Entrevista

“É impossível ser ex-transexual”, diz Cassius C., que passou pela retransição









Esta entrevista é um convite para falar sobre os nossos próprios preconceitos. Aquelas ideias prévias que temos sobre alguém ou sobre um assunto. Afinal, o que pensamos a priori sobre uma pessoa que após passar anos se reconhecendo como “mulher transexual” retransicionou e, hoje, vive como um “homem”?

Não, não se trata discurso fundamentalista, que define tais pessoas como “ex-travesti” ou “ex-transexual”. Tampouco de alguém que almeja converter outras pessoas trans. Trata-se de uma história brasileira pouco falada com respeito, sinceridade e esclarecimento.  


Cassius C. G., 41, nasceu na Paranaíba e desde a mais tenra idade se identificou com o universo feminino. Foi na Espanha que conseguiu extravasar tal identidade: Laura, uma mulher extremamente sensual. Nos últimos anos, Laura voltou a ser Cassius e... 


Você vai entender as motivações na entrevista a seguir. Em bate-papo exclusivo ao NLucon, Cassius abriu a coração, a sua história e contou detalhes de sua vivência trans. Leia:


- “Você vai entrevistar uma ex-transexual, que desserviço”. Foi isso que escutei de muita gente quando comentei que faria nossa entrevista. Em sua vida, você também sofre com esses apontamentos? 

Ter tido uma vida como a que eu tive implica, de certa forma, que as pessoas questionem. Mais que isso: que especulem ou sintam curiosidade de saber um pouco sobre ela. É óbvio que às vezes as opiniões nem sempre condizem com a minha realidade. São meros pontos de vista e as pessoas têm o direito a isso.  Pouquíssimas vezes trataram a minha situação como uma “troca de roupa”. Mas infelizmente quando isso aconteceu veio da comunidade LGBT.

- Você acredita que a reação negativa se dá pelo discurso de muitos que se dizem ex-travesti na mídia? Sobretudo aqueles que vão a programas evangélicos e dizem que “se libertaram de todo o mal”, viraram “homens e héteros”?

Independente de qualquer coisa, respeito as decisões das pessoas. Bom, esse é um assunto muito delicado e que temos que ter muito tato. Veja bem, é impossível ser ex-transexual, mas não podemos esquecer que essas pessoas muitas vezes sofrem lavagem cerebral pela religião. Outras vezes é na Igreja que elas são acolhidas e viram ali uma forma de sair do inferno de suas escolhas – não em relação à transexualidade, mas ao universo e estigmas em que somos jogados. São pessoas que talvez tenham se transformado para serem visíveis, por dinheiro e também por uma série de elementos que não são e não tem nenhuma relação com transexualidade. Para algumas pessoas, dizer-se ex-travesti é uma maneira de se sustentar de novo. 

- Uma maneira de esclarecer é conhecendo uma história de perto. Você nasceu no Piauí e, embora tenha tido uma educação rígida pelo seu pai, sempre sentiu fascínio pelo universo feminino. Conta um pouco como foi a infância? 

Vim entender bem tarde sobre a minha transexualidade. Na infância, eu apenas sentia, pois desde muito novinho o universo feminino me fascinava: brincadeiras, referências no esporte, personagens de novela, a minha mãe, as minhas amigas.  O fato de eu ter vivido uma total repressão por parte do meu pai me fez crescer com certas percepções das quais tive que ocultar inteligentemente. A isso dou o nome de “infinito particular”. Eu definitivamente não me identificava com meninos e, inclusive, evitava o contato direto com eles. Com as meninas, era diferente, eu podia ser eu. Brincava às escondidas com as maquiagens, roupas e acessórios da mamãe. Era uma criança sensível.




- Quais eram as suas referências? Existiu alguma trans dentro do universo feminino que te encantava? 

A Roberta (Close) e a Thelma (Lipp) me fascinavam. Eram divindades para mim. Mas faltava informação e o meio no qual eu vivia me impedia saber mais sobre elas. Admirava, porém vou confessar, eu não queria ser elas. Queria ser como elas, mas sabe como? 

- Como? Explica... 

