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Aumenta número de estudantes trans que usam nome social em escolas de SP



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A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo informou que o número de estudantes trans que usam nome social na rede estadual de educação aumentou no primeiro semestre de 2016 em comparação ao mesmo período do ano passado.

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Segundo os dados, 44 alunos e alunas trans solicitaram (e foram respeitados) o nome social no último ano. Neste, são 290 estudantes trans chamados pelos nomes os quais são conhecidos socialmente, seja no cotidiano, na lista de chamada, carteirinha e boletim.

Deste número, 78% são solicitados por travestis ou mulheres transexuais, que também pedem para ser tratadas com artigos e pronomes feminino. E 22% por homens trans, que solicitam o respeito pela sua identidade de gênero masculina.
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Estudantes matriculados na EJA (Educação de Jovens Adultos) representam a maioria: 65% das solicitações. Os outros 35% estão divididos no ensino fundamental e médio.

Ao contrário do que sugerem políticos conservadores, não foi notificado qualquer dano aos demais alunos cis ou ao andamento das aulas. Ao contrário, a medida é uma ação para garantir o respeito, a dignidade e a permanência de pessoas trans nas escolas.

RETROCESSO E CAMPANHA

Neste mês, o decreto do nome social para trans, assinado pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no dia 28 de abril, passou a correr risco de ser suspenso. Isso porque parlamentares protocolaram no dia 18 um projeto de decreto que suspende os efeitos do decreto número 8727.

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Ou seja, os políticos querem que pessoas trans sejam tratadas e tratados com o nome de registro, desrespeitando a sua identidade de gênero.

Diante da tentativa de derrubar o nome social, diversas travestis, mulheres transexuais, homens trans e outras transgeneridades resolveram lançar uma campanha nas redes sociais: “Nome Social é Direito”. Nela, cada pessoa trans segura uma placa fazendo menção ao direito de ser chamada como é conhecida socialmente.

Veja a campanha clicando aqui. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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