Entrevista

'A hierarquia gay acabou', diz militante transexual Agatha Lima



Agatha Lima, de 42 anos, representa mais uma vitória para a comunidade formada por travestis e transexuais. A militante e empresária é a primeira mulher transexual a assumir a presidência do Conselho de Estado LGBT Paulista.

Inteligente, corajosa, articulada e sem papas na língua, Agatha tem trajetória de muitas lutas, pelejas e embates homéricos. 
O senso por justiça a faz se posicionar com personalidade sobre os temas que envolvem a luta contra o preconceito.

Denúncias entre seus pares ou das armadilhas da militância LGBT são constantes. Mesmo que tudo isso signifique se expor e também ser alvo.


Mas ela continua na luta e não vai sossegar até a transfobia acabar. Agatha ainda é presidente da ONG 
ASGATTAS-RP. E, na vida pessoal, é casada e passa por um processo de adotar uma criança. "Sempre tive espírito materno", diz a militante, em entrevista exclusiva e sincera ao NLUCON. Confira:

- Você é a primeira mulher transexual a assumir a cadeira de presidente do Conselho de Estado LGBT Paulista e disse que foi pega de surpresa. Como se deu a escolha?

Sim, sou a primeira mulher trans - redesignada - a assumir um conselho LGBT. E não é somente do Estado de São Paulo, mas de todos os conselhos do Brasil. Na verdade, eu já era secretária geral - ou seja, vice-presidente - deste conselho. Em reunião, o presidente se afastou para se candidatar no legislativo (Cássio Rodrigo, que concorre ao cargo de deputado estadual) e eu tive que assumir esse cargo tão importante do estado de São Paulo. Quando disse que fui pega de surpresa foi porque não estava presente nesta reunião. Eu estava em um compromisso na assistência social da minha cidade, pois estou em processo de adoção. Quando cheguei em casa, as pessoas me parabenizaram pelo cargo e, juro, me emocionei ao ver tanta gente se sentindo representada por mim. 

- Para ficar claro para as pessoas leigas... O que faz a presidente do Conselho de Estado LGBT?

A presidente recebe e encaminha todas as demandas, todas as denúncias do Conselho. Além disso, tem a responsabilidade de articular com todas as demandas de estado envolvidas. O conselho é um meio de interlocução entre poder público e a sociedade civil para que, juntos, sejam articuladas e formatadas políticas públicas afirmativas para a população LGBT. Ao meu ver, dando ênfase à saúde integral da população LGBT e à segurança pública.

- Apesar da comemoração, muda o fato de ser uma mulher transexual assumindo a cadeira? Pensa que, por ser uma mulher transexual, será mais cobrada? 

Não quero acreditar nisto. Cobranças vão haver, sem dúvida. Como sempre fui uma pessoa que presa pelo coletivo LGBT não encontrarei dificuldades em articular com o governo e a sociedade civil. Acredito que passou da hora de a comunidade LGBT dar espaço para pessoas Ts, afinal todos dizem que somos as mais vulneráveis, estigmatizadas, mas na hora de dar responsabilidade e representatividade para as pessoas T a fala e as ações são outras. Nós sabemos o que é exclusão, carregar o estigma da prostituição... Então, essa realidade da esquina está mudando, estamos nos capacitando e conquistando novos espaços, como o cargo de presidente do Conselho de Estado LGBT, por exemplo. Também tenho que lembrar que o Conselho Municipal de São Paulo tem como presidente uma pessoa travesti, a Janaina Lima.

- O que pode dizer da gestão anterior do Conselho? Quais foram os acertos e erros? 

A gestão anterior foi feita por uma pessoa indicada pelo poder público, o governo. Não tenho nada a reclamar do Cássio. Ele sempre foi muito comprometido com o movimento LGBT. A equipe é boa e fará falta, mas ao mesmo tempo fico feliz em ter a oportunidade de mostrar o outro lado da moeda LGBT e demonstrar que as pessoas T também podem fazer por todos dessa comunidade. Na minha opinião, só faltou uma coisa: dar a César o que é de César. Muitas vezes, eu mesma como representante na mesa da diretoria não tive a chance de decidir, encaminhar e agir. Claro que é porque tudo estava em sintonia com o que pretendíamos, mas bater o martelo pelo coletivo é algo que todos deveriam ter o prazer de bater. Lógico com prudência e sempre por um coletivo.
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- Qual é a pauta que deve estar mais em evidência agora? 

