Pride

Grupo de transfóbicos joga gasolina e ateia fogo em travesti em Curitiba



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Um grupo de transfóbicos abordou com violência na madrugada de domingo (27) uma travesti de 37 anos, na Avenida Victor Ferreira do Amaral, em Curitiba. Eles, que chegaram ao local em um carro, jogaram gasolina na travesti e atearam fogo.

Após a violência, a travesti E. da Silva Correa, cujo nome social não foi divulgado, recebeu atendimento do Siate e foi encaminhada em estado grave ao Hospital Evangélico. Ela teve queimaduras de segundo e terceiro graus e deve passar por procedimento de enxertos.


De acordo com a assessoria do hospital, ela teve 50% do corpo queimado, mas o estado de saúde da vítima é estável e ela não corre risco de morte.


O caso foi registrado como tentativa de homicídio e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa investigam o caso. Além de buscar testemunhas para o caso, a polícia também averigua se câmeras do sistema de segurança das ruas podem levar aos suspeitos.

Em entrevista ao site G1, a travesti – que trabalha como garota de programa - declarou que o crime foi praticado por um ex-cliente, que ainda não foi encontrado.


Vale lembrar que o Brasil é o país que mais mata travestis e mulheres transexuais em todo o mundo. De acordo com pesquisa da organização não governamental, Trangender Europe (TGEU) foram registradas 604 mortes entre janeiro de 2008 e março de 2014. Apesar disso, não há no Código Penal Brasileiro tipificação criminal para discriminação por transfobia. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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