Pop e Art

Zara investe em roupas “sem gênero”, mas falta ousadia



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De olho na discussão atual sobre a quebra de padrões do guarda-roupa dividido por gênero, a Zara lançou a primeira coleção de roupas “sem gênero”. A novidade foi divulgada na internet com euforia, mas as peças expostas pela campanha não empolgaram tanto o consumidor.

+ Filho de Will Smith é garoto-propaganda de campanha feminina da Louis Vuitton


Tudo porque, apesar do conceito de roupa que poderia ser usada tanto para homens quanto mulheres, a marca trouxe apenas roupas que estão no guarda-roupa masculino e que já são usadas por mulheres: calças jeans sem cintura, t-shirts de corte reto, sweatshirts largas e capuz.

Todos nas cores cinza, preto ou azul-escuro. E em tamanhos pequeno, médio e grande.


Na internet, muitas pessoas criticaram a iniciativa. Consideraram as peças muito básicas e sem ousadia ou inovação. Não há vestidos, saias ou outras peças que de fato rompam com a barreira do gênero. Afinal, fazer essa transição do guarda-roupa feminino para o masculino é que o grande tabu.

Há outras que gostaram das peças e sobretudo da discussão que voltou a ser levantada. Vale lembrar que Gucci e Louis Vuitton também estão debatendo gênero em suas roupas e futuras coleções. Tanto que Jaden Smith, o filho do ator Will Smith, é garoto-propaganda de uma campanha de roupas femininas da Vuitton.

Por enquanto, a coleção “Ungendered” foi lançada somente em uma página especial do comércio eletrônico e que pode ser comprado apenas no território norte-americano. Para quem se empolgou, é torcer para chegar ao Brasil.

Veja as peças:







About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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