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Trans da campanha "Dignidade e Respeito" serão recebidas no Congresso Nacional

Arte de C'est Gabi para a campanha "Sou Trans e Quero Dignidade
e Respeito
"
A campanha “Sou Trans e Quero Dignidade e Respeito”, que foi organizada por militantes, ativistas e pessoas trans (travestis, mulheres transexuais, homens trans e outras transgeneridades), será ouvida no dia 18 de maio no Congresso Nacional pela Secretaria de Direitos Humanos. 

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De acordo com a militante Renata Peron, um grupo de pessoas trans representando 27 Estados do país deve ir à Brasília entregar uma carta com reivindicações e dialogar com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e o deputado federal Pepe Vargas (PT-RJ), que é ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

“Vamos entregar a carta com as reivindicações e um DVD com os vídeos da campanha para cobrar a aprovação da lei João Nery. E também para que não seja destituída a resolução número 12 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções do Direitos de LGBT (que reconhece a identidade de gênero de estudantes trans em suas dependências)”, afirma.

A militante Agatha Lima declara que espera que, por meio dos vídeos da sociedade civil, haja a sensibilização dos políticos e que se efetive a necessidade do reconhecimento da identidade. “Queremos dignidade e respeito, pois é com ela que vamos solucionar o problema da transfobia. E esse processo começa com o nome respeitado, pois sem o nome não conseguimos trabalho, saúde e outras políticas específicas”.

Para a militante Angela Lopes, o tratamento condizente com a idenidade é um direito básico. "Representa um grande estímulo para a ascenção social e a elevação da autoestima, e promove o convívio social pela superação de conflitos". 

Jean Wyllys e Pepe Vargas vai receber travestis,
mulheres transexuais e homens trans

A ideia é que, após o diálogo, Wyllys leia ou mencione trechos da carta de apresentação durante a plenária. “Não sabemos se isso vai acontecer, mas esperamos que ele seja o nosso porta-voz. Muita gente diz que não existe transfobia porque não há cobranças sobre este crime, e nós estamos indo lá para mostrar que lutamos pela nossa comunidade”, declarou Renata.

A campanha mobilizou as redes sociais com o grupo T (do lgbT) pedindo “dignidade e respeito”. Ou seja, que o grupo seja tratado de acordo com a sua identidade de gênero. Nela, cada travesti, mulher transexual e homem trans gravou um vídeo ressaltando a frase de Simone de Beauvoir “Ninguém nasce mulher, torna-se” e exigindo que o gênero que elas e eles apresentam seja respeitado.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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