Entrevista

“É errado exigir que pessoas trans tenham corpos de pessoas cis”, diz Léo Barbosa


Por Neto Lucon

É impossível não se simpatizar, se emocionar e se informar com o discurso afinado, preciso e leve de Léo Barbosa. Formado em administração de empresas, ele atualmente estuda direito e é um dos homens trans que emprestam a sua vivência para a militância.

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São quatro décadas de uma luta que passa por altos e baixos – como o embate contra as drogas, contra a transfobia diária e contra a invisibilidade de um grupo que um dia sequer soube que existia - e que pertencia. Mesmo com tantas marcas, não perdeu a doçura.

Ao contrário, transformou as dores em luta, vontade de fazer de fazer diferente. E, de boné na cabeça, bengala nas mãos e espírito jovial, tornou-se uma das vozes que mais ecoam contra a tranfobia em debates, apresentações em universidades e eventos do Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades).

Nesta terça-feira (2), Léo completa mais um ano de vida. E o NLUCON traz uma entrevista exclusiva feita há vários meses, durante uma visita ao Parque Jardim da Luz, em São Paulo. Sim, além de um grande militante, Léo também é um grande amigo, aqueles que todo mundo gostaria de ter.

Confira:
- O 1º Encontro de Homens Trans falou sobre “invisibilidade” e “luta”. Qual é a importância de falar sobre visibilidade para os homens trans?

Uma das importâncias de ser visível é sair da identificação de lésbica. Porque você não é lésbica e nunca foi mulher. Antes, eu até me achava “o top da sapataria”, mas não era isso. Eu tinha criado esse “top da sapataria” para sair de dentro dessa caixa de lésbica, que se trata de orientação sexual e não de identidade de gênero. Mas sempre fui um homem, mesmo antes de ter consciência disso. Quando falamos de visibilidade, falamos justamente da luta por nossa identidade, que é transgênera e masculina. E dizer que a nossa orientação sexual pode até ser gay, mas nunca vai ser lésbica.

- Muita gente vê os homens trans como um fenômeno contemporâneo, mas sabemos que pessoas trans sempre existiram. Por que o movimento só passou a se organizar mais recentemente?

É culpa do apagamento social, mas sempre tivemos representações. Já tivemos homens trans, como o Raicarlos, que enfrentou poucas e boas na época da ditadura, foi exilado do país também por se identificar como homem trans. Também temos o João W Nery, que esteve na década de 60 e que é o primeiro a fazer a operação. Aí vem o Xande (Peixes), que foi o primeiro presidente da Parada de SP. Mas talvez eles não tivessem o reconhecimento de homens trans naquela época que temos hoje. O movimento está mais forte de cinco anos pra cá, quando começamos a lutar pela visibilidade da identidade. Percebemos que não adianta falar que sou homens trans aqui e alguém me chamar de lésbica na esquina.

- Conheço muitos meninos trans que se negam a aparecer e falar sobre a transgeneridade. Esse apagamento não ocorre também porque grande parte prefere ficar invisível?

Penso que você tem o direito de ser militante, mas também tem o direito de ficar invisível. Agora, se ele ficou passável – que é uma palavra que eu odeio – e quer ficar quietinho no canto dele, por mim tudo bem, esse é o direito dele. Ele sabe que na militância vai se expor, vai expor a vida, vai dar a cara à tapa, vai poder sofrer transfobia e até mesmo correr risco de morte. O que deve ficar na cabeça das pessoas é que a gente não briga pela militância em si, mas para que todas as pessoas tenham os direitos reconhecidos. É claro que quanto mais gente envolvida, mais fortalecido fica o movimento, mas respeitamos e entendemos quem prefere apoiar de longe. 

- Você já disse num debate que se assumir homem trans é correr o risco de ser sozinho pelo resto da vida. Por que então se assumir homem trans?

