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Miss transexual Ángela Ponce concorre pela 1ª vez ao lado de mulheres cis na Espanha




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Aos 24 anos, Ángela Ponce fez história nos concursos de miss na Espanha. Tudo porque ela é a primeira mulher transexual do país a concorrer no tradicional concurso Miss World Spain 2015 ao lado de mulheres cis.

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Sendo a atual Miss Cádiz, cidade onde passa férias, ela chegou a ser eleita uma das favoritas a conquistar o título, como informou o jornal El Mundo, mas acabou não ficando sequer entre as 10 finalistas neste domingo (8).

Motivo de tristeza? “Para mim, eu ganhei. Tenho a coroa na cabeça e vou seguir com a luta para que nos vejam, para que nos escutem e para mostrar que sou uma rainha”, declarou à EFE.

Durante o concurso, Ángela frisou que não era uma pessoa diferente das demais candidatas, mas que apenas tinha uma história diferente – “uma mulher a quem a vida veio de uma maneira diferente, mas que é uma mulher”. E resolveu escolher a Fundação Daniela, que trata sobre questões da transexualdiade, para apoiar durante o concurso.

Ao falar sobre sua história, a miss disse que desde sempre se viu interessada no universo feminino e que aos 11 anos começou a querer entender o que sentia. “Recordo-me de pegar uma boneca na loja e dizer: ‘é isto que quero’. Meus pais não me diziam não. O meu pai pegava na boneca e brincava comigo”, declara ela, que passou pela redesignação sexual em abril de 2014.

Apesar do ineditismo na Espanha, não é a primeira vez que uma mulher transexual participa de concursos que avaliam tradicionalmente a beleza de mulheres cis. Em 2012, a canadense Jenna Talackova tornou-se a Miss Voncouver e causou polêmica no Miss EUA.



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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