Sou de Parnaíba, Piauí, cidadezinha litorânea e era final dos anos 70 e começo dos 80. Ainda não existiam muitas transexuais ou travestis pelas ruas. Mas nunca vou me esquecer quando uma transexual passou em frente da minha casa, Vanusa. Com vestido longo, vermelho, caminhando livremente e com todo o seu humilde esplendor. Era a única transexual do bairro. Agora não me pergunte como eu sei o nome dela (risos). Deve ter sido algum comentário a respeito e eu gravei. Ela me marcou. Depois, eu comecei a me identificar com várias jogadoras de vôlei feminino. Assistia a todos os jogos e até hoje o voleibol é um esporte que adoro. Depois, ainda houve as misses e as personagens de novelas. Tudo na minha vida era “elas”. 

- Nesta fase, as questões de identidade ficaram definitivamente guardadas no seu “infinito particular”?

Meu infinito particular era como a “casa da árvore”, um oásis. Ter informação é muito necessário na formação das pessoas.  Até então eu seguia sem ter como regar a minha semente. Apenas seguia. Tive até algumas namoradinhas por conta do meu pai machista e um pouco violento. Fiz a “linha” durante um tempo. Mas chegaram as paixões platônicas, a libido e a necessidade de “explodir”, seja por qualquer via. Passei de certinho, estudioso e educado para descobrir as fissuras da minha vida. Elas me permitiram ver um mundo muito além daquilo que me foi reprimido. 

- Aos 15 anos, você sofreu um episódio delicado. Tudo bem falar a respeito? 

Tudo. Fui covardemente estuprado aos 15 anos. Era 2 de dezembro de 1988. Apesar da agressão, não tinha a quem contar. Cheguei caminhando com alguns arranhões, lábio inchado... Mas estava vivo.  Para mim e para a minha mãe foi o suficiente para não tocarmos no assunto e seguir em frente. Mas dali para frente eu perdi as rédeas da minha vida. Não pelo estupro em si, mas pela situação de um modo geral. Aí vieram o álcool, as drogas, as companhias...

- Foi tenso? 

Foi. E no auge do problema surgiu a oportunidade de eu ir para a Espanha.
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- Como surgiu essa oportunidade?

Foi por meio de um convite de trabalho temporário. Era um negócio de um amigo da minha família. Em 1991 minha mãe providenciou a minha ida para a Espanha. Cheguei com 17 anos com o intuito de mudar, refletir, trabalhar e voltar ao Brasil. 

- Mas daí você não quis voltar, certo? 

Fiz 18 anos no dia 29 de junho. Imagine: estar longe de casa e dar o primeiro beijo sem culpa, ter o primeiro orgasmo sem se esconder... Brasil? Não, obrigado. 

- E o que você fez na Espanha?

Depois que o trabalho temporário acabou, procurei um meio de subsistir, mas as oportunidades não existiram... Mesmo, de verdade. Procurei ofertas, empregos dos mais variados tipos, mas a busca foi em vão.  E foi aí que caí na prostituição como michê. Mas não foi traumático. Ao contrário. Para mim, que sempre fui reprimido, era um frisson de descobertas, de coisas inéditas, era tudo muito envolvente. 

- Foi durante esse período que você começou a encarar de fato a questão da transexualidade? 

Sim, pois foi nesse ganha-pão que conheci as transexuais. Foi como descobrir as respostas que me faltavam. Era fascinante, era a tão sonhada liberdade da alma. Não hesitei e me lancei em busca de mim mesmo. Foi mágico e orgástico poder curtir, desfrutar da mudança mesmo sabendo que a minha família nunca aceitaria. Fui desabrochando como uma flor, lentamente, fui deixando Laura vir e entrar sem pedir mais licença.

- E como foi a primeira vez que você esteve de Laura? 

A primeira vez que me vi de mulher, me senti a mulher mais linda do mundo. Mas no fundo nem era, pois a peruca era horrível (risos).  Mas a alma, ah, a alma era muito mais bela porque era verdadeira

- O que mudou sendo finalmente Laura? 