Acredito que a pauta mais cobrada será sobre a da transfobia, que é pouco falada no movimento LGBT. Embora não seja uma palavra pautada como legítima, a “transfobia” deve ser enraizada na mente de todos LGBT, deixando assim a exclusividade da palavra homofobia para contemplar toda a população LGBT.

- Muitas pessoas dizem que travestis e transexuais não são engajadas na luta contra a LGBTfobia. Você concorda? 

Não é verdade. Nós somos engajadas, sim. Mas, na maioria das vezes, as pessoas T não são reconhecidas pelo simples fato de não seguirem um padrão homossexual. Isso é triste, mas é fato. Chegamos ao ponto de nos sentirmos tão excluídas que isso nos deu força para que nos capacitássemos e que chegássemos ao mesmo patamar que os demais que lutam pela causa. Sobre um conhecido representa gay, que diz que devemos aos gays a militância, só tenho uma dizer: a hierarquia gay acabou, é preciso se atualizar, sair do mundinho e vir para a realidade nua e crua que as pessoas T vivem. É claro que sabemos da importância que ele teve e tem para o movimento LGBT, mas daí firmar um monopólio gay eternamente não dá, né? A coisa só vai mudar quando cada seguimento ocupar a mesma porcentagem de direitos e deveres, tais como suas responsabilidade no movimento LGBT.

- Me explica o que significa “não somos reconhecidas por não seguirmos um padrão homossexual” de “qualidade?” O “de qualidade” foi por minha conta. 

"Padrão homossexual" seria os homens gays com aparência não afeminada, aqueles que não confundem a mente dos cis(gêneros). A maioria dos gays odeia se passar ou ser visto como mulherzinhas, menininhas, bonecas, com a feminidade... Na verdade, com esta aparência social “gay” eles são mais aceitos na sociedade (que uma pessoa trans), pois seguem também o padrão heterocisnormativo.

- Em sua opinião, qual é o direito principal que os LGBT devem ir atrás?

A segurança pública, pois pessoas LGBT estão morrendo pelo simples fato de terem nascido LGBT. E não podemos esquecer da saúde integral para essa população, que até hoje falta muito para se contemplar. Essas são as duas secretarias mais acionadas neste conselho, a de Saúde e de Secretaria Pública.

- Uma dúvida: as necessidades de travestis e transexuals, no sentido de pautas para o Conselho, são iguais às de LGB? 

Não. Temos representatividades de todos os seguimento LGBT, mas confesso que mais de 50% das pautas são para pessoas TT. Saúde integral TT é uma das pautas discutidas no Conselho. Isso ocorre porque essa é a população que tem dificuldade enorme até de ter o nome social reconhecido e, olha que temos leis e decretos que obrigam a respeitar, mas quase nada é respeitado...
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- Ágatha, você é uma ativista fervorosa e já bateu de frente com associações e ativistas que se corromperam. Não acha que a militância LGBT perdeu a credibilidade? 

Sou polêmica por natureza e, se tem uma coisa que eu aprendi com a exclusão social, é que temos que suar a camisa para ser alguém na vida. Lógico que sem ferir a integridade humana do outro. Sobre a militância, o foco e a credibilidade não foram perdidos totalmente graças a muitos antigos e novos militantes comprometidos de fato com as causas. Vivemos hoje com meios de comunicação avançados em que qualquer um de nós pode fazer denúncias. Isso fez com que alguns oportunistas pensassem duas vezes antes de agir. Se tem algo que me incomoda muito é de sermos lesados pelos nossos pares. Estamos de sentinela antenada sempre.

- Como ficará os seus nervos e o seu diálogo com essas pessoas a partir de agora? O fato de você ser presidente do conselho muda um pouco os seus ânimos ou você continuará sendo a mesma Agatha que conhecemos? 

