Pride

Cartaz HIV positivo surpreende e emociona pessoas na rua; assista



.
O Grupo de Incentivo à Vida - GIV lançou neste ano o primeiro cartaz soropositivo do Brasil - com gota de sangue de pessoas HIV positivo. A ação visa emocionar, evidenciar os preconceitos, a desinformação e os estigmas sobre o assunto.

Ao ler o cartaz na rua e saber que se trata de um "cartaz soropostivo", o expectador recebe a informação: "Você pode estar dando um passo para trás se perguntando se eu ofereço algum risco. Minha resposta é: nem de longe".

Segundo Dr. Arthur Kalichman, médico e coordenador do programa Estadual DST/AIDS, o cartaz não oferece nenhum risco de contágio. "O sangue colocado neste cartaz já secou, o HIV não sobrevive muito tempo fora do corpo das pessoas (...) A gente sabe muito bem como o HIV passa e ele não passa por cartaz".

Nas reações, muitas pessoas colocam o dedo na gota de sangue e um rapaz chega a beijá-la. "Fiquei impactado de uma maneira que me trouxe muito amor por essas pessoas que eu nem conheço", declarou ele, que é abraçado pelo grupo.

Com sensibilidade e informação, o vídeo alcança a proposta de combater o estigma das pessoas que vivem com HIV. Sim, antes de assistir, não deixe de fazer a comparação do cartaz com as pessoas que são soropositivas.

A militante Bruna Valin, postiva há 20 anos, participa do clipe e teve o depoimento exposto em outros vídeos. "Por tantos preconceitos que eu passei pela minha existência eu nem poderia contar para ninguém que eu era hiv +, nem para as amigas que estavam do meu lado na rua. (...) Hoje o hiv é só uma linha nesta grande costura que a minha vida se tornou".


Assista: 



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.