Costumo dizer que o Cassius não acabou o segundo grau e que a Laura foi PhD na universidade da vida. Laura é parte de mim. Ela aguentou situações e passou por coisas que o Cassius jamais teria aguentado sozinho. Foi a porta do autodescobrimento, foi guerreira, foi corajosa, foi respeitada e livre. Laura sobreviveu à gloria e ao inferno bravamente. É a minha mais valiosa masterpiece e reforçou os meus alicerces para que hoje eu seja o Cassius que sou.
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- Calma, que você já pulou toda a história (risos). Você acredita que, se não fosse a repressão que sofreu dentro de casa, a Laura teria surgido muito antes?  

Sem dúvida. Uma pessoa transgênero que nasce numa família flexível tende a ter uma vida mais fácil. Mas não condeno de forma alguma a minha família. Eles fizeram o que podiam e o que sabiam fazer por mim. Estudei nos melhores colégios, tive todo o suporte para crescer numa outra dinâmica, mas a vida foi legal para mim e me deu oportunidade de me encontrar comigo de outra forma naquele período. 

- Sei que não é o seu caso, mas muita gente diz que, quando a transição ocorre durante a prostituição, muitas vezes foi motivada para se ganhar mais dinheiro. Afinal, uma travesti faturaria mais que um garoto de programa. Isso procede? 

Como tudo na vida, cada história faz parte de um universo diferente, então não dá para generalizar. Mas de fato  conheço muitos exemplos de pessoas que se transformaram para se prostituir. E, com isso, conseguiram uma fonte de renda. Também conheço rapazes que eram pouco atraentes e que, ao adotarem a identidade feminina, passaram a fazer mais sucesso pela questão estética.

- O que você pensa sobre essa transição? 

O problema disso tudo não são as escolhas e nem essas motivações. São as vidas em longo prazo. Afinal, com o tempo a juventude acaba, o dinheiro diminui, essas pessoas não conseguem sair da prostituição e acabam atoladas na infelicidade. Daí voltam atrás e se revelam “ex-travestis”, o que não é o meu caso.

- Como foi a sua experiência e o que descobriu com os programas? 

Em 1993 fui a Milão na esperança de uma vida melhor. Não foi nada fácil no começo. Os desfiles de beleza da noite eram de um nível altíssimo e eu era humilde. Não estava à altura das companheiras da noite. E na Itália é assim: ou você aprende ou aprende, não há outra opção. Trabalhar nas ruas da Itália foi sobreviver a sua selva que eu não conhecia. Nunca me esqueço de quando me prenderam pela primeira vez – por conta da situação de documentação irregular. Naquele momento, pensei: O que estou fazendo da minha vida? Mas não queria voltar para o Brasil, jamais.

-Laura, se você não se incomodar, gostaria de saber o que significa “sobreviver a uma selva”. É difícil viver a vida de programa, sobretudo fora do Brasil? 

Batalhar nas ruas é como uma roleta russa. Você sai de casa e não sabe se volta. Apanhar de polícia por ser estrangeira e por não viver legalmente é comum.  Quando fui à Paris operar a mama, o médico ficou horrorizado com as marcas nas minhas costas. Eu, na intenção de trabalhar ao máximo, fiquei até tarde na rua e fui espancado por três policiais.
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-Teve lado positivo? 

Sempre tem. Depois que eu tempo passou, a Laura já era um nome. Fui convidada para concursos de miss, aniversários e festas. Estava no grupo das “mais mais” da minha zona.  Aconteceram duas situações pontuais em Milão que me fizeram pensar melhor sobre o que eu queria dali para frente e voltei para a Espanha. Lá trabalhei de “gogo imagem” em alguns eventos e pintou o convite da sala pornô mais famosa da Europa, a Bagdad pornô show, em Barcelona. Trabalhei por dois anos e posso dizer que foram anos inesquecíveis. 

-Nesta época, a sua família sabia que você é transexual? 

Minha mãe já sabia, mas não tinha me visto ainda. Nem por foto. Nesta época, eu já tinha um marido perfeito, os yorkshires mais lindos do mundo, um lar e um bom e rentável trabalho. 

- Não entendi. Se tudo era perfeito, por qual motivo você voltou a ser Cassius?