Porque você cansa de ser uma coisa que você não é. Eu cansei de ser sapatão, eu cansei de ser “a” Leo. Não tinha como viver mais daquela forma. Chega uma hora que percebi que tinha que ter os meus direitos garantidos sendo quem eu sou, mesmo correndo o risco de ficar sozinho. Porque isso ocorre mesmo.

- De qual maneira você percebeu que ficou mais só?

As lésbicas, que eram suas companheiras, se afastam de você, pois elas querem ficar atrás apenas das outras mulheres. E até você encontrar alguém que se disponha a ficar junto e ser discriminado - porque ela ou ele também vai ser discriminado - é muito difícil. Voltando à sua pergunta: Por que se assumir homem trans? Por que a gente merece tentar ser feliz, e se conseguimos ser feliz conosco, ter alguém é um complemento, mas não uma necessidade absoluta.


Léo e os membros do Ibrat - Instituto Brasileiro de Transmasculinidades





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- Você tem um discurso, que você não se diz “homem e ponto”, você se diz “homem trans”. É uma questão de militância?

É de militância. Primeiro, me reconheço como homem. Segundo, tenho a consciência de que sou transexual. Quando digo que sou um homem trans, estou mandando a mensagem de que não tenho vergonha de ser transexual, que tenho direitos e que luto para que eles sejam garantidos. As pessoas às vezes dizem: “Dá para você enganar as mulheres...”. Mas eu não quero enganar ninguém, cara. Ela vai saber que eu tenho um corpo lido como feminino e que eu não vou fazer operações para parecer com um homem cis, pois o corpo dele não me interessa. Eu tenho o meu corpo e eu gosto do meu corpo.

- Hoje, na mídia, quem temos de representação de homens trans?

Na mídia, o melhor é o João Nery. Tem outro?

- O Thammy, não é uma experança? (A entrevista foi feita antes de Thammy revelar ao NLUCON que é um homem trans).

Não sei se ele se assume como homem trans, pois as entrevistas não ficaram muito claro. Ele ainda se refere no feminino, falando “a” Thammy, a família também trata no feminino. Talvez ele esteja numa fase de transição, assim como eu já tive. Antes de eu me assumir homem trans, por exemplo, eu falava que era “a Leo” e já bati em neguinho que me tratava por “o” (risos). Mas é porque eu não sabia da possibilidade de ser homem. Eu já estava condicionado socialmente a ser lésbica. Depois que comecei a ler um monte de coisa, a (psicóloga) Priscila Bastos me perguntou: “Você é homem ou mulher?”. Levei um susto, pois cai na realidade que nunca fui mulher. Fui homem a vida inteira.

- Gostaria que me contasse mais sobre o processo dessa descoberta? Foi algo que ocorreu rapidamente?

Posso dizer que as mulheres sempre me ajudaram muito. Primeiro, foi Giuliana Zambotto Furlan. Ela me ajudou com todas as nomenclaturas chatas, quando eu comecei a tentar militar. Eu não sabia o que era cisnormatividade, cissexismo, e ela abria a câmera e me dava aulas. Depois, tive contato com a Priscila, que começou a me ajudar nesta descoberta. Até então, eu achava que era um sapatão bravo, né (risos) e, depois, descobri que sou um homem trans. E, por fim, a Daniela Andrade, que me ajudou muito a afinar o meu discurso de militante com os textos que ela publica. Foram três mulheres que me ajudaram neste processo. 
Com Rodrigo Alves, amigo e militante

- Foi chocante se descobrir homem trans?

Descobrir que era homem trans não foi chocante. Mas descobrir que eu era hétero, é que pegou (risos). Foi terrível. Porque minha luta até então era ser contra os héteros. Aí eu estudei um pouco e vi que a minha luta nunca foi contra os héteros, mas contra a cisnormatividade e heterormatividade.

- O que mudou depois que caiu a ficha?

Como eu disse... Você fica mais sozinho, as suas amizades vão embora. As lésbicas vão embora, os gays vão embora, um monte de amigo que achava legalzinho ter uma amiga lésbica não fica mais do seu lado. Dizem que tem filhos e como vão explicar para o filho pequeno que você é homem trans... Mas, apesar dessas perdas, eu fiquei mais em paz.