Afff, ter que mudar a minha maneira de ser me incomoda muito, mas para o bem comum vou pedir uma receita de rivotril para a minha médica (risos). Brincadeira! Todos mudamos e também amadurecemos. Há algum tempo, noto que estou mudando, pois percebi que conseguimos chegar mais longe dialogando ao invés de atacar. Em poucas palavras, a EDUCAÇÃO social – escreve “educação” em caixa alta – é algo fundamental para o movimento LGBT. Mas não posso enterrar por completo o meu caráter, né? Uma surtadinha às vezes também é necessário (risos).

- O que achou, por exemplo, do carro das trans ter “quebrado” durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, sendo que o tema fala justamente sobre a Lei João Nery, de identidade de gênero? Você foi toda de laranja por alguma referência específica? 

Ir de laranja foi mais uma provocação minha, claro. Temos o direito de indicarmos aos financiadores quem irá nos representar. E isso há anos não acontece na Parada de São Paulo. Sobre o tema, tivemos que exigir para ele ser dado. E foi dado somente uma asa. Já sobre o trio, o lacre do chassi estava adulterado e há uma investigação em relação a isso. Vimos notas da Associação da Parada acusando a CADs e vice-versa, mas lembraremos que a CADS é a ponte do recurso econômico e a Associação da Parada executa. Agora, nos resta aguardar investigações e prefiro neste momento aguardar para depois cobrar esse impasse que prejudicou muito a visibilidade T nesta Parada. Só digo uma coisa: estamos acompanhando a quatro olhos e quem errou vai pagar.

- Em sua opinião, a Parada perdeu o sentido ou ainda é uma manifestação política necessária? 

A Parada é a tradução cultural LGBT e não podemos negar. Por outro lado, virou sim um grande comércio que também tem o seu lado positivo e negativo. Exemplo: são milhões de reais nos cofres do município de São Paulo – turismo, alimentação, hotéis. Por outro lado, acho que deveria ser investido mais em palestras e capacitações sobre o tema...
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- Como você avalia as pautas de serviços e projetos públicos para a população trans? Ainda é o caos ou estamos no caminho? 

Você tocou numa ferida, né? As pautas e os projetos ainda são muito precários, muito se fala em fazer e pouco se faz. Penso que essas ações deveriam estar nas mãos de quem vivência a travestilidade e a transexualidade, e não de quem apenas acha o que se trata. Apesar disso, o caminho parece que está tomando o rumo, pois cada dia temos pessoas TT se empoderando do seguimento e isso é muito bom.

- O projeto de Lei João Nery é o foco do grupo? 

Acho válido, sim, pois tudo que podemos fazer para acabar com o preconceito e a segregação é válido. Ainda tenho algumas preocupações ainda não muito claras com a lei.

- Quais dúvidas? 

A lei é por reconhecimento de identidade de gênero, certo? O que me preocupa é se isso vai ser para pessoas travestis e pessoas transexuais ou se isso vai funcionar também para drags. Afinal, a meu ver, ser drag é ser um artista e não ter uma identidade não-normativa.

- Bom, isso me remete ao movimento transgente e transgênero. O que pensa sobre ele? 

LGBT falam sobre quatro grupos vulneráveis, que se uniram pela mesma causa – o combate ao preconceito – e cada um desses segmentos tem as suas necessidades e formas específicas de militar. O movimento de identidade “transgenders” – que é novo no Brasil - é outra forma de ser, viver, agir. Não podemos confundir ser travesti e transexual com o fato de alguém ser por uma hora de um gênero e por outra de outro. Acho que cabe agregar, mas em siglas separadas para que nenhum dos grupos seja prejudicado com os ou as transgentes. Elas têm o direito de militar, mas não podemos deslegitimar o que pessoas travestis e transexuais levaram décadas para construir.

- Agatha, sinto que muitas mulheres transexuais depois que passam pela redesignação sexual (a mudança de sexo) preferem uma vida de anonimato e esquecer o passado. Por que isso não aconteceu com você?

Essa é a pergunta de 1 milhão de reais (risos). É meio complicado a minha história. Acho que pelas infelicidades e maus resultados da minha cirurgia ainda não me defino mulher 99%. Por hora, me defino híbrida. Mas isso de transexuais se operarem e sumirem do mundo LGBT vem do fato de que elas são encaradas como doidas, desequilibradas e por se sentirem excluídas. Ou então é uma escolha de não quererem mais ser apontadas pelo estigma em cima das pessoas travestis e transexuais, que para a sociedade machista e patriarcal é a mesma coisa. Claro que não para todo mundo, mas para a grande maioria.

