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Homem de 37 anos passa por ressonância magnética e descobre que é intersexo



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Um homem de 37 anos se surpreendeu ao descobrir, após um exame de ressonância magnética, que tem órgãos reprodutivos  considerados femininos. Ele foi internado após perceber que havia muito sangue em sua urina e suspeita de câncer na bexiga. Acabou descobrindo que é intersexo ou intersexual e que o sangue pode ser resultado da menstruação.

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De acordo o jornal Mirror, os médicos diagnosticaram como síndrome de persistência do ducto Mulleriano (PMDS), condição em que a pessoa possui um pênis e órgãos reprodutivos internos considerados femininos.

Ele, que prefere não se identificar, descobriu que tinha períodos de fertilidade, TPM e que até poderia engravidar.  O rapaz frisa que, apesar dos órgãos internos, ele possui vida sexual saudável como qualquer homem cis. Mas admitiu que sofria de dores após o sexo com a namorada, possivelmente causadas pela TPM.


Morando em Lancashire, o inglês declarou que a notícia veio como uma bomba. “Fiquei chocado quando o médico disse que tenho um conjunto de órgãos reprodutivos femininos e que eu estava realmente tendo períodos menstruais”.

Agora, ele pretende remover os órgãos, mas quer que a sua história seja repassada. “Não posso acreditar que eu seja a única pessoa assim. Espero que qualquer outro homem com sintomas semelhantes vá investigar isso”. E com certeza não está sozinho.

A reportagem declarou que cerca de 120 bebês nascem intersexo na Grã-Bretanha. Outras pesquisas mostram que existe 1 intersexo a cada 2 pessoas. E, sim, essas pessoas são invisibilizadas por todas as culturas. E muitas tem o "destino" traçado pelo médico logo após o parto.

Obs: "Ah, você está falando de hermafrodita, né?" Procure não usar mais o termo "hermafrodita", pois é constantemente usado como xingamento e é considerado pejorativo pelo grupo. Além disso, partem do pressuposto que essas pessoas possuem dois genitais funcionais, o que é algo muito raro em humanos.  

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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