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Após crucificação, Viviany Beleboni faz nova manifestação em lançamento de filme



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Conhecida pela crucificação na Parada do Orgulho LGBT de 2015, a atriz Viviany Beleboni – que é travesti - resolveu aparecer no lançamento do filme “As Bodas do Diabo” na terça-feira (20), no Cine Olido, em São Paulo com uma nova manifestação: vestida de freira e com uma mordaça na boca. O protesto chamou atenção.

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Nas redes sociais, ela escreveu que a intenção foi defender que, não é porque alguém é travesti ou mulher transexual, que deva ser excluída pela religião e que não possa se manifestar por meio dela. “Sou transexual, sou LGBT e tenho direito de ter religião e de me expressar com ela. Isso não é crime”, defendeu.

A polêmica se dá porque, depois que apareceu crucificada na Parada, Viviany foi duramente criticada pela comunidade evangélica conservadora e políticos como Marco Feliciano (PSC-SP). Segundo ela, apesar de a “crucificação” falar sobre os crimes de ódio contra a comunidade LGBT, o seu protesto foi deturpado e visto como uma provocação. “As pessoas acham que somente o fato de eu ser uma trans já é blasfêmia, sendo que eu estava me manifestando contra a LGBTfobia. Isso mostra o preconceito”.

Após a polêmica, o líder do PSD Rogério Rosso (DF) apresentou em junho um projeto de lei conhecido como “cristofobia”, que classifica como crime hediondo a prática de ultraje a culto. Ou seja, combate manifestações de grupos LGBT que se utilizam de símbolos religiosos. Ao comentar sobre o projeto, Viviany diz: “Crime é pedir senha de cartão num lugar sagrado, ver o Brasil na situação que está e pastores cada vez mais milionários”.






Durante o lançamento do filme, várias pessoas pararam para tirar foto com ela. Viviany ficou calada durante toda a performance.


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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