- Como começou a sua militância?

Sou militante de sangue, de alma. Xoxota ou piu-piu não muda minha a minha cabeça jamais. Vivi a vida toda em um mundo de exclusão e preconceito. Muitas vezes me calei, mas hoje, por meio da militância, coloco para fora todo esse sentimento de justiça que se acumulou em mim. Às vezes me pergunto: porque na minha época não havia pessoas que poderiam fazer algo por mim e hoje muitas pessoas recebem tudo que a militância faz e não dão valor?..
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- Sem contar que, além de militante, você também é dona de um salão de beleza. Como consegue conciliar as duas funções? 

Não é fácil. Vivo com o android na mão o tempo todo. Entre uma cliente e outra, sempre dou uma espiada na rede. Segunda, terça e quarta eu não trabalho no salão. Faço trabalhos na ONG da qual sou presidente – ASGATTAS-RP. Quintas e sexta, faço trabalhos na casa, banco (...) pela manhã. E, a tarde, fico no salão o dia todo. Sábado também fico o dia todo no salão. Já domingo... Não preciso nem dizer, né, pois é todo do maridão. De qualquer forma, quando ama o que se faz, o tempo é o último problema.

- O maridão apoia toda essa “loucura” de militância? Vocês dividem as tarefas entre homem e mulher? 

Com o rebolado doce feminino a gente consegue levar uma relação. Homens heterossexuais precisam pelo menos achar que são dominantes (risos). É claro que, com a dose certa, dividimos as tarefas sempre. Afinal, trabalhar fora é algo que dois fazem.

- Você está em processo de adoção. A maternidade é uma vontade que sempre te acompanhou?
 

Acho que já sou mãe, né? Vejo a minha forma de militar, de querer proteger as pessoas como um extinto materno. Agora, o sonho de ser mãe é algo sem explicação. Sou muito, muito, muito mãe. Criei os meus irmãos, agora sou esposa e mãe do meu maridão, que tem 16 anos a menos que eu.

- A sua história motivou a criação do desenho Malu. Como foi virar HQ? 

Foi um presente incrível. Acho que um dos maiores que ganhei até hoje. Contar a minha história em quadrinhos e ver essas revistas em trabalhos de escola não tem preço. O projeto nasceu do cartunista Cordeiro de Sá, que queria passar a vivência sobre nascer em um corpo errado. Com a Malu conseguimos fazer até crianças de 10 anos entenderem isso. Sem dizer a quantidade de pesquisas e pedidos de palestras pelo Brasil que vieram por esse fato também.

- Ao contrário de "ninguém nasce mulher, torna-se" (de Simone de Beauvoir), muita gente diz que ninguém vira trans, nasce trans. Você concorda?

Concordo plenamente com isso, sim. Eu não escolhi nascer em um corpo que não condizia com a minha alma ou a minha identidade de gênero. Desde criança já era perceptível a minha transexualidade. Lembro de um fato quando tinha seis anos. Fui colocada para tomar banho com quatro primas minhas e elas, que tinham de 5 a 6 anos, riam de mim, dizendo que eu era uma menina diferente. Então eu chorei muito e saí do banho gritando que estava mal, pois tinha algo diferente em mim que não era das minhas primas. Pode isso? Eu era crente que era menina (risos). Foi uma decepção quando mamãe disse que eu era menino e não menina.....
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- E você assumiu a mulher que você é com quantos anos?

Aos 14 eu já saía escondida de casa. Virava a esquina e mudava as roupas – colocava saia, roupas femininas... – isso foi durante dois anos. Até que não aguentei mais e resolvi encarar a coisa como era. Chamei os meus pais e disse como seria a partir daquele momento. Foi quando assumi a minha identidade de gênero. Por incrível que pareça, não tive problemas com papai. Já a mãe a gente sabe como é, né? Elas sempre sabem, mas não querem admitir. Com o tempo ela foi aceitando, né? Aceitou tanto ao ponto de brigar feio com os outros pela minha defesa.

