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Petição internacional pede: "Salvem as trans do Brasil", assassinadas a cada 21h




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Uma travesti ou mulher transexual é assassinada a cada 21h no Brasil e a porcentagem de homicídios contra essa população é 16,4 vezes superior ao restante do mundo. É o que afirma um levantamento das ongs internacionais Transgender Europe e Trans Muder Monitoring, que visa combater essas mortes. (saiba mais aqui

+ Homens trans são assassinados, mas casos não viram estatística


Em conjunto com organizações de direitos trans de outros países, as ongs em questão criaram uma petição online para pressionar o governo brasileiro a se conscientizar dos crimes transfóbicos e a promover ações contra o preconceito motivado pelo preconceito à identidade de gênero de pessoas trans.

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De acordo com o levantamento, pelo menos 188 pessoas trans serão assassinadas no Brasil e 403 em todo o mundo até o fim de 2016. Caso a percentagem de homicídios trans no mundo fosse igual à brasileira, haveria 1.260 mortes contra a identidade de gênero de pessoas trans nos primeiros 70 dias e 6588 por todo o ano.



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O Brasil tem 2,8% da população mundial, mas corresponde a 46,7% do total de assassinatos do mundo até a data. “Estamos iniciando um esforço em conjunto com ativistas e organizações no Brasil para levar esta situação ao conhecimento do mundo e, por sua vez, sensibilizar a política brasileira, autoridades judiciais e departamentos legislativos”, declara o texto da ong Planet Transgender.

No dia 30 de janeiro, a ong brasileira CAIS (Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais) organizou a primeira Caminhada pela Paz - Sou trans e quero dignidade e respeito, colocando mais de mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, para repudiar todos os assassinatos transfóbicos no Brasil.

A petição destaca que o Brasil assinou a primeira resolução da ONU em 2011, que acrescenta a população trans e gay na Convenção dos Direitos Humanos. “A nossa população está sobrevivendo em meio ao trabalho sexual, sem moradia, educação, correndo o risco de pagar com a própria vida a inação do governo. Isso precisa mudar, agora!”, diz o Grupo Transexual de Portugal.

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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