Entrevista

'Ser transexual é apenas outra maneira de ser mulher', diz atriz e diretora teatral Leonarda Glück

"Somente ajeitei o meu corpo para que ele ficasse mais próximo do que eu dentro da cabeça, da alma e coração"

Por Neto Lucon

 Leonarda Glück  é a personificação da arte. Obra prima dodecafônica. Ecos de cores quentes e frias – nunca mornas. Uma mulher transgressora, apaixonante e apaixonada da pela vida e pela morte, em seus ruídos, gozos e mistérios. Sobretudo uma atriz, dramaturga e diretora “xereca para toda obra”, cuja latente inquietude a faz explorar os mais submersos sentimentos e se jogar nas possibilidades mais inesperadas – inclusive no amor, na arte e na batalha com o próprio corpo.

Nasceu em Curitiba, Paraná, e desde que colocou os pés no palco pela primeira vez, aos 14 anos, não conseguiu mais separar a arte da vida pessoal. Explora várias linguagens, como teatro, dança, literatura, música, artes visuais e cibernéticas, e já foi premiada diversas vezes. Recentemente, encenou As Tetas de Tirésias – Vamos esbofetear Ulisses, Valsa N° 6 , de Nelson Rodrigues, CDzinha DVDzinha – Diário Inflamado de uma Transex Suburbana.

Além do talento desconcertante, não há quem não fale de sua imagem: vibrante, doce, charmosa e la garçonne. Faz inevitavelmente visitar Clara Bow [1905-1965], Candy Darlyn [1944-1974], Marie Bell [1900-1985] ou qualquer personagem mítico de Almodóvar, que certamente a amaria. Aliás, o conjunto de sua persona e personagens é a maneira que encontrou para dizer ao mundo a que veio, se aventurar e emocionar. Com muito glamour e pitadas de pornographie, s'il vous plaît

Em entrevista exclusiva ao NLucon, a artista fala sobre a carreira, referências, construções, brigas, Fernanda Montenegro e Rogéria. E claro, sobre transexualidade. “Ser uma mulher transexual é apenas outra maneira de ser mulher”. Confira:

NLUCON- No teatro, é possível flexibilizar as possibilidades, criar, ousar e promover rica poesia em torno daquilo que a sociedade condena. A sua paixão pelo teatro está atrelada a essas novas possibilidades? 

O teatro é a minha paixão mor, minha mola propulsora, meu fio condutor, minha força motriz, minha vida. A arte é o meu meio de sublimar a realidade fastidiosa e as dores mundanas, aperfeiçoá-las, torná-las poéticas, diminuí-las e às vezes até piorá-las. As possibilidades que estar metida com artes me traz são de vislumbrar, sonhar com um mundo melhor, alimentar as utopias de proporcionar reflexão a quem interessar possa. 

É sempre um movimento de amor e sensibilidade extremado em direção ao outro - isso que você chama de “sociedade” e que para mim soa como uma entidade rarefeita vagando penada sobre as nossas cabeças: se consigo tocá-lo com minha arte, ganho a luz no fim do túnel, se fracasso em tocá-lo, ao menos a mim mesma eu me toco, sou tocada caminhando nesse mesmo túnel, só que tateando no escuro.

- Quando foi a primeira vez que subiu ao palco?

Foi no Auditório Bento Mossurunga, no Colégio Estadual do Paraná, o maior e mais antigo colégio público do estado, encenando uma peça amadora de qualidade duvidosa, quando fazia o extinto curso profissionalizante de ator daquela instituição. Daí em diante percebi que  era aquele o tipo de emoção que colocava o meu corpo em êxtase , que fazia meu sangue correr mais quente e mais vermelho do que nunca, que punha meus músculos em deleite terreno. Obviamente que nunca mais larguei o vício. Só a qualidade duvidosa eu deixei para trás.

- [Risos] Quais foram as atrizes ou atores que te inspiraram?

