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Homem trans que foi recebido pelo papa Francisco relata a vida em livro



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O homem trans espanhol Diego Neria Lejárraga, que se tornou notícia no último ano ao ser recebido pelo papa Francisco, acaba de lançar o livro autobiográfico “O despiste de Deus. Cadernos de Viagem de um homem que nasceu mulher”.

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Em entrevista à agência de notícia EFE ele diz que vai contar a sua vida até o encontro com o papa, e adiantou que não pretende polemizar. “Esta é a vida de uma pessoa humilde e tranquila, que um dia foi tocada por essa varinha que se chama papa Francisco e que acho que pode dar um pouco de esperança”.

Aos 50 anos, ele afirma que passou a se identificar como homem trans em 2007. A reunião particular com Francisco ocorreu no Vaticano ao lado da esposa Macarena, logo depois de ele ser humilhado por católicos da cidade espanhola Plasencia, que o chamaram de “filho do diabo”, e de ele ter relatado o ocorrido por meio de uma carta.

Depois que Francisco disse que “Deus o aceitava como ele é”, Diego afirma que teve a vida transformada, que tirou muitas dúvidas e que, agora, tem fortes convicções católicas. “É um chamado absoluto de esperança. Eu tive uma vida complicada, mas felizmente e graças a Deus aqui estou, porque a vida dá muitas voltas e porque tenho muito claro que não se pode jogar a toalha nunca”.

Com o livro, Diego afirma que quer normalizar a questão da transexualidade e também evidenciar que a igreja não deve perseguir as pessoas trans – como vem ocorrendo, sobretudo em países latino-americanos. “Essas crenças equivocadas estão causando muito prejuízo e isto é um ponto que marca a igreja”.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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