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Luto: Militante transexual Izadora Melina Melão morre aos 24 anos

A militante Izadora Melina Alves Melão morreu neste domingo (20), em Americana, interior de São Paulo, aos 24 anos. De acordo com familiares, a jovem teve uma parada cardíaca e não resistiu.

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Melina era militante trans, fazia parte da militância da juventude do PT, estava sempre envolvida em ações de combate à discriminação na cidade e pelos direitos igualitários. Representa uma perda significativa para amigos, familiares e para o futuro da militância.

Em uma reunião do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais, em São Paulo, sugeriu que produzissem um vídeo utilizando a frase de Simone de Beauvoir, “Ninguém Nasce Mulher, Torna-se Mulher”, na semana do Dia Internacional da Mulher. Aliada a outras iniciativas, a ideia foi o pontapé para uma campanha nacional.

Em outro vídeo, chegou a rapar a cabeça contra os crimes transfóbicos – doando os seus cabelos para uma empresa que confecciona perucas para uma entidade que recebe pacientes com câncer – e discursou sobre os motivos que a levou votar em Luciana Genro (PSOL) e depois em Dilma Rousseff (PT). Melina dizia: “Nós temos nomes, nós amamos”.

Era uma mulher inteligente, engajada, doce e transmitia muito força ao

mesmo tempo em que guardava uma latente fragilidade.

A irmã Ana Amélia Motollo escreveu: "Peço a compreensão por não conseguir ligar pata todos os amigos da minha amada. mas o momento é inexplicavelmente doloroso. Enviem muita luz e bons pensamentos para esse ser humano tão especial e que deixa tantas saudades". 


O velório ocorre a partir de 13h neste domingo no cemitério da Saudade e o sepultamento ocorrerá na manhã de segunda-feira (21). O NLUCON lamenta a perda e deseja sinceros pêsames aos familiares e amigos.

Assista a uma das ações de Melina para a militância: 



About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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