Pride

“Pílula fica, Eduardo Cunha sai”, pedem atos que ocorrem nesta sexta e sábado em SP



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Organizado por vários coletivos de mulheres da sociedade civil, o ato “Pilula fica, Cunha Sai” vão ocorrer nesta sexta-feira (30) na Praça do Ciclista, às 18h, e no sábado (31) no Vão do Masp, às 17h, em São Paulo. Ele visa repudiar o projeto de lei 5069/2013 de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) , aprovado no dia 21 pela CCJ.

O PL pune com prisão de 5 a 10 anos os profissionais de saúde que auxiliem ou informem às mulheres vítimas de violência sobre métodos abortivos (permitidos por lei desde 1940 em casos de estupro).

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O projeto tira ainda o direito de vítimas de violência sexual receber a pílula do dia seguinte, além de não serem mais informadas sobre os direitos legais e serviços sanitários disponíveis. Na fanpage do evento, a organização diz que mulheres pobres e negras são as que mais sofrem com a nova lei.

O grupo também se atenta às recentes acusações que o presidente da Câmara dos Deputados vem recebendo, bem como a de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobrás que não tinha contas no exterior. As investigações do Ministério Público suíço revelaram que ele tem contas na Suíça e, após pedido de cassação protocolado pelo PSOL e Rede de Sustentabilidade, Cunha será julgado pelo Conselho de Ética. 


“Cunha não tem moral nenhuma para querer atacar os direitos das mulheres. Um corrupto como ele não pode estar à frente da presidência da Câmara, querendo impor mais sofrimento e menos direitos. Através de nossa mobilização, podemos mudar esse quadro de terror. Pila fica, Cunha Sai! #Fora Cunha”, diz a página, que é assinada por vários coletivos, bem como o As Mina é Zica, Fanfarrônicas, Liga Brasileira de Lésbicas, Marcha Mundial das Mulheres, Frente pela Legalização do Aborto, Marcha Nacional das Mulheres Negras, Frente Contra o Assédio, Juntas.

A organização, que levará pede para os manifestantes levarem cartazes, apitos e engrossar o coro das palavras de ordem. Veja mais informações clicando aqui. 




About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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