- E como você lida com a sua solidão?

Eu ligo para os amigos, que nem o Neto, sabe? (risos). Eu ligo para os amigos que valem a pena. Sabe, se eles foram embora é porque não eram meus amigos realmente. Os que ficam é os que são amigos de verdade.

- Como é a vida amorosa?

Você vive numa sociedade cissexista e heteronormativa, que diz que você tem que ter um pau para ser homem e que a outra tem que ter uma boceta para ser uma mulher. E que para eles se relacionarem precisa haver um pau na boceta e mais nada. Não existem variações para esta sociedade. Até pau com pau ou boceta com boceta é uma guerra danada. Imagina para esta sociedade entender que você tem uma boceta, ela tem uma boceta, só que um é homem e ambos são héteros? Aí é que a sociedade não entende. É uma coisa chata pra caramba.

- Mas como foi se relacionar com as mulheres depois que se assumiu homem trans?

As lésbicas não ficam mais com você e eu dou a maior força nesta escolha, pois se elas gostam de mulheres que fiquem com mulheres. E que não venham com historinha de ficar com homem trans dizendo que é lésbica. É desrespeito a identidade de homem trans, pois está reduzindo-nos a uma vagina. Já as que são cis, precisam saber o que é homem trans antes de se envolver. Porque, se você for explicar, primeiro ela vai rir muito da sua cara ou ela vai te apontar para todos os amigos e é capaz de você levar uma surra. É perigoso! Eu não me arrisco a ir num bar ou a uma balada de hétero para tentar ter alguma coisa correndo o risco de levar uma surra.

- Ultimamente, a gente pode ver várias pessoas trans se relacionarem entre pessoas trans. A transfobia é menor?

Não sei mesmo te dar uma porcentagem, mas existe de tudo. Eu já vi muitas mulheres transexuais dizerem que não ficam com homens trans porque não têm um pênis. Como já vi muito homem trans dizer que não fica com mulher trans porque ela tem um pênis. Eu sou um pouco careta, meio antigo. Eu me atraio por mulheres, pela figura feminina, por tudo o que ela é de mulher. Depois é que vou descobrir se ela tem tal genital ou não. E só depois disso tudo é que vamos ver como será o sexo. Eu não vejo alguém e já penso no pênis ou na vagina dessa pessoa. Acho que não é por aí. É todo um conjunto de fatores que faz com que a gente continue com essa pessoa.

- Sabemos que as travestis e mulheres transexuais, apesar de terem corpos oprimidos, também têm corpos hipersexualizados. Percebo que os homens trans também começam a ser vistos como fetiches, experiência. Estou errado?

Está certo. Tem muito t-lover surgindo... Existem algumas figurinhas que, se antes se aproximavam das mulheres trans e travestis, agora começam a se aproximar dos homens trans. Teve um cara cis que teve a cara de pau de entrar em um grupo de relacionamento e se passar por um homem trans operado. Ele ficava publicando foto do pênis dele para os homens trans no Ibox para mostrar a cirurgia e transar. Tá vendo onde chega a cara de pau?

Raicarlos Durans, Léo, João Nery, Sylvio Nobrega, Raul Capistrano

- A violência que homens trans sofrem é diferente da violência que travestis e mulheres transexuais sofrem?

É parecida com a violência que as mulheres lésbicas sofrem. Não é mesma violência, mas tem semelhanças, como o estupro corretivo, que é recorrente. Se na lésbica é para ela deixar de ser lésbica, no cara trans é para ele segurar a bronca. Eu tenho um amigo que apanhou de quatro caras porque falou que era um cara. Eles disseram: “Tu não é macho? Vai apanhar que nem macho”. Deixaram ele esticado lá no chão. É por isso que muitos não querem fazer militância.

- Você tem medo?

