Canto Nerd

Será que jogos eletrônicos influenciam a violência?

Parasite Eve, jogo com linda história e combustão humana espontânea

Por Lirous K'yo Fonseca
Arte: Jackson Adriano


Desde muito tempo se escuta que os jogos eletrônicos são responsáveis pelo comportamento violento das pessoas. Mas raramente paramos para pensar o motivo de essa mídia receber a maior parcela da culpa, sendo que existem muitas outras à disposição.

O videogame desde sempre foi alvo de pessoas que acreditam que os jogos violentos são capazes de traçar uma evolução violenta, sem avaliar o contexto histórico de indivíduos que agem de forma violenta. Afirmar isso é descartar outras influências como a da televisão, do cinema e dos livros. É claro que não posso deixar de mencionar que a mídia mais motivadora de mortes no mundo todo ainda é o livro, em especial os com conteúdos religiosos.


+ Uma infância marcada pelos videogames e a diversidade 

Pra quem desconhece, todos os jogos contem uma classificação atrás ou em frente da embalagem, e nesta classificação que pode ser vista nos trailers do youtube indica a indicação de censura, os temas abordados e a faixa etária. Ignorar isso quando compra um jogo para o seu filho, amigo ou parente é irresponsabilidade sua e comprar tendo ciência do que o jogo oferece também é por sua conta em risco.

Eu, desde sempre joguei jogos extremamente violentos, como o Mortal Kombat, do Arcade, e o Halloween, do Atari. Entre vários jogos que trouxeram a temática de terror, o Hunted House [do Atari] foi o primeiro survival horror da história - confira o vídeo abaixo. E em nenhum momento, sofri a influência dessa modalidade de jogos para me tornar uma pessoa violenta, ao contrário, sou totalmente contra essa firmação. 



É claro que cada indivíduo possui um ponto de tolerância maior ou menor a derrotas, mas isso não significa culpabilizar o instrumento que causa essa irritabilidade, deve ser feito um tratamento de consciência da pessoa para que ela aprenda a lidar com suas próprias frustrações, e essas formas violenta de resposta será com tudo, não apenas na hora que joga, mas sim, irá se irritar em diversos outros momentos de sua via. 

Acredito que o videogame é um grande aliado nesta parte além de incentivar jovens e adolescentes a vivenciarem grandes livros que são transportados para o videogame. Cito como exemplo o romance baseado na novela Parasite Eve, lançado no Playstation One. Parasite Eve foi um campeão de vendas que aborda uma linda história por trás de assuntos bem polêmicos, como a combustão humana espontânea, a famosa SHC (Spontaneous Human Combustion). Acredita que o ser humano é capaz de incendiar o próprio corpo através de um dispositivo ainda não identificado, que manda um sinal para as mitocôndrias que incendeiam o corpo de uma maneira em que ele é reduzido a cinzas “brancas”, ardendo em chamas de dentro para fora.

Hoje em dia,  os jogos eletrônicos trazem uma parcela gigantesca de cultura que só pode ser vivenciado a partir daqueles que vivem nesse universo. Ele carrega consigo uma parcela de culpa das pessoas estarem aderindo a leituras de livros, pois é a partir de um grande jogo que é lançado em livro a sua história. Assim como a parcela de músicas clássicas que são compostas exclusivamente para os jogos e demais estilos que influenciam diretamente a formação musical de um indivíduo e desperta em si a sua musicalidade.


Então, não culpe as mídias pela violência do outro, pois cada um interpreta de uma forma, a solução não é proibir, isso porque já foi comprovado que homens e mulheres que jogam jogos eletrônicos acabam sendo mais forte a dor e aguentam ao lado do videogame medicações que causam fortes dores e acomodações aos pacientes que sofrem de câncer.



O que se deve pensar é em estratégias em que o jogo eletrônico não se torne um vicio, e que esse vicio, não se torne uma dependência como qualquer outro jogo que há e que causa o mesmo efeito não por o jogo ser um jogo, e sim porque há pessoas que não são capazes de controlar os seus próprios excessos.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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