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Marcha Pela Cidadania T em SP - “Tenho direito de ser quem eu quiser”



A “Marcha Pela Cidadania T” abriu o Encontro Regional Sudeste de Travestis, Mulheres Transexuais e Homens Trans, em São Paulo, no dia 16 de dezembro. A emocionante ação – que contou com absoluto protagonismo do grupo – gritava pelo direito de ser quem é.

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O grupo, que contou com cerca de 100 pessoas, se reuniu no vão do MASP, seguiu falando sobre os direitos da comunidade T e gritando “Não sou homem, não sou mulher, tenho o direito de ser quem eu quiser” pela Avenida Paulista até chegar à ALESP - Assembleia Legislativa de São Paulo.

Durante todo o trajeto, as e os ativistas revezavam discursos em que davam visibilidade para questões como empregabilidade, assassinatos transfóbicos, mercado do sexo, uso de banheiros, direitos, retificação de registro civil e nome social. Quem passava, parava para prestar atenção, aplaudir e fotografar o grupo.

O psicólogo, escritor e homem trans  João W Nery falou sobre o projeto de lei que leva o seu nome: “"A lei de identidade de gênero vai nos dar direito de ter um nome, porque nem isso nós temos direito. Estas pessoas todas vivem oprimidas, vivem violentadas, todos nós somos pessoas que lutamos para sobreviver. Somos pisoteados", declarou João.





A militante Bárbara Aires, mulher transexual, questionou a falta de oportunidade de trabalho: "Faz parte da cidadania eu escolher a profissão que eu queira exercer. Precisamos lutar para acabar com o estigma que travestis e transexuais só servem para a prostituição ou abeleireira ou subempregos. Nós temos o direito de trabalhar em qualquer profissão".

Luciano Palhano, coordenador do IBRAT – Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, falou sobre a liberdade de ser quem quiser ser: “O gênero é uma liberdade de expressão e as pessoas tem que ter direito de se expressarem do gênero em que elas se sentem mais a vontade, do gênero que elas se identificam. Não é uma genitália que vai dizer quem eu sou”.

Já a militante Midory Simbine questionou o preconceito e o racismo: “Chega de preconceito, chega de transfobia, não aguentamos mais”.

o chegar à frente da ALESP, a comunidade T parou e fez um minuto de silêncio por todas as pessoas que foram assassinadas vítimas da transfobia. "Que a morte dessas pessoas não tenha sido em vão e que possamos sempre lembrar. Este evento é um marco histórico na luta pela cidadania T", finalizou Nicolle Mahier.

Veja fotos abaixo: 





























































































About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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