Como eu disse, tudo era perfeito... Só que não. Meu exame de HIV deu positivo em 1996. Meu companheiro não pegou. E eu comecei uma autodestruição que perdurou por sete anos.  Eu, com 23 anos e um marido perfeito não foram suficientes para evitar a minha pior catástrofe. Vieram as drogas: Cocaína, LSD, ecstasy, keta, hasta e, em 2000, caí na heroína. Nunca aceitei que havia me infectado e me distanciei de tudo e de todos.

- Que barra. Como foi quando você descobriu que tem o vírus? O que pensava?

Só pensava: Por que eu? A gente nunca acha que vai acontecer com a gente, né? E é como perder o chão. A sensação foi exatamente essa, perder o chão. Era 8h30 da manhã quando o meu médico me telefonou. Passou um filme na minha cabeça e eu desmoronei. Era como se tudo aquilo que eu havia construído tivesse que ser demolido. Hoje, sou bem resolvido a respeito do assunto. Ser soropositivo não é mais um problema. Tenho 41 anos, quase 20 de soropositividade. Naquela época, era muito jovem e imatura. Hoje lido bem.

-E o que aconteceu depois? 

Passei dois meses num hospital com tuberculose. Vendia tudo do apartamento, me vendia. Ou melhor, me doava por pico de heroína. Eu estava sozinha e apenas esperando a morte chegar. Em novembro de 2002, depois de uma altíssima de base (cocaína) e heroína fui parar no hospital. Visivelmente magra, descuidada e com nada de higiene. A carga viral era de 7.000.000 de cópias e o CD4... 7. Isso mesmo, 7 de imunidade. Uma esofagite erosiva me impedia até de beber. Percebi que estava perto do fim.

- Poxa, e como você conseguiu sobreviver a tudo isso? 

Pois é. Aconteceu o fato mais surreal do mundo: voltei para a casa dos meus pais. Ou seja, Piauí, nordeste. Liguei para minha mãe e disse o quanto a amava e o quão fraca me encontrava. Ela entrou em contato com um amigo de Barcelona e pediu ajuda para que ele fosse me buscar e me mandar para o Brasil.  Foram sete longos meses fechado em um quarto. Tratamento de risperidona para transtornos psicóticos, ansiolíticos, antiretrovirais e entre outros muitos comprimidos. Eu só saía para fazer acompanhamento médico em Fortaleza e já voltava para o Piauí. Foi aí que vi a Laura ir embora.
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-A decisão de voltar a ser Cassius foi sua ou da sua família? 

Antes de qualquer coisa, foi sem dúvida o momento mais difícil da minha vida. É tão difícil sintetizar sete meses do tratamento e, dentro desse tempo, tomar essa decisão. Você não pode imaginar...  No dia 15 de junho retirei a minha mama. Por qual motivo retrocedi? Voltei para onde fui fraco a minha vida inteira, para o mesmo lugar onde fui impotente, onde tinha um pai rígido, conservador, voltei para onde eu apanhava na escola, voltei para onde não havia referência de fortaleza, onde eu nunca cresci. Voltei a ser aquele “menino”.  Então, eu cedi. 

- Algum arrependimento? 

Eu já sobrevivi ao arrependimento. Já me perdoei e, o melhor de tudo, perdoei a vida. A Laura me deixou os momentos mais especiais, as experiências mais inesquecíveis e, o melhor de tudo, a sabedoria. Só ela mesmo para sobreviver 12 anos fora de casa e ter passado por tanta coisa. 

- Como você se identifica hoje? 

Eu sou Cassius. Uma pessoa do bem, que atravessou as piores tempestades e que, mesmo tendo vivido no submundo mais perigoso da vida, ressuscitei e me reinventei. Eu sou o ontem e hoje porque minha sabedoria é a minha fortuna maior.  A vida pode ser linda em todas as suas nuances. Eu sei qual é a minha essência e sei quem eu sou. Não tenho que provar nada ao mundo, pois independo de tudo isso. Eu apenas sou, e deixo ser. 

- Ei, e o seu marido? 

Estivemos casados por cinco anos. De 1993, a 1995  vivemos a história de amor mais linda e pura do mundo. Nós éramos casados e a nossa união nos fez família. Em nenhum momento ele condicionou a nossa relação pelo meu estado sorológico. Me mimou e me amou ainda mais, mas eu não retribuía. Na época da droga, perdi meus tesouros e ele foi o primeiro. Acabei o relacionamento em 1998.

