Pop e Art

Ariadna Arantes diz que desistiu de carreira de atriz porque só oferecem papel de travesti




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A ex-BBB Ariadna Arantes desabafou na terça-feira (1º) em seu perfil no Instagram sobre o fato de ter desistido da escola de teatro – e consequentemente da carreira de atriz - faltando um mês antes de se formar. De acordo com ela, as oportunidades só apareciam em um tipo de papel: travesti. E cheio de esteriótipos.

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Ela escreveu um texto e revelou um e-mail de uma produtora a procurando para um papel de travesti para o canal Portas dos Fundos. “Já tinha falado sobre o assunto antes. E a mesma produtora novamente me rotulando. Aí eu aceito, chego lá e eles falam que não faço perfil de travesti, pois sou muito mulher”.

A ex-sister declara que chegou a fazer vários testes para personagens travesti, mas que em todos o produtor – que seria gay – fez comentários preconceituosos. “O primeiro teste foi um comercial de uma cerveja. Me maquiaram pesadamente e mesmo assim os diretores falaram que queriam alguém mais alta com marca de barba e eu não servia. Segundo foi para um filme do Danilo Gentile e eu não tinha voz grossa e não parecia travesti. Esse é o terceiro. Sem contar os outros que prefiro nem falar”.

Ariadna, que é uma mulher transexual, diz que o problema não é interpretar uma travesti, mas no rótulo que o grupo carrega. “Não é o fato de interpretar um (sic) travesti e sim o rótulo que me deixa puta. O que seria um (sic) travesti na cabeça dessa gente? Vou usar um vocabulário bem baixo para ver se alguém entende... Travesti é igual a buceta, uma não é igual a outra. Saco cheio desse rótulo ridículo”.

Ela ainda usou várias hashtags, dizendo: “querointerpretarumamãe”, “querointerpretarumaárvore”, “querointerpretarumhomem”, “querointerpretarumadeisa”, “querointerpretarumanimal” e, por fim, “querointerpretar uma travesti”.



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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