Pop e Art

As Meninas Superpoderosas mostram como falar sobre transgeneridade para crianças



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O desenho “As Meninas Superpoderosas” voltou derrubando o machismo. E em seu quinto episódio mostrou que é possível, sim, falar sobre transexualidade e transgeneridade para as crianças e adolescentes de um jeito lúdico, simples e sem tabus.

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Tudo porque no episódio “Horn, Sweet Horn” – ou “Chifre, doce, Chifre”, em português – a Cartoon Network traz a história de Donny, um unicórnio trans. O pequeno é definido com um pônei ao nascer, mas se identifica como unicórnio e até usa chifre na cabeça.

Donny encontra Lindinha e diz: “Eu posso não ter um chifre, mas eu tenho coração, e no meu coração eu sei que sou um lindo unicórnio”. Fofo, né? E é por isso que Lindinha o aconselha a passar por um procedimento feito pelo Professor com a finalidade de se sentir mais confortável com o próprio corpo.

Num primeiro momento, o procedimento não dá certo e Donny se transforma em um monstro. Mas as Meninas Superpoderosas não desistem de ajudar o unicórnio trans e vão atrás do Quartel General do Pelotão da Aliança da Coalizão dos Unicórnios.

Agora lá vem Spoiller, ok? O Pelotão diz que Donny, na verdade, sempre foi um unicórnio independente da sua aparência exterior. Para completar – e mostrar que se trata mesmo de uma simbologia com a questão trans, o desenho termina com o tradicional coração gigante na tela, desta vez com as cores da bandeira trans.



O produtor executivo do desenho Nick Jennings declarou que o episódio traz o questionamento “quem é você por dentro?”, “quem é você por fora?” “Como você se identifica?” “Como as pessoas te veem?”. “Há muito subtexto ali. Eu não acho que ninguém é jovem demais para começar a discutir essas questões, pensar sobre essas coisas. Simplesmente apresente uma atitude e uma voz que ressoe com outras pessoas”.

Assista: 


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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