Pride

Morre aos 47 anos Vitor Angelo, referência no jornalismo LGBT




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Morreu nesta quinta-feira (19) aos 47 anos o jornalista Vitor Angelo – conhecido por trabalhar e escrever pautas voltadas para a comunidade LGBT – vítima de um ataque cardíaco o em seu apartamento em São Paulo. Ele era autor do blog da Folha de São Paulo, o Blogay, e também coautor do livro “Aurélia, a Dicionária da Língua Afiada”.

Segundo amigos, Vitor havia sido hospitalizado na quarta-feira (18) e foi diagnosticado com infecção pulmonar. Ele teve alta no mesmo dia e passou mal em sua residência na quinta. Ele chegou a ser socorrido por vizinhos, que fizeram massagem cardíaca, mas morreu antes de a equipe do Samu chegar.


Uma grande perda para o jornalismo e a comunidade LGBT.


Vitor era formado em jornalismo pela PUC-SP e em cinema pela USP, e começou a se tornar referência no jornalismo LGBT quando assinou ao lado de Vange Leonel (1963-2014) a coluna GLS na extinta “Revista da Folha”. Na TV, foi roteirista do GNT Fashion, dos programas Hebe (SBT), Superpositivo (Band), Popstars (SBT) e MTV no Ar.


O jornalista era conhecido pela personalidade forte, inteligência, humor ácido e pela veia militante. Engajado em movimentos sociais – apesar de não se considerar militante - discorria em seus textos as problemáticas e dissabores que rondavam o país e também opinava sem medo de nariz torto. 


O sepultamento ocorrerá na manhã desta sexta-feira (20) no cemitério do Araçá, em São Paulo.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

1 comentários:

paloma franceschi disse...

Belíssimo texto Neto Lucon!
Vitor Angelo, continuará sempre como um Iconoclasta da minha geração. Foi um amigo de todas as horas, mente brilhante e de uma alegria incomparavel, que contagiava a todos, por onde passava... Você como jornalista, lembre-se dele nos seus textos, é o pedido de uma simples leitora, que gostaria de ter o amigo eternizado tambem pelas causas que defendeu!

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