Pop e Art

Artista trans, Rosa Luz faz corajosa performance e para a Rodoviária de Brasília



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A artista trans Rosa Luz fez no início deste mês uma corajosa performance em plena Rodoviária de Brasília em horário de pico. Na escadaria fixa, ela se posiciona ao meio e tira a blusinha, exibindo os seios, o corpo que foge ao binarismo e a lógica cisgênero.

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Muitas pessoas pararam para olhar e acabaram sendo pescadas pelo objetivo de Rosa: discutir gênero, transfobia e a comunidade formada por travestis, mulheres transexuais e homens trans.

O amigo chamado Carlos registrou tudo e mostrou o momento em que um homem pega nos seios de Rosa – e é preciso intervir para afastá-lo. E o momento em que uma mulher se aproxima e começa a dizer que aquilo ensinava crianças a serem gays. Outras pessoas se aproximaram e abraçaram Rosa.

“Foi um momento de troca. Eu me senti ótima no final, fui abraçar minhas amigas e é tudo nosso. Se o nosso corpo é uma falha nesse sistema, vamos usar nosso corpo para apontar essas falhas”, declarou ela, que num pensamento à lá Indianara Siqueira reflete sobre a possibilidade de ser presa e questionar.

“Achei que poderia acabar na delegacia. Se me prendessem, estariam me reconhecendo como mulher (homens podem ficar sem camisa publicamente sem problemas). Mas como você me reconhece como mulher, se o Estado não me reconhece dessa forma? É uma contradição”, reflete.

Carlos afirma que grande parte apoiou a performance e quem tentava criticá-la recebia olhares de reprovação. “O Brasil tem várias caras, elas aparecem em determinados momentos, não são fixas. A Rosa acionou dispositivos na sociedade que, naquele momento, estavam adormecidos”, disse Carlos.

Assista: 


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

1 comentários:

Anônimo disse...

Aos crentes, eu digo, usando a Bíblia a qual apelam em qualquer circunstância: "Não cai uma folha sem a permissão de Deus". Então, sendo assim, as pessoas nascem diferentes com a permissão Dele e, sem dúvida, com algum propósito, o qual pode ser atingir a sua humildade e dobrar seus preconceitos. A maior prova de religiosidade é o amor ao próximo.

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