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Belíssima! Brasileira Aleika Barros vence o Miss Trans Universo 2015



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Conhecida por vencer vários concursos de beleza, a brasileira Aleika Barros também levou a coroa e a faixa na noite de domingo (13) do badalado concurso Miss Trans Universo 2015, na Itália. Pernambucana, ela concorreu com a faixa de Miss Espanha e mandou bem no traje típico, de gala, de biquíni e nas perguntas e respostas, vencendo 13 candidatas.

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Curiosamente, o segundo lugar ficou com Roberta Holanda – também brasileira – apontada como uma das favoritas ao título. O que prova que o Brasil é campeão no sentido beleza. 


Para chegar à final do Miss Trans Universo é necessário tirar boas notas em todos as provas e requisitos. Aleika venceu o melhor traje típico e o terceiro melhor vestido da noite. Mas um dos pontos altos ocorreu nas perguntas e respostas.

 A miss foi questionada o que julgava ser mais importante para ser miss, “beleza ou inteligência”. E classificou como primordiais a elegância e estar ligada nas políticas de defesa LGBT, sobretudo na população formada por travestis e transexuais.


Vencemos o concurso na Itália, não por ser a mais bela da noite. A mais bela pode estar parada em qualquer esquina, e ela seguramente também foi excluída do mercado formal, passando por situações de vulnerabilidade e violência. Parabéns a Roberta Holanda pelo segundo lugar, pela sua beleza e simpatia ”, escreveu Aleika nas redes sociais, fazendo diversos agradecimentos.

Ela, que também foi a primeira brasileira a subir ao pódio do tradicional Miss Internacional Queen, na Tailândia, em 2007, disse que pode encerrar carreira em concursos de beleza em julho de 2016 nas Filipinas. Normalmente, os concursos permitem a entrada até os 36 ou 37 anos. Já que cheguei aos 35, aproveito para este momento final", disse a bela. 


Agora, representando o Brasil, né?



Miss spagna. ... Aleikasandria Da Silva Barros
Posted by Patry Benucci on Domingo, 13 de dezembro de 2015




Aleikasandria Da Silva Barros
Posted by Patry Benucci on Domingo, 13 de dezembro de 2015


TRANSFOBIA

Segundo Aleika, um dos objetivos de ter participado do concurso é o de dar visibilidade para os problemas que as travestis e mulheres transexuais enfrentam no país. "Todas as transexuais brasileiras já foram vítimas de preconceito ou discriminação em algum lugar, por algum momento. Muitas são discriminadas nas escolas, sofrem com comentários maldosos... Eu também já fui vítima", declarou.

Ao responder se o fato de ser bela a livra de sofrer preconceitos, Aleika diz: "A beleza pode te livrar de algumas situações desagradáveis, mas é até você apresentar a sua documentação. Neste momento, já passam
a te tratar como 'senhor' ou pelo nome de registro, desrespeitando o nome social. É por isso que precisamos de uma lei de identidade de gênero, para que haja maior facilidade de mudarmos os nossos documentos e não passarmos por isso".

CARREIRA EM CONCURSOS

Além dos três títulos de importância internacional, Aleika carrega um vasto currículo nos concursos. Alta, magra e morena, começou em 1998 no Miss Pernambuco Gay, seguindo para o Miss Norte e Nordeste em 1999. Já no tradicional concurso Miss Brasil Gay, chegou ficar entre as cinco finalistas e não pode prosseguir porque o concurso era voltado para transformistas - e ela já se definia transexual.

Em 2002, a carreira em concursos de travestis e mulheres transexuais começou. Participou e levou o Miss Brasil Transexy, mesmo sem qualquer cirurgia nos seios e nenhuma plástica. Já em 2007, concorreu ao Miss International Queen, na Tailândia, e pela primeira vez colocou o Brasil no pódio, com o segundo lugar entre as mais lindas.

Veja as candidatas do Miss Trans Universo 2015:

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

1 comentários:

Unknown disse...

Parabéns Aleika e isso mostra que com muita garra e luta vocês transsexuais podem vencer essa dura batalha que é o preconceito.

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