Pop e Art

MC Xuxú lança site oficial, vídeos contra transfobia e faz contagem regressiva



Por Neto Lucon

Enquanto dava uma pausa à lá Adele, MC Xuxú – do hit “Um beijo (pras travestis)” – passou a preparar muitas novidades aos fãs. Dentre elas, um site novinho, postagens em que fala sobre experiências trans e uma contagem regressiva que chamou atenção dos admiradores.

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“Dei uma sumida porque estava me dedicando aos novos trabalhos. Aprendi que para tudo a gente precisa de tempo e aproveitei esses meses para trazer novidades e estar ainda mais preparada”, declarou.

Em conversa exclusiva com o NLUCON, a cantora também revelou que a contagem regressiva refere-se ao teaser de seu mais novo clipe “Eu fiz a chuca”, que vai sair ainda neste ano. “Os fãs podem esperar muita animação, cores, coreografia e chuca”, disse.

Chuca? Bom, trata-se daquela higiene íntima que fazem antes do sexo anal. “É um assunto curioso, que retrata a realidade de muita gente. Com as ideias do produtor Matheus Engenheiro, tenho certeza que o povo vai gostar”.

A música já faz parte dos shows de Xuxu desde 2011 e realmente contagia e diverte. Na letra "Pra não passar vexame, pra não dar caô, fiz uma chuca babadeira pra tirar todo tô-tô-tô-tô, tô cheirosinha, taradinha pra você. Quem tem pena é galinha, mostra o que sabe fazer".

Ouça a primeira versão e o teaser







Faltando poucas horas para o teaser sair, os fãs lançaram uma campanha para divulgar o clipe. Érika Gemesson, do fã-clube “Um beijo pra quem é do Bem”, de Pernambuco, fez um vídeo em que convoca o “bonde das travestis” a usar a hashtag “EuFizaChuca” nas redes sociais até o lançamento. 

“A gente está aqui para desejar força, mais brilho e que ela esteja no topo dos topos", declarou.

TRANSFOBIA É ASSUNTO SÉRIO

Com um som alegre e contagiante, Xuxú mostra que continua consciente do seu papel como artista e cidadã ao falar sobre alguns assuntos sérios nas redes. Recentemente ela divulgou, por exemplo, um vídeo em que fala sobre a fase escolar e outro sobre transfobia.

“Tem muita gente confundindo as coisas, e eu estou falando sobre uma transfobia real. O Brasil é o primeiro país que mais mata travestis no mundo. E o bizarro é que o Brasil é o país que mais busca por transexuais em vídeos pornôs no RedTube. Agora você vê a hipocrisia”, disse ela no vídeo.


Transfobia MATA! #SouTransQueroDignidadeeRespeito
Transfobia MATA! #SouTransQueroDignidadeeRespeito
Publicado por Mc Xuxú em Segunda, 22 de fevereiro de 2016



Ela afirmou que está atenta ao assunto porque “transfobia é um assunto muito sério não dá para brincar”. “Desde as esquinas até os palcos eu senti o peso disso. A desunião LGBT tem atrapalhado bastante, muita gente não sabe o que fala e racha a cara de quem luta de verdade. Estou preparada e sempre soube que pelo fato de ser travesti tudo para mim seria mais difícil.

Xuxú disse que chegou a ser desestimulada por entrar na carreira artística, mas que não desistiu. “É por isso que sou uma trans transformadora, que passa força através das minhas experiências de vida e através das minhas letras”.

SITE NOVINHO

Enquanto aguardam o novo clipe, os fãs podem conferir o novo site, que está lindo de ver, assistir e ouvir. Além de poder acompanhar todas as novidades da artista, os internautas também poderão conferir fotos exclusivas de Xuxú, a biografia, vídeos de entrevistas e shows.




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Alguém sabia, por exemplo, que ela começou a carreira cantando rap em Juiz de Fora? E que a música “Um Beijo” está quase na marca de 2 milhões de visualizações? Ou então que Xuxú faz cerca de 8 shows por mês? 

Pois então confira essas e outras novidades e infos sobre a funkeira trans clicando aqui.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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