Hoje eu evito ao máximo sair à noite. Fazer os abusos que eu fazia antes? Jamais. Quando você tenta entrar no mundo fechadinho dos homens, as pessoas acham que você já quer demais.

- A questão do banheiro ainda é complicada?

Você tem que ter muita confiança para ir ao banheiro, porque muitas vezes fecham quatro e a agressão ocorre ali mesmo. E as pessoas que estão no meio da transição? Ele não pode nem ir ao masculino, porque não é lido como homem, e nem no feminino, porque não é lido como mulher.

- Qual é o principal direito que os homens trans devem ir atrás?

O direito da transição é importantíssimo e o registro da identidade. Mas vou colocar uma questão pessoal minha: eu, se for mudar o meu nome, não mudo o gênero. Vou explicar: se você mudar o gênero você perde a proteção da lei Maria da Penha, mas você continua tendo um corpo feminino e que é estuprável para esta sociedade. Então, enquanto não adequarem a lei à nossa realidade, acho muito complicado perder esta proteção legal. Pois a Lei Maria da Penha só protege o gênero feminino, mas a gente não deixa de sofrer essa violência se muda o gênero do documento. 

- Como você lida com as situações de preconceito?

Hoje eu tento explicar quais são os meus direitos. Recentemente, eu fui vítima de transfobia na EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), quando quiseram colocar o nome de registro na carteirinha. Tentei explicar 30 mil vezes, até que perdi a paciência. Acho que a testosterona ajuda um pouco nisso. Mas disseram: “Não adianta a senhora ficar reclamando, porque a gente vai colocar do jeito que jurídico falou e ponto final”. Falei: “Ótimo, coloca do jeito que você quiser, pois é exatamente desse jeito que vou levar direto para a defensoria”. E foi isso que eu fiz.

E o que deu na EMTU?

Eu recebi uma carta deles, e eles se proporam a mudar. E eu fiz algumas exigências, como um pedido de desculpas por escrito e pedido de desculpas pelas pessoas que eu sofri a transfobia. E que eu tenha o direito de gravar esse pedido de desculpas. Eu estava na frente de 30 pessoas com eles sendo transfóbicos.

Léo com Heloisa Alves Coordenadora Estadual de Políticas para a Diversidade Sexual e o Sr.Renato Amaral, assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

- Sabemos que a empregabilidade é um dos grandes problemas da comunidade T. Profissionalmente, como foi a sua trajetória?

Sou formado em administração de empresas, não tive nenhum emprego, pois sempre ouvi aquele mesmo discurso de sempre: “Você não se adequa aos padrões da nossa empresa”, “vamos ligar depois”, “não contratamos gente como você”. Depois passei por um monte de serviços, de servente de pedreiro, vender pastel na feira, frentista, manobrista. O que mais gostei foi de vendedor, pois gosto de conversar com as pessoas. Hoje, voltei para a faculdade de direito e estou me realizando.

- Você está há cerca de cinco anos na militância. O que você tem contribuído e aprendido com ela?

Legal! Aprendi que primeiro você estuda as demandas, vê o que o povo está precisando e vai lutar por políticas. E o que precisa? “Ah, estamos precisando mais de ambulatórios TTs”. E é isso que eles realmente precisam, porque o cara quer fazer transição em uma cidade pequena, mas tem que vir pra São Paulo, mas muitas vezes não tem condições para vir. E o que a gente tem que fazer é uma militância na cidade desse cara e fazer uma sensibilização e tentar montar um ambulatório. Muita gente diz que não tem homem trans em cidades pequenas, mas é porque eles se deslocam para São Paulo.

- Como você avalia o tratamento do ambulatório?

O ambulatório TT de São Paulo tem a intenção de suprir todas as necessidades de saúde integral. Todo mundo sabia que não seria uma coisa perfeita, mas está indo muito bem. Está acolhendo mais de 3 mil travestis e transexuais e mais de 216 homens trans. As demandas foram chegando. As meninas estão tendo o hormônio, que não sei é o hormônio que elas querem, pois não posso falar por elas. Mas nós, os meninos, temos o melhor hormônio para o processo. 

