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Mundo: Ativista trans de 23 anos é baleada, sofre transfobia em hospital e morre



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A morte da ativista trans paquistanesa Alisha aos 23 anos na quarta-feira (25) vem causando comoção em todo o mundo. E evidencia a transfobia que assola a comunidade trans independente do caso e do país. 

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Ela foi baleada seis vezes durante um ataque no Paquistão e precisou ir a um hospital de emergência, o Lady Reading. Mas ao chegar, de acordo com amigos ao jornal Daily Mail, ela foi vítima da transfobia. E acabou morrendo dias depois.

“Os médicos demoraram horas para decidir onde colocar Alisha, se numa ala feminina ou masculina”, declara ativistas da Trans Action Alliance. Depois de muita briga, ela foi encaminhada para a ala feminina, mas as mulheres cis reclamaram por estar ao lado de uma mulher transexual. Outras até perguntaram se ela era hiv positivo.


Ativistas afirmam que os médicos se esforçaram pouco para socorrer Alisha, que não resistiu aos ferimentos. Antes de morrer, ela desabafou sobre o preconceito que vinha sofrendo: “A sociedade não nos aceita. Saí de casa para evitar ser ridicularizada (...) Somos o segmento mais vulnerável da sociedade, mas o governo não nos dá nenhum direito”, desabafou.

Vale ressaltar que pelo menos cinco ativistas transgeneras do Paquistão foram atacadas nos últimos meses em Khyber Pakhtunkhwa, uma província considerada conservadora. Alisha fazia parte do Trans Action, um grupo de defesa que começou a ganhar voz em busca de igualdade de direitos para pessoas trans.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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