- Muita gente vai questionar a sua felicidade... Você é feliz sendo Cassius?

É normal as pessoas questionarem tudo, mas questionar a minha felicidade é complicado. Esse é um sentimento meu e é inquestionável. Eu sou mais que meras especulações. Vejo amigas transexuais realizadas, assim como vejo amigas travestis que estão loucas para voltar atrás. A vida é muito mais que ser ele ou ela. A vida realmente tem valor se nós valermos como pessoas.  O fato de eu ter retrocedido não me faz menos que ninguém. A transexualidade vai muito além de ter mama, se chamar João ou Maria, ter uma transformação. Ela vem de dentro. E tudo o que tem dentro as pessoas não veem. Ou você é transexual ou não é. Externalizar é apenas uma decisão. Retroceder também.

- Mas me responda, você é feliz?

Hoje eu vivo feliz porque a vida tem suas muitas nuances. E eu quero viver. Tristezas e alegrias todos temos, assim como problemas e soluções. O melhor de tudo é saber que, aos 41 anos, tenho a sensação de ter errado somente em uma coisa: a droga. O resto eu aprovei com nota máxima, sobrevivi a tudo e aprendi muito. Ensinamentos são as únicas coisas que vamos levar.

- Onde você mora hoje em dia e o que você faz? 

Moro na Espanha. Vivo uma vida simples e sem luxos. Estou bem e isso é maravilhoso. Estou limpo da heroína e da cocaína desde 2002. Minhas imunidades (CD4) estão em 700 e minha carga viral indetectável. Jogo voleibol numa seleção adulta amadora e adoro nadar. Como homem não tenho vaidade, mas não sofro de complexo. Tenho o maior orgulho de ser quem eu sou.
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- Para finalizar, Laura pode voltar à vida de Cassius? Ou se tratam da mesma pessoa?

Somos a mesma pessoa e, por isso, uma mesma vida. É só uma questão de nomes, carcaças.  Insisto em quem eu sou. E essa simbiose Cassius e Laura é deliciosa. É a vida. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

11 comentários:

Marcela disse...

que delicia de entrevista e que alma linda ela tem,um exemplo de força,fé e humildade pra muitas!que deus a abençoe muito e que seja muito feliz,de todo meu coração!

Cassius disse...

Que Deus também te abençoe Marcela.Obrigado pelas palavras de carinho.Um forte abraço cheio de coisa boa ...

Andrey Lemos disse...

Parabéns a todos e todas responsáveis pela matéria, leve e respeitosa, as identidades e as suas expressões precisam ser respeitadas e consideradas em suas variadas dimensões de cidadania, essa história é linda, precisamos desmistificar essas hierarquizações identitárias, sucesso e muita felicidade para Laura e Cassius!!!

Anônimo disse...

Linda istoria e super humano te adimiro des de entao bjs

Sidney Barboza disse...

Me identifiquei com sua história, sucesso pra você. Que deus ilumine você.

Cassius Cavalcante disse...

Vocês não tem noção de feliz que me sinto por notar que minha história foi entendida.Isso me faz um bem enorme.
Agradeço a todos aqueles que comentam , dão força , votos de confiança.Isso é lindo.Deus lhes proteja também.

Elizabeth disse...

Puxa, que vida linda e comovente!!!
Desejo muita luz e amor pra você Cassius/Laura!

cristiany aprendendo a viver disse...

O IMPORTANTE É SE SENTIR FELIZ CONSIGO!QUE DEUS O ABENÇOE SEMPRE!!

ROSANA MIGLER disse...

Conheço o Cassius, uma pessoa madura e sensível, com muita experiência de vida, um vencedor!!!! Bjs amado!!!

Bianca Bougarinni disse...

Sem palavras com a intrevista. .... parabens. Bjs querido

Vanessa Santos disse...

INCRIVELLL!!!!
AMEI TUA HISTÓRIA, UM VERDADEIRO EXEMPLO PRA QUEM QUER MUDAR E NÃO SABE COMO, DE UMA FORMA SIMPLES, SEM OFENDER NINGUÉM. MUITO SÁBIO!!!

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