Fernanda Montenegro é rainha, top de linha, topo da lista. A resposta é clichê mas vem do coração álmico. Essa mulher tem as entranhas para fora, penduradas na cara. Uma atriz inspiradora assim jamais deixa de ser referência. Já os atores são todos bastante esforçadinhos e coisa e tal, mas nenhum alcança a potência da mulher.

Leonarda em "Burlescas": Confundir atriz com puta não é de hoje. Mas burlo, dou risada na cara"

- Você estuda teatro desde os 14 anos. É verdade que já brigou com muitos professores e diretores? Qual era o motivo dos seus questionamentos? 

Tenho 17 anos de carreira muito bem distribuídos dentro de um corpinho de 15! E sim, já briguei com Deus e o mundo pelas coisas em que acredito, por coisas pelas quais até hoje eu luto. Meus questionamentos acerca do mundo da arte e do mundo da vida me trouxeram até onde estou hoje, aqui e agora, dessa Curitiba linda e louca — a minha terra natal — para as metrópoles do mundo! Eu faço tudo o que me mandarem: basta que me expliquem os motivos com pormenores de alma e conteúdo, de necessidade e inteligência. Não sendo assim, o salto do meu sapato irá furar o chão  onde piso, fatalmente. 

- Ser ator ou atriz significa ser necessariamente transgressor ou existe muito artista careta? 

Ser artista não significa necessariamente ser transgressor, só o são aqueles que realmente percebem o mundo de forma arguta, perspicaz, aqueles para quem o mundo como ele é não basta, não é suficiente, não serve e precisa ser reconstruído. Sobre os caretas, bem, o leite mau vai na cara deles.

- Você já disse que não separa a vida pessoal da arte. De qual maneira o teatro ajudou no seu autoconhecimento? Tem alguma peça, personagem ou trabalho que tenha marcado profundamente esse processo? 

Fazer teatro, arte, foi a maneira que encontrei de dar vazão a coisas minhas que não poderiam sair por outro lado. Foi o modo que encontrei de dizer ao mundo a que vim, para que sirvo, sou, faço, existo e aconteço.  É quase uma salvaguarda, um salvo-conduto para que eu me manifeste livremente sem precisar me aliar a partidos políticos , grupos corruptos, gente nefasta ou qualquer tipo outro de imundície humana. 

Recentemente, fiz dois espetáculos profundamente perpassados por amor em estado brutíssimo, um chamado “Valsa Nº 6”, baseado na obra do polêmico dramaturgo Nelson Rodrigues, que estreou no Rio de Janeiro e já passou pelo país todo e outro, mais recente ainda, chamado “As Tetas de Tirésias – Vamos esbofetear Ulisses”, uma transposição literária sobre a curiosa obra surrealista do escritor francês Guillaume Apollinaire, que estreou em Curitiba e no ano que vem segue pelo país.

- O que provocaram esses espetáculos em você? 

Estes dois espetáculos, em sequência, me fizeram ver, uma vez mais, que a vida real não acontece somente onde nós imaginamos, que ela vaza para o teatro, para a arte e vice-versa, que eu já não me separo daquilo que digo e faço em cena ou fora dela, que eu sou eu mesma e muitas outras numa só, que sou uma só dentro de várias, que eu posso me conhecer intimamente em cena aberta e que muitas vezes eu não me reconheço fora dela, andando sozinha pelas ruas, respirando o ar cinzento da urbe. 

Eu sou como a Blanche DuBois, personagem mítica que eu amo cheia de furores uterinos do dramaturgo estadunidense Tennessee Williams, que diz assim no texto de “Um Bonde chamado Desejo”: “Eu não quero realismo. Eu quero magia! Eu não digo a verdade. Eu digo o que deveria ser verdade”. Um dia ainda faço essa peça. 

- Agora, o contrário, de qual maneira a sua vida repercute em sua obra? Já escreveu trabalhos ou emprestou dados de sua vida para alguma peça? 

