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Saiba quais travestis e mulheres transexuais posaram nuas para a Playboy, Sexy...



Por Neto Lucon

Podemos dizer que o Brasil é um dos países que ostentam as mais belas travestis e mulheres transexuais do mundo. E não precisa nem de concurso de beleza para confirmar. É só dar um close nas beldades que circulam pela mídia, pelas ruas, pelos palcos e também nas capas de revistas masculinas.

+ Revista Sexy deixa mulheres e homens trans nus para falarem sobre transexualidade


Desde os anos 80, revistas voltadas para o público masculino heterossexual – e acostumadas a trazer mulheres cis na capa, vide Playboy, Sexy... – deram vez ou outra espaço para que travestis e mulheres transexuais pudessem brilhar em pé de igualdade.

O ícone Roberta Close, anunciada como a mulher mais bonita do mundo, protagonizou pelo menos seis ensaios, seja antes ou depois da sua redesignação sexual (popularmente conhecida como mudança de sexo). E, vale um segredinho, a edição da revista Sexy foi a que mais vendeu na história da publicação.

Desde então, tivemos algumas representatividades em outras revistas masculinas – nem sempre revelando que a modelo em questão é uma travesti ou mulher transexual. O NLUCON revela quem são elas em uma lista exclusiva. E que pretende servir de inspiração para que haja outras e outras meninas arrasando nos ensaios.

As problematizações e críticas eu deixo para os leitores, ok?  Confira:


Ariadna Arantes (Playboy/2011)




Se a Playboy tem o hábito de desnudar ex-BBB, nada mais justo que trazer um ensaio com a primeira transexual a participar do reality show. Antes disso, Ariadna teve que passar por uma enquete para saber se os leitores aprovavam o seu nome. Ela venceu e estampou a capa de uma edição especial. As 57 fotos de Bico Stupakoff foram feitas em um apartamento e, extremamente artísticas, deixaram muita gente com gosto de quero... nudez.


Roberta Close (Close/ Ele e Ela/ Playboy – anos 80)




Roberta tem uma vaaasta trajetória em revistas masculinas. Tanto que começou a carreira em 1981 posando para uma, Close (editora Vecchi), que originou o seu sobrenome artístico. Na época, ela tinha apenas 17 anos e já era chamada de “mulher mais bonita do Brasil é ho”... Cof, cof. O sucesso foi tanto que logo foi chamada para a extinta “Ele e Ela” e também posou duas vezes para a Playboy só em 1984. “Primeiro foi uma coisa pequena. Depois tomou uma proporção tão grande, aquela coisa toda de edição esgotada”.


Carol Marra (Trip/ 2012)




A modelo mineira, que na época tinha 25 anos, foi a primeira Trip Girl transexual da história da revista. Ela se desnudou quase completamente em um ensaio ao ar livre para o fotógrafo Marcio Simnch. Na revista, contou sobre a sua trajetória, amores, desafios e sonhos: “Posso fazer um homem realizado não somente na cama, mas principalmente fora dela. Meu sonho é simples. É ter um marido, uma família feliz, uma vida comum”.


Caroline Cossey ou Tula Cossey (Playboy/1991)



Depois de ter sido bond girl no filme de 1981, a modelo italiana estampou as páginas da Playboy brasileira com a chamada: “O fenômeno que enganou até Bond, James Bond”. Tudo porque na época em que estrelou o filme ela não revelou que era uma mulher transexual. Na revista, teve seis páginas e 12 fotos do fotógrafo Byron Newman. Ao fim do strip-tease, o comentário: “Tula se considera uma mulher realizada. Dissemos mulher? Bem, e você ainda tem dúvida?”.


Bianca Soares (Man/2005)





Primeira travesti a participar de um reality show no Brasil, a extinta Casa dos Artistas (SBT), em 2004, Bianca investiu pesado na fama de sex symbol. Estrelou filmes pornôs, dentre eles um com Alexandre Frota, e também posou peladinha para a revista “Man”. As fotos foram de André Lima e mostram a modelo de seios fartos (e uma cruz entre eles!) em um sítio bem à vontade. Em nenhum momento eles citam a identidade travesti. Bianca é definida apenas como “a incomparável”.


Patricia Araújo (A Gata da Hora/ 2009)




No mesmo ano em que desfilou para o Fashion Rio, a modelo travesti foi convidada para estampar a revista masculina “Gata da Hora”, do jornal Meia Hora. No ensaio, Patricia foi anunciada como “dama de paus”, dividiu as lentes com uma mulher cis, Paloma Sanches, e assim como a publicação diz “no jogo delas, ninguém sai perdendo”. Na entrevista, ela revela que adora ser tratada como uma princesa, que prefere homens que beijam beijam e que jamais faria nada na cama que machucasse o seu corpo ou a sua alma. 


Claudia Wonder (Big Man Magazine/ anos 80)




Estrela do rock underground e das pornochanchadas, Claudia foi a primeira travesti a estampar a revista Big Man Magazine. E, diferente de todas as modelos aqui desta lista, foi a única a mostrar o pênis. “Eu havia ido na redação deles para que eles fizessem uma retratação de uma nota machista ao meu respeito. E quando entrei na redação, eles falaram: ‘ei, você não quer posar para a gente?'”. E Claudia posou por uma pequena quantia em cachê e a divulgação do seu show com a banda Jardim das Delícias.

Rogéria (Close/ 1981)



Essa foi um leitor que contou pra gente. Em 1981, Rogéria posou toooda sensual para a revista Close - sim, a mesma que alavancou Roberta Close. A edição era de dezembro e continha a chamada "Rogéria: o nosso presente de ano novo para você". Definitivamente uma estrela! 


Thelma Lipp (Playboy/ 1984)




Considerada a rival paulistana de Roberta Close, a travesti posou para a Playboy também em 84 (esse ano só deu as trans na revista!). Assim como Close, Thelma esteve apenas no recheio da revista de Betty Faria, uma vez que uma norma da revista determina que apenas mulheres cis poderiam ser capa da revista regular.


Roberta Close (Playboy e Sexy/ 1990 -1991)



"A musa da transguarda sexual do Brasil”, “O maior enigma sensual do Brasil”, “Roberta Close também é democracia” foram alguns dos títulos oferecidos a ela. Após a cirurgia de redesignação sexual, Close exibiu o resultado e protagonizou o terceiro – e último – ensaio para a Playboy, em março de 1990 (capa Luma de Oliveira). Intitulado: “O final feliz”, os cliques do fotografado Bob Wolfenson contaram com poses mais ousadas e livres.  Ela tinha 27 anos e dizia: “Estou mais feliz. Consegui juntar meu corpo a minha alma, que era completamente feminina”.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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