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Modelo trans Laith Ashley diz: “Devemos ser fiéis a nós mesmos, e não às caixinhas”

O modelo Laith Ashley é o homem trans que está se tornando nome (e corpo) no mundo da moda internacional. Em reportagem ao New York Post ele é apontado como um dos tops de maior crescimento e alega ter se “chocado” ao ser constantemente reconhecido nas ruas. 

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"Nunca tive a intenção de modelar, isso simplesmente aconteceu. Mas agora é definitivamente emocionante. Fico sempre chocado quando estou andando para ir à academia ou a uma loja e as pessoas me reconhecem. Isso me faz sentir bem”, declara.

Aos 26 anos, ele soma quase 60 mil seguidores em seu Instagram. Dentre eles, estão estrelas como as atrizes Whoopi Goldberg (sim, de Ghost e Mudança de Hábito) e Laverne Cox, ícone trans da série Orange is the New Black.

Na entrevista, o gato afirma que atualmente está “satisfeito” com a imagem que observa no espelho e que é “exatamente assim que quer se apresentar para o mundo”. Mas revela que nem sempre foi tão tranquilo quanto à vivência trans. Laith chegou a levar seis anos desde quando se percebeu trans até o início da hormonioterapia.

“O meu pai lidou bem, mas a minha mãe é uma cristã pentecostal e sentiu que, embora me amasse, estava em conflito com a sua fé. Disse para ela com um ano de antecedência que estava partindo para a transição de gênero. Havia muito medo no início e eu levei seis anos para começar o tratamento médico”, revela.











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Longe do medo e muito mais confortável com o próprio corpo, ele diz que não há nada que o faça parar. Ele trabalha atualmente três vezes por semana no Brooklyn Boulders, faz parte do casting da agência nova-iorquina Pêche Di, marcou presença na Semana de Moda de Nova York, pela grife Adrian Alicea, é sucesso no Instagram e planeja iniciar aulas de teatro. 

“Minha família e amigos estão muito animados sobre minha modelagem. Minha mãe se gala sobre isso com os seus amigos na igreja”, diz, mostrando a transformação da relação.

Ele afirma que ainda se considera muito jovem para ser uma referência para outros homens trans, mas afirma: “As pessoas devem ser fieis a elas mesmas, e não caber em uma caixa. Sei que muitos olham para mim, como uma referência de imagem que desejam alcançar, mas eu acho incrivelmente humilhante. Quero que eles também tenham a sua jornada e que a sua vida é única”.

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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