A questão é a mesma, no entanto. Como eu também escrevo para teatro há já muito tempo, eu escorro a mim mesma  - e, claro, a muitos outros também - para o papel diversas vezes,  ao doido ponto de já não conseguir distinguir o que é meu e o que não é : eu devo falar de mim, eu quem, de quem se fala quando se fala de mim. E ao mesmo tempo só a antropofagia nos une, já dizia o Oswald. “Só me interessa o que não é meu”. Estou sendo muito obtusa e delirante nessa resposta? Se estiver sendo, tanto melhor, pois fomos exitosos! É a vida repercutindo, retumbante, bradando e fazendo conosco a dança da cadeira. 

Na peça Valsa N 6 [foto: Layo Bulhão]. "O que torna o artista mais completo é o que ele tem no meio da cabeça"
Peça Valsa N 6 [foto: Leco de Souza] / "Tenho paúra n'alma de ver atores homens interpretando transgêneros"

- Além disso, em algum momento, ser uma mulher transexual te torna uma artista mais completa? É mera coincidência termos três atrizes que são transexuais no Paraná? 

Ser uma mulher transexual é apenas outra maneira de ser mulher. E isso não torna ninguém melhor ou pior, a única diferenciação é a questão da mudança, da mutabilidade, do poder de reinvenção fulltime. O que torna um artista mais completo é o que ele carrega dentro da cabeça, e não no meio das pernas, simples assim. Agora, quanto às atrizes transexuais do Paraná eu acredito que seja possível existirem mais, menos faladas ou comentadas, só isso. Nada é coincidência pura nesse mundo, tudo é conjunção galáctica, com um bulbo central que contém bilhões de estrelas.

- Uma curiosidade: Rogéria foi ou é um exemplo para você? 

A Rogéria é uma criaturinha incrível, vedete talentosa, pioneira e realmente muito boa no que sempre fez. Ela é um exemplo de superação em vários níveis, não somente para mim. Além disso, devo confessar que sempre caio na gargalhada quando a ouço falar do Astolfo Barroso Pinto estufando o peito fêmeo.  

- Depois de provar que era capaz de representar mulheres poderosas, uma professora disse que você deveria assumir um papel masculino em O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues. Como foi essa experiência, tendo em vista que você fez, mas ao mesmo tempo lembrou que esse pedido não foi feito para nenhuma colega cisgênero? 

Ah, foi um saquinho. Um pé no saquinho. Eu fui, fiz, tirei minha boa notinha, passei de ano e depois não repeti mais a experiência. O Nelson eu fiz mais tarde, como já dito, anos depois, mas aí eu já estava toda linda e menininha. Essa professora, minha amiga até hoje, resolveu mais tarde fazer pós-graduação sobre os estudos de gênero. Preciso dizer mais?!? Estudos de gênero também podem ser bastante generosos com as pessoas! 

Valsa N 6: "Almodóvar iria me amar de joelhos"
"O Brasil dá meio passinho para frente e outros dez, largos e galopantes para o fundo do buraco"

- Qual é o tipo de personagem que você gosta de dar vida? 

Mulher. Apaixonada. Apaixonante. Visceral. Poderosa. Meditabunda. Histérica. Amorosa. Fogosa. Gozosa. Esperta. Drama Queen. Vedete. Atriz. Louca. Desvairada. Doidivanas. Diva!

- Qual foi o seu grande momento de glória e que reflete a realização de sua carreira? 

Olha, ter o meu trabalho árduo, o meu talento e a minha competência reconhecidos pelas pessoas que eu amo e admiro e que me rodeiam é a minha glória maior. Agora só me falta-me o dinheiro, que o glamour eu já tenho!

- Ser atriz assim como ser mulher transexual carrega vários estigmas históricos, como se fossem sinônimos de prostituição ou marginalidade. Você, que já teve várias personagem burlescas e que é ousada em sua performance, já teve que se livrar destes estigmas? 

Confundir atriz com puta não é coisa de hoje. Até carteiras de trabalho já foram feitas para as duas profissões com o mesmo papel, e imagino que na época não era para economizar as árvores do mundo, ecológica e comprometidamente falando.  Quando alguma confusão do gênero ocorre comigo, eu finjo que não vejo, não ouço, dou risada na cara, burlo. Não é isso o que se espera de uma artista burlesca? 

