE DE CUIDAR TB DO TEU LADO ESPIRITUAL POIS KD VEZ K CRESCES AUMENTA SOBRE TI A INVEJA E MUITAS VZS SÃO PESSOAS PRÓXIMAS A TI. MEU E-MAIL:KUANDO VIRES AO MARANHÃO, ME AVISA K KERO PRESTIGIAR TEU SHOW. SUCESSO BRUNO CAMARGO. FICO FELIZ POR VER UM JOVEM TÃO LINDO COM UM INTERIOR MAIS BELO AINDA. SE CUIDA. ÉS MUITO ESPECIAL.

Deda Pimenta disse...

Lindo! Gay ou não nem me importo! Tenho profunda admiração pelo "bombeiro da Eliana". Hoje, 15 de novembro de 2015 não o vi na TV. Resolvi procurar por ele "nu". Ái que lindo! Sucessos!!!
https://www.facebook.com/abdu.salen

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