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Pela primeira vez, Peru elege mulher trans a cargo público: “Povo quer justiça”


O Peru conquistou recentemente um grande feito para a comunidade trans do país. Tudo porque ele elegeu no dia 5 de outubro a primeira mulher trans em um cargo público: a ativista Luisa Revilla.

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A política foi eleita regidora (espécie de vereadora) pela comunidade de Trujillo na região La Libertad e teve discurso pró-LGBT: “Eu vou promover a igualdade e direi ‘não à discriminação”, afirmou a candidata, que teve que concorrer com nome do RG.

Mas não pense que Luisa ganhou apenas pelo close. Ela tem de fato propostas que visam melhorias e, sobretudo, a saúde da população peruana. Dentre o seu programa divulgado, está a construção de casas para pessoas com vírus HIV e a promoção de publicidade em vários lugares para combater o preconceito.

“Estou muito emocionada e com muita vontade de trabalhar por nossos direitos e por minha cidade. Agora vamos ter uma representante da nossa comunidade LGBT, especificamente trans. É um momento histórico no Peru e que fortalece a nossa causa O povo está sedento por justiça”, disse em entrevista.

A ONG Prompsex classificou a vitória de Luisa “um passo histórico rumo à normalização e inclusão de pessoas trans no país”, uma vez que o Peru é um dos países onde menos se avançou nos direitos da comunidade LGBT na América do Sul. Todos os anos, cerca de 50 são assassinadas todos os anos por causa da LGBTfobia.

Já no Brasil, nenhuma candidata trans conseguiu se eleger.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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