- O que te ofende? Chamá-la de atriz transexual - de uma forma que a palavra transexual sempre esteja ligada à de atriz -, por exemplo, provoca desconforto? 

São nomenclaturas, formalidades. Eu gosto é de aventura! Tenho o desconforto, sim, mas infelizmente não posso educar um país de dimensões continentais sozinha. Falo desse país porque é o meu.

- Você se considera uma pessoa inquieta? Partir para ser, além de atriz, diretora, cantora, tradutora, sonoplasta, maquiadora, dramaturga faz parte dessa inquietação? 

Sou inquieta, sim. Multitudinária, polifônica, dodecafônica, intensa, louca pelo que faço e louca justamente porque o faço e metida a besta em tudo o que faço. De resto, sou xereca para toda obra!

Word e El Gran Cabaret Porno  [Leco de Souza]
Em CDzinha e DVDzinha / "Eu adoro o universo masculino, eu adoro os homens"

- Aliás, se considera melhor diretora ou atriz? É fácil te dirigir? 

Sou muito suspeita para falar de mim mesma nesses termos, mas acredito que, estando acompanhada de equipes artísticas inteligentes e comprometidas com a seriedade do nosso trabalho, eu funciono belamente, tanto como atriz quanto como diretora. Agora se sou “fácil” de dirigir você tem que perguntar para aqueles que já tiveram esse prazer na vida.

- Gosta de novela... ? Assiste, se vê fazendo, o que pensa sobre? 

Atualmente, gosto mesmo é da internet e dos dispositivos móveis, ágeis, que eu mesma posso controlar - sim, eu sou um pouco controladora mesmo, eu assumo - mas já vi muita novela nessa vida (algumas das mais antigas eram geniais, inclusive) e já tive muita vontade de estrelar alguma em algum papel que não fosse caricato ou mesmo desumanizado com relação à minha identidade de gênero  -  tenho paúra n’alma de ver atores homens interpretando indivíduos transgêneros na tevê , e também por uma questão financeira, e também para poder levar mais gentes ao meu teatro, mas infelizmente nunca me chamaram. Admiro o Silvio de Abreu, o Manoel Carlos, o João Emanuel Carneiro (“A Favorita” rules!), e por aí vai...

E cinema?

Cinema eu gosto muito, sou doida pelo Almodóvar (que iria me amar de joelhos se um dia tivesse a alegria desconcertante de me conhecer), “A Pele que Habito” me botou caída no chão da sala de cinema, adoro o Tarantino, o Kubrick, o Polanski, o Scorsese, o Jodorowsky, o Ang Lee, o Saura, o Buñuel, o Clint Eastwood (ah, “As Pontes de Madison”!), o Blake Edwards, o Bob Fosse, o Welles, o Ed Wood, o Truffaut, o Godard, o Besson (amo “O Quinto Elemento”), o Reichenbach, o Sganzerla, a Tizuka Yamazaki não, de modo algum!, o Glauber, o Ozualdo Candeias, esses medalhões todos, é uma lista quase infinita... só tenho um pouco de nojinho mesmo é do Lars von Trier que, em minha humilde opinião, como diretor de cinema é um ótimo vendedor de coxinhas com catupiry.  

- Pesquisei e li que você só se firmou como uma mulher transexual aos 20 anos. Poderia contar como foi esse processo e porque demorou esse tempo para se “assumir”?

Foi mais tarde do que isso, aos 24 anos. Primeiro eu terminei a faculdade, porque eu não daria conta das duas coisas simultaneamente e iria enlouquecer completamente para fora da casinha. Para algumas pessoas isso leva mais tempo do que para outras, e eu não sei explicar os fatores precisos que levam as pessoas a essas jornadas pessoais. O que eu sei é que só fui descobrir cognoscivelmente o que era a tal da transexualidade com essa idade, e aí tudo se encaixou dentro duma nomenclatura que eu considerei que se aproximava mais da minha experiência intrínseca, mental, emocional e física do que qualquer outra.