- Qual seria uma crítica construtiva?

No meu parecer falta sensibilização para o sistema de ginecologia aos homens trans. O CRT tem uma sala especial para homens trans, mas é um lugar que também ficam mulheres cis – o que causa grande constrangimento. O bom é que este espaço também faz a ultrassonografia e as pessoas não sabem se estão fazendo ela ou a intravaginal. Dá para disfarçar. Mas quando você é mandado na sua cidade para fazer ginecologia, como é que faz? Em Santo André, eu dava muita risada quando chegava na sala e encontrava 30 mulheres. Quando me chamavam pelo nome social, eu levantava e as 30 ficavam em choque. Escutava o buchicho lá dentro da sala. Imagina como esse monte de mulher rindo pode afetar um homem trans tímido, que está começando a fazer o tratamento agora?

- Tem alguma sugestão?

Uma ideia é de fazer dias especiais ou horários para só atender homens trans. É uma ideia que pode ser estudada.

- O discurso de que gosta do seu corpo, vai contra o atual processo transexualizador, não?

Vai contra e isso é algo que eu acho totalmente errado. É errado você exigir que uma pessoa transexual tenha o corpo de uma pessoa cis. Por que eu tenho que ter o corpo de uma pessoa cis? O meu corpo é legítimo. E essas patologistas, aqueles “f”zinhos, é uma grande bobagem. Foi alguém cis que achou que para ser transexual as pessoas devem ter nojo do sexo, devem ter ojeriza de algumas partes do corpo. Não, eu não tenho que ter isso e nem odiar o meu corpo. Eu tenho que me reconhecer como homem trans e isso é o bastante. Não tem como duvidar daquilo que eu sempre senti. Para mim, alguém é homem a partir do momento em que se define como homem. E pode ser você, um gay pintoso...

- Eu vejo você sempre alegre, forte. Quando o Leo amolece?

(respira) Quando eu sofro transfobia de alguma mulher. Acho tão injusto, pela injustiça que todos nós sofremos e que a mulher tanto sofre. É diferente discutir com uma mulher. Não quero que me encarem como machista, mas é que não consigo discutir no mesmo tom que eu discuto com um cara. Eu fico estranho e isso me magoa muito mais. Geralmente choro na frente dela, não tenho essa frescura não.


- O que você espera dessa luta toda?

Sinceramente? É meio utópico... Eu queria que todo mundo se visse como ser humano, que se amasse, que fosse todo mundo em paz... Agora, vamos voltar para a realidade. Quero pelo menos uma lei que criminalize a homofobia e a transfobia e deem o direito de pessoas transexuais mudarem o seu nome e gênero de acordo com o que elas sentem ser. Mas primeiro, a lei que criminaliza, pois não adianta mudar o nome e depois ser morto ali na esquina.

O que você diria para as novas gerações?

Que tenham sede de aprender. Mas que tenham essa sede sem discriminação. Sem discriminar um que não quer tirar a mama, porque o outro não quer colocar pau, porque o outro não quer colocar barba, porque o outro é gay... Que as pessoas deixem todo mundo do jeito que quer. A auto identificação é que determina o que você é. Abra a cabeça e deixe novas demandas entrar.

- Léo, lembrando o icônico Abujamra, responda-me: o que é a vida?

A vida é o bem maior que a gente tem e que a gente joga com tanta besteira. Se eu pudesse olhar com mais docilidade tudo o que eu já fiz na minha vida, eu tinha mudado mais da metade o que eu tinha feito. Hoje eu olho tudo com olhar mais doce, com mais sentimento. Eu não vejo coisas e problemas, mas oportunidades para fazer do mundo um mundo melhor.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

2 comentários:

Ana deBritto disse...

O lindo Léo. Parabéns pela entrevista. Bj.

Ana deBritto disse...

O lindo Léo. Parabéns pela entrevista. Bj.

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