Pride

Patricia Araújo vai desfilar pela Mocidade como uma lenda de Fernando de Noronha

Ela representará a lenda de Alamoa, que seduzia os homens / foto: Rafael Moraes (Extra)

Depois de uma temporada em Londres, a travesti Patricia Araújo volta ao Brasil e aceitou desfilar no carnaval do Rio de Janeiro. A musa, que esteve na novela Salve Jorge, da TV Globo, revela ao NLucon que foi convidada para desfilar pela Mocidade Independente de Padre Miguel, aceitou e já se prepara para exibir o belo corpo na avenida.

“Estou em uma fase de paz e amor, e havia perdido um pouco a alegria pelo carnaval por conta dessa loucura de todo mundo querer aparecer. Mas fui convidada por amigos de antigos carnavais e, quando soube da fantasia, me animei”, conta ela, que diz que estará só com espartilho.

Em entrevista ao jornal Extra, o carnavalesco Paulo Menezes adiantou que a fantasia em questão trata-se da lenda da Alamoa, típica de Fernando de Noronha, arquipélago no estado de Pernambuco, que é homenageado pela agremiação.  A lenda conta a história de uma mulher que se apresentava com um corpo escultural e que deixava os homens loucos.“A Alamoa é como a Patricia na vida real”, comentou.

Vale lembrar que em 2013, Patricia desfilou como musa da Portela. E que no carnaval de 2007 recebeu elogio de ninguém menos que William Bonner. “Eu estava entre várias mulheres [cis] da Caprichosos de Pilares e eles falaram: ‘Bem sois vós entre as mulheres’. Depois, passou o aviãozinho da Globo e o William, que não sabia que sou travesti, falou que eu era uma das mais belas mulheres do Brasil. Foi um momento de glória”, comemora.

A matéria do jornal ressaltou a presença de Patricia como a pioneira a desfilar no Fashion Rio, em 2009.

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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