- Da sua experiência, acha que o universo masculino é muito chato? E por que escolheu o nome Leonarda?

Eu adoro o universo masculino, eu amo os homens, e acho o pinto [neles] uma coisinha linda demais da conta, além de prazerosa. Meu visual era esportivo, unissex, nem pra lá nem pra cá, tênis, moletons e essas coisas, sem muitas demarcações de gênero, digamos assim.  Mas eu já passava um batonzinho escondido e ia de sutiã para a escola, achando que estava arrasando, a pobre! Quanto ao meu nome, é esse mesmo, de nascença, à exceção de uma pequena letra de forma arredondada no final, que eu botei uma perninha feminina nela, para que ela pudesse dançar melhor, só isso.

- “Um corpo é apenas um corpo. Meu corpo é a minha obra prima”, são frases de um texto seu. Como você lidou e lida com o seu corpo, em se tratando de cirurgias, criações, adaptações, toques e exposição no palco? 

O que pode um corpo? O meu corpo é a minha maior obra prima, de verdade, e o meu maior campo de batalha também. É dele que sai tudo o que faço, falo, calo, digo e desdigo. É nele que eu moro, danço, canto, brinco, sinto, gozo, é o meu salão nobre de festas, que eu reformo à medida em que as paredes estão descascando e a pintura vai ficando gasta. Eu somente o ajeitei para que ele ficasse o mais próximo possível do que eu sou dentro da minha cabeça, da minha alma e do meu coração e, olha, acho que fui bem sucedida na reforma, hein!  

- Pedi para a Laysa Machado, que estrelou um curta ao seu lado, fazer uma perguntinha para você. “Gostaria de saber se a Léo é engajada na militância LGBT e o que ela acha a respeito da visibilidade e espaço dada aos artistas LGBTs? O Brasil avançou ou ainda falta o que fazer?”. 

Olha, Laysa, o Brasil dá um meio passinho para frente e outros dez, largos e galopantes, para o fundo do buraco. Eu me considero engajada na medida em que defendo a liberdade incondicional a todo custo para todos, LGBTs ou não. Essa é minha luta e a nossa visibilidade (a minha e a tua) está aí para comprovar o que os ouvidos moucos da “sociedade” insistem em não ouvir. O espaço para LGBTs no Brasil, em geral, ainda é bastante reduzido e ainda há muito a ser feito, sem dúvida.  A minha militância, no entanto, é mais artística e interpessoal do que feita de asseclas e sectarismos . Tamo junta, amiga!

- Em sua página, você escreve sobre sexo, violência, sexo, poder, amor. O seu mundo gira em torno de quê? Você gosta desse universo realista e aparentemente rodrigueano?

Esses são temas recorrentes para mim e para todo o meu trabalho. Nasce-se com dor e com dor se morre. Eu não diria que esse é um universo rodrigueano, porque quando o Nelson nasceu — com dor — a dor já existia e ia alta. O meu mundo gira em torno do amor: é o amor, é o amor que faz o mundo girar.

- Você namora? É romântica? O que te faz chorar? 

Eu namoro, eu sou romântica (da última geração), eu choro até em inauguração de supermercado.

- O que você está lendo atualmente?

“A Gorda do Tiki Bar”, do Dalton Trevisan, colega vampiro de Curitiba. Eu adoro literatura de bandalheira, sou louca por uma pornografia literária, eu amo a Hilda Hilst e “O Caderno Rosa de Lori Lamby” dela. Eu sou, em suma, uma pornógrafa emocional!

- Qual é o título de uma matéria que você sonha envolvendo o seu nome? 

“Ganhadora sozinha da Mega-Sena acumulada é de Curitiba”

- [Risos] Aonde você quer chegar, Leo, qual é o seu maior sonho?

Eu quero ser feliz, Neto. Eu quero ser amada, como todo o mundo. Eu quero poder, um dia, olhar para trás e dizer que tudo o que eu fiz na vida VALEU A PENA.

- Com certeza, vale e valerá! 

Na Marcha das Vadias em 2013
 CONFIRA ALGUNS TRABALHOS DE LEO 



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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