- Agatha, tenho pelo menos mais 20 perguntas aqui, mas receio que esta entrevista vai ficar gigantesca ... Vamos combinar uma segunda parte? 

Claro, é só chamar.

- Mas, para encerrar, o que a gente pode esperar de você a partir de agora?

De mim? Acho que explodir feito kamikaze em praça pública (risos). Ai, adoro brincar (risos). Podem esperar de mim todo o comprometimento quanto militante, independente do segmento. Espero nesta gestão ser muito transparente, coerente. E rezo para não acabar nunca o meu rivotril.

- (risos). Essa é a Agatha!

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

15 comentários:

Carlinhos Andrade GLS disse...

Porque ela não usou 8 mil reais para empregabilidade as Travestis???? usou esse dinheiro em um trio elétrico para dar pinta na cidade dela. #NãoRepresenta

Anônimo disse...

Agatha, é uma militante autentica e que me representa. Não é de ficar com meias palavras e eu confio naquilo que ela diz. Essa entrevista mostrou o que eu imaginava: uma mulher fantástica que por acaso é transexual. Parabéns!

Anônimo disse...

Qual diferenca de transvesti p um homossexual? Num eh a msm coiza?

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

Carlinhos não foi 8 mil amor ,foi 15 mil da prefeitura e 8 mil que as próprias TTs do município de RIBEIRÃO PRETO doaram para esta parada

Enquanto isso os gays invés de reconhecer eles cobram como acabou de fazer .hehehe

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

8 mil foi as próprias TTs que doaram baby? Detalhe a parada de RIBEIRÃO PRETO e LGBT que também contempla os gays que em sua grande maioria do sabem cobrar como acabou de fazer hehe
Venha um dia conhecer nossa realidade tt ok

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

8 mil foi as próprias TTs que doaram baby? Detalhe a parada de RIBEIRÃO PRETO e LGBT que também contempla os gays que em sua grande maioria do sabem cobrar como acabou de fazer hehe
Venha um dia conhecer nossa realidade tt ok

Carlinhos Andrade GLS disse...

Elas doaram sabendo que esse $$$$(dinheiro da sua ong) seria usado para o seu carnaval promocional? Enquanto dando pintas elas continuam sendo mortas e assassinadas por falta de empregabilidade.

Alex Correia disse...

Acompanhei de perto todo o trabalho na organização da parada lgbt Ribeirão Preto, e se não fosse a união da ong pela qual represento como presidente A Ong Greta Lgbt e a ong Asgattas-Rp representada pela Agatha a parada de Ribeirao Preto este ano teria apenas um trio elétrico, todo o dinheiro adicionado nesta parada seja no trio ou decoração foi doado ou do nosso próprio bolso como no caso de minha ong que teve investimento próprio do Presidente ou seja eu. Os 15 mil doado pela prefeitura ajuda porém não é suficiente.

Soraya Elselam disse...

Ela não faz simplesmente nada por nós trans da minha cidade de Ribeirão Preto, somente envolvida em brigas e baixarias.

Soraya Elselam disse...

Ela não faz simplesmente nada por nós trans da minha cidade de Ribeirão Preto, somente envolvida em brigas e baixarias.

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

Quem e vc soraya. Um perfil anonimo no face que estampa somente venda de animais e residente em BH
nítido de perfis fack

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

Faça algo por elas baby

Ou a hierarquia gay não te permite?

alex caetano disse...

agatha lima sim e uma lutadora lgbt guerreira,ajuda toda populaçao lgbt..esta de parabens!!

Carlinhos Andrade GLS disse...

Porque esse $$$$$ não foi invertido para empregabilidade desse grupo frágil que são as travestis? Você rodopeia e se contradiz? 8 mil gasto para carnaval particular? E elas continuam nas esquinas.

E não sou eu que tenho que fazer e sim você que se vende como a representante dessa classe.

Agatha Lima (VIDA TRANS) disse...

De um F5 baby
nem mesmo GLS se usa desde a 1°conferencia lgbt
Saia do PC e venha para o campo se batalha. Onde a vida e bem maia real

Reafirmo a Hierarquia gay ACABOU

Aceite que dói menos.

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