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Selma Light é rainha do Bloco Vexame e dá tom político em carnaval de Florianópolis



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A artista trans Selma Light foi a rainha da terceira edição do bloco Vexame, que aconteceu durante o carnaval de Florianópolis, Santa Catarina, nos dias 6 e 8. O bloco movimentou cerca de 2.000 pessoas, informou a organização, e mostrou o talento, simpatia e engajamento político da artista.

+ Sem demonizar ou santificar; "deixem os LGBT serem gente"


Durante a apresentação, Selma agitou e animou os foliões, mas também falou sobre políticas públicas, direitos LGBT e o seu descontentamento com o cenário político atual de Florianópolis. “Nosso evento não serve de palanque político, aqui ninguém quer se promover. Exigimos respeito!”, declarou Selma, comparando com outras ações de militância, como a Parada LGBT.

O evento contou ainda com a presença de mais de mais de 10 Djs, cantores, praça de alimentação (food truck), banheiros químicos, estrutura de som, palco, tendas e o concurso de fantasia Vexame Pop, que premiou nas categorias Beauty Queen, Drag Queen/Drag King, Original ou Cosplay.

O Bloco do Vexame surgiu há três anos por meio de Rose Nogueira. Nesta edição, ela uniu forças com o movimento social, como a organização das instituições ADEH – Associação em Defesa dos Direitos Humanos, fundada por travestis e transexuais há 23 anos, em parceria com a Desdobrando Arte Ateliê. Na tenda da ADEH, era possível adquirir os kits com camiseta, caneca, materiais de prevenção, preservativos e fantasias para pular o carnaval.







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Toda a verba adquirida será revertida para a manutenção do evento e para os trabalhos sociais desenvolvidos pelas instituições. Vale lembrar que em Florianópolis as instituições LGBT não recebem apoio governamental, mesmo desenvolvendo o trabalho que o Município e o Estado deveriam exercer.

A ADEH conta com profissionais voluntários que fazem o atendimento psicológico gratuito, atendimento social gratuito e atendimento jurídico gratuito para toda a população e se mantem através do apoio dos diretores envolvidos que exercem o trabalho de forma voluntária.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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