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Presidente de grupo LGBT nas favelas, Gilmara Cunha recebe honraria da Alerj

(Foto: Octacílio Barbosa / Alerj)

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A presidente do grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, Gilmara Cunha recebeu na terça-feira (8) a Medalha Tiradentes – a maior honraria da Casa – no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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Gilmara também é mulher transexual e moradora do conjunto de comunidades da Maré, zona norte do Rio.


Ao receber a medalha, ela fez um discurso emocionado: “Hoje, a gente vive uma época de militarização das favelas, então é preciso resistir porque a sobrevivência, a vida em sim, desta população precisa ser garantida”, disse.


Gilmara revelou como foi a fase das descobertas de sua sexualidade e como se percebeu pessoa trans. “Comecei a perceber que os desejos que tinha eram normais, sim, e poderia ser o que eu quisesse. Uma frase vinha na minha cabeça: ‘Deixe-me existir. Precisava tomar essa frase como um mantra, botar na cabeça, seguir em frente e enfrentar a família”.


Hoje, ela defende que não é preciso se apresentar como pessoa transexual em todos os lugares. “Para que nos vejam como pessoas e não como identidade”.

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