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“É importante a história ser escrita, dirigida e atuada por uma trans”, diz Jamie Clayton



Por Neto Lucon e Victoria Hope (Foto: Fernanda Bia)

Presença aguardada do Comic Com Experience, em São Paulo, a atriz Jamie Clayton falou nesta sexta-feira (4) sobre a importância de personagens trans serem representadas (e pensadas) por pessoas trans. Na série Sense 8, da Netflix, ela dá vida à protagonista Nomi - hacker, lésbica e uma das representatividades trans mais elogiadas.

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Na coletiva de imprensa, em que participou ao lado dos atores Afonso Herrera (Poncho) e Amil Ameen (Capheus), a artista opinou sobre o sucesso de Nomi e da abordagem que está longe dos clichês: “Nomi tem muita autenticidade, porque é uma mulher trans escrita e dirigida por uma mulher trans e interpretada por mim, que sou uma mulher trans. Isso é importante.  É a primeira vez que uma personagem dessas chega a uma audiência global. Amo que Nomi mostra ao mundo que o amor não é sempre como ele deveria ser”.

A série é escrita e dirigida por Lana Wachowski, que revelou ser transgênero em 2012, e o irmão Andy. Além de Sense8, eles estão por trás de sucessos como Matrix (1996), V de Vingança (2006), Speed Racer (2008), entre outros. Para a atriz, o olhar e a vivência de Lana faz toda a diferença.

Jamie também declarou perceber que a série realmente alcançou e mexeu com várias pessoas do mundo e ainda fez uma declaração ao Brasil. “Tenho muito orgulho de fazer parte de uma série que criou uma relação tão profunda com os fãs no mundo todo. Gosto muito dessa energia do Brasil. Quero ficar aqui. Obrigada”.

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A jornalista Victoria Hope, que colaborou com esta nota especial, declarou que a atriz, bem como Afonso e Amil, foi muito simpática e tirou muitas fotos com todos os fãs que estava presentes. Fofa, né? Fica, Jamie!

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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