Pop e Art

Volta por cima: MC Beyonda mostra que “travesti pode” e se lança no funk


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O mercado do funk continua em alta e sendo um (novo e aquecido) meio que muitas travestis e mulheres transexuais conquistam o seu lugar ao sol. Depois de Mulher Banana, MC Xuxu, MC Transnitta, outra artista promete quebrar todos os barracos: MC Beyonda.

+ Escute Para Menino, de MC Transnitta

Ela acaba de lançar o clipe Meu Corpo é Blindado e manda o recado para as recalcadas: “Cuida da sua vida, arrumar o que fazer, porque no meu sucesso você não vai aparecer”. E “Quem pode, pode, quem não pode se sacode”.

Nascida em Queimados, Rio de Janeiro, Beyonda revela que está inserida no funk desde os 14 anos. E que decidiu investir na carreira depois de ser presa. Segundo ela, outras travestis assaltaram um cliente e a polícia acabou levando-a junto injustamente.


“Trabalhei na pista e fui presa sendo inocente. Roubaram um gringo e a polícia acabou me levando junto. Sofri muito nesta fase e passei o pão que o diabo amassou. Fiquei um ano e três meses, mas acabei transformando essa experiência em força para voltar com tudo”, diz.

+ Assista ao clipe Desabado, de MC XUXU


Ela afirma que enquanto cumpria a pena escreveu mais de 50 músicas e que sonhava todos os dias com o palco. “O funk foi a força que me fez aguentar aquela pressão. Botei na minha cabeça que iria sair e que iria levar a minha carreira sozinha. Hoje, várias pessoas já cantam a minha música”.

Livre, leve e botando para quebrar, Beyonda já esteve em show de Nego do Borel e diz que planeja gravar uma parceria com a Mulher Abacaxi e MC Transnitta. É aguardar!

